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Saudade
Há onze anos partiste, meu filhinho, levando a alegria
que findou. Eu não esqueci teus gestos de carinho que o presente
feliz não apagou...
Hoje, as flores que planto, são
lembranças que te ofereço, presa neste exílio, e todos os sorrisos
das crianças, são bençãos de alvorada que te envio...
És o
pássaro azul do meu carinho. Meus braços continuam a ser teu
ninho, onde só acharás confiança em Deus.
É infinita a dor que
trago ainda, mas, tudo acabará, na hora linda, quando nos
encontrarmos sem adeus...
Mariinha Mota Poema datado de 1979 Página
formatada em 30 jan
2003 |