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O RAIO DE
SOL
Helena, uma menina muito preguiçosa, gostava de ficar até
tarde a dormir. Numa bela manhã de maio, esplendorosa, ela acordou
enfim, sem moleza sentir.
Levantou-se a pequena sempre a
bocejar e, morosa, abriu um pouquinho a janela; lindo raio de sol
passou a iluminar sua face que, então, pareceu ser mais bela.
-
Bom-dia, meu amigo, como madrugou! É muito cedo ainda! disse-lhe a
menina. E o pequenino raio de sol retrucou dando grande lição àquela
pequenina:
- Está você pensando que acordei agora? Já andei
pelas montanhas, entrei na floresta. Os ninhos aqueci sem preguiça ou
demora; uma furna clareei por pequenina fresta.
Já fiz
desabrochar em gentil trepadeira linda flor cor-de-rosa e a gota de
orvalho faiscou com minha luz, alegre, alvissareira. Também já
visitei as frondes do carvalho.
Já amadureci a pitanga do
galho e vi bonitas vacas já em seus currais; no campo há muita gente
rude no trabalho; agora, vou secar as roupas dos
varais.
Heleninha curvou a fronte envergonhada. Enquanto aquele
raio de sol labutava, ela permanecia na cama deitada. Que severa
lição ele agora lhe dava!
Levantou-se correndo e abriu toda a
janela e nesse mesmo instante, brilhante conviva, o sol iluminou,
então, o quarto dela, tornando-a mais feliz e mais
compreensiva.
Helena não esqueceu a lição desse dia tornando-se,
na vida, pessoa de escol; diariamente, ao abrir a janela, dizia: -
Bom-dia, sol querido, eu te abençôo, ó sol!
Mariinha Mota Página formatada em 15 jun
2006 |