PIQUETE - CIDADE PAISAGEM
SUA GENTE

Francisco Máximo Ferreira Neto

 

 


Chico Máximo, um dos expoentes da cultura piquetense, clicado recentemente por Lety

 

Na história da educação piquetense, ele ocupa lugar de destaque. Unanimidade entre seus ex-alunos, o professor Francisco Máximo Ferreira Netto - Chico Máximo recebe, no mês em que se comemora o Dia do Professor, justa e merecida homenagem do "O ESTAFETA". Chico Máximo faz do ofício de ensinar o seu apostolado. De formação humanista, cedo adquiriu, com professores do Grupo Escolar "Antônio João", o gosto pelo belo e pelas obras primas da Literatura universal. Cursou o Ginásio da FPV, a Escola Normal Livre "Duque de Caxias" e as faculdades de Letras e de Pedagogia da Faculdade Salesiana de Filosofia, Ciências e Letras de Lorena. Aposentou-se na FATEA como titular da cadeira de Literatura Brasileira. Alguns mestres marcaram de forma indelével sua formação: Palma Ferrari de Oliveira, Leonor Guimarães, José Geraldo Evangelista, Ruth Guimarães, Olga de Sá... 


Chico Máximo em festa familiar de casamento - 1968
Arquivo Maria Auxiliadora Mota Gadelha Vieira

Personagem singular na paisagem humana de nossa cidade, não há quem não o conheça. Católico praticante, de profunda formação cristã sedimentada em valores éticos e morais, está sempre pronto a colaborar com obras assistenciais e beneméritas. Sua maior contribuição para a comunidade piquetense, no entanto, está na formação de jovens, na área de Educação. É considerado um dos melhores professores de nossa cidade. Vocacionado para o Magistério, está sempre a ensinar. E com que prazer exerce esse ofício! Numa sala de aula, transforma-se. A Língua Portuguesa é ensinada com uma didática única. Quando o assunto é Literatura Brasileira, consegue prender a atenção de seus alunos, de maneira que eles viajam com o mestre pelas diferentes escolas literárias. Contextualiza tempo e espaço, englobando história, geografia, sociologia,artes, etc. Saem todos enriquecidos. Observador arguto da sociedade piquetense, tornou-se um de nossos melhores memorialistas. Nada escapa do seu olhar, que tudo fotografa, armazenando fatos de nosso dia-a-dia. Paralelamente às atividades de professor e educador, sempre colaborou com periódicos de nossa cidade. Suas crônicas têm um estilo inconfundível, sobretudo pela linguagem leve e solta, enriquecida por saborosas metáforas que emprestam ao texto um colorido especial. São pequenas obras-primas em que invoca, com maestria e simplicidade, reminiscências da Piquete de sua infância e adolescência. Sem rebuscamento, seus textos agradam a todos. De tradicional família piquetense, Chico Máximo nasceu, em Piquete, a 21 de julho de 1933, filho de Armando de Castro Ferreira e Maria Aparecida Leite. Hoje, mesmo aposentado das lides acadêmicas, continua colaborando na formação de muitos jovens, incutindo-lhes o amor às letras, preparando-os para concursos e revisando teses de mestrado e doutorado. Integra a Comissão Pró-Reforma da Vila São Vicente de Paulo. Em reconhecimento ao seu trabalho em prol dos piquetenses, a Câmara Municipal outorgou-lhe o Diploma de Honra ao Mérito Municipal. A FCR orgulha-se de tê-lo como um de seus fundadores e colaborador indispensável na redação deste Informativo.

Seção "Gente da Cidade"
Jornal "O Estafeta" - Outubro de 2003


Chico Máximo discursando na Noite de Autógrafos de seu livro "Crônicas de Cidadezinha".
Foto de Lety

MINHA HOMENAGEM


Chico Máximo discursando ao ser premiado pelo Instituto de Estudos Valeparaibanos.
Foto de Lety

Chico Máximo, como é conhecido na cidade e entre seus alunos, ou Chico Armando como é chamado no seio da família, sempre foi uma pessoa muito presente em minha história. Talvez ele nem saiba, mas o primeiro elogio que recebi, sobre o meu desabrochar de adolescente, partiu dele, no dia do meu 13º aniversário. Naquela tarde, olhando-me no espelho, eu percebi que não era mais uma menina e gostei do que vi. Minutos depois, encontrei-me com Chico. Seu olhar carinhoso de primo mais velho e o elogio recebido fizeram que eu me sentisse bem importante... Quando da primeira peça de teatro amador da qual participei: "Pluft , o Fantasminha", foi ele que realizou em jornal da cidade comentários sobre a minha estréia. E mais uma vez suas palavras me tornaram feliz. Um livro de poemas, de um autor então desconhecido, foi-me presenteado por ele, há alguns anos, e ainda o conservo com carinho. Judas Isgorogota marcou minha formação poética. Coincidentemente, um poema deste autor foi colocado para interpretação de textos no vestibular de medicina de um de meus filhos. Sincronicidade ou simples coincidência, Chico esteve sempre lembrado, de alguma forma, em minha vida. Certa feita, já morando em Fortaleza, mamãe, referindo-se a alguns intelectuais da cidade, disse-me que o verdadeiro intelectual, o mais capaz e brilhante dentre todos era Chico Armando. Armazenei esta informação. Conhecia o Chico professor de Literatura, revisor gramatical. Quando me deparei com seus textos despojados e - justamente por esta simplicidade - encantadores, percebi que mamãe tinha razão. Chico Máximo, o nosso Chico Armando, era escritor completo e indiscutivelmente brilhante. Ao montar esta página, resgatei em minha memória o Chico da Tia Maria, chefe da Cruzada. Lembrei-me de sua voz forte e destacada cantando, saudando a Virgem Maria, em meio as procissões, percorrendo as ruas da cidade. E a esse som do "Ave, Ave, Ave Maria", mistura-se em minha lembrança a delicadeza de sua mãe, o sorvete geladinho de seu pai Armando, as histórias folclóricas de família envolvendo a valentia de nosso avô Horácio Pereira Leite e a meiguice de sua tia, a Madrinha Mariquinha de toda uma geração...


Laureado com o Prêmio "Eugênia Sereno", concedido pelo Instituto de Estudos Valeparaibanos
a escritores do Vale do Paraíba que se destacaram. Da esquerda para a direita: Ângela Giffoni Ferreira,
Clélia de Castro Ferreira Damico, Chico Máximo, Vereadora Evelize Chaves (atrás), Irmã Olga de Sá, Arlete Monteiro,
Antonio Carlos Chaves (atrás), Coronel Sardinha e Paulo Nóia. Entre os premiados, Chico Máximo, Irmã Olga de Sá e Coronel Sardinha.
Foto de Rita Junqueira

Página formatada em 26 out 2004
Meus agradecimentos a Ellah e Lety que se empenharam na busca da canção, 
fundo musical desta página, transformada por Ellah em midi-voice.

 

 

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