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QUAM MUTATA SUM!
Algo mudou em mim, assim, tão de repente que até
agora, assustada, não compreendo ainda. É uma graça de Deus o que a
minha alma sente: sinto-me flor-botão, numa manhã bem
linda.
Pairo acima de tudo: da inveja que é doença, da
ingratidão mais torpe, do ódio que alucina. Sou uma outra criatura,
cheia de outra crença, sentindo-me o que fui, novamente
menina.
Nesta alegria imensa por sentir-me amada, parece-me que
a vara de uma boa fada devolveu-me os mais caros, lindos sonhos
meus.
As chamas da paixão falaz não me consomem pois não quero e
não devo amá-lo como homem porque eu o idolatro tanto como a um
deus.
Mariinha
Mota Página formatada em 17 jun
2006 |