LUAR
Rompendo a
custo o céu surge a casta deidade
com seu manto que estrelas fulgentes
encerra
e os raios de luar, colar da divindade,
são opalas de luz em
dádivas à Terra.
Da lâmpada imortal que nos espaços
brilha
iluminando a sombra da floresta errante,
as florzinhas e as
feras que saem em sua trilha,
todos passam a sentir o beijo
fascinante.
Traz, afinal, ao poeta, um sonho peregrino,
que, em
êxtase crescente se vê pequenino,
contemplando o luar, perfeita obra de
Deus.
E ele volta pra Lua o seu pálido rosto
com uma ânsia
febril e um pedido é composto:
- Arrasta-me ao infinito unido aos raios
teus!
Mariinha Mota
Página formatada em 18 fev
2015