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LIVRE, AFINAL!
Estou
livre de tudo, felizmente, das muitas aflições e dissabores, das
calúnias, do ódio renitente, envolvendo-me em hórridos
pavores.
Escutem, pobres almas infelizes! Venci de há muito a
prova de amargura, suportando com fé e sem deslizes a impiedade
revel, tão feia e escura.
A morte, que dos homens anda à
cata, desfará esse orgulho e essa bravata, tragando-os em mísera
vingança.
Tentem fugir a tempo à treva densa, pois grande e bela
é a nobre recompensa do justo que do bem jamais se
cansa.
Mariinha Mota Página formatada em 18 fev
2015 |