PIQUETE - CIDADE PAISAGEM
SUA GENTE

























Esta página seria incompleta sem o destaque de nossa gente. Uma cidade não é formada apenas de artistas, poetas e escritores. Nem de paisagens bonitas. Uma cidade é composta por uma sucessão de pessoas que constroem o seu cotidiano, quase sempre anonimamente, valorizadas apenas quando se tornam ausências sentidas... Materializemos pois, as nossas saudades...

Maria Auxiliadora Mota Gadelha Vieira

Destacamos o texto abaixo de autoria da nossa querida e eterna professora de português Abigayl Lea da Silva



Reserva de Dignidade

O texto bíblico (Ex 17,12-13) me conduziu a sérias reflexões a respeito dos critérios de Deus a respeito dos merecimentos dos seres humanos. “12 Mas, como se fatigassem os braços de Moisés, puseram-lhe uma pedra por baixo e ele assentou-se nela, enquanto que Aarão e Hur lhe sustentavam as mãos de cada lado: suas mãos puderam assim conservar-se levantadas até o pôr do sol 13 e Josué derrotou Amalec e o seu povo ao fio da espada”. Será que, entre os israelitas, ninguém mais havia que merecesse implorar ajuda de Deus para o exército de Josué? Abrãao (Gn 19,29) pedindo pelos justos das cidades condenadas e Elias (I Rs 18,20-40) desafiando os sacerdotes de Baal dão outra mostra da predileção de Deus por algumas de suas criaturas. E o critério dos seres humanos? Se tivéssemos de escolher mulheres e homens garantidores do equilíbrio de nossa cidade, propiciadores do livre trânsito do bem em todos os ambientes, quem seriam os indicados?

Alguém se lembra daquele professor que foi colocado naquela grota que poucos conhecem. A ele foram entregues meninos, à época, em situação de risco. E eles se transformaram em bons cidadãos piquetenses.

– Mas... e aquela professora pouco afeita a sedas e balangandãs, com muitos filhos, que escolheu a educação por fanal? Ela chamava o mais simples aluno de doutor. E alguém levou a sério o chamamento.

– E as professoras do Jardim de Infância que ensaiavam as festas juninas? Sabem? Aquele moreninho, de olhos redondos, que puxava a quadrilha deve ter guardado, no recôndito de seus neurônios, aquela melodia e letra capazes de dar novo sentido à vida: “Ai! meu Deus! Que rebuliço / Esta festa está tão boa / Parece que tem feitiço!”

– Vocês estão esquecendo aquele prefeito que nunca ofendeu seus adversários com a palavra escrita ou falada! E o vereador que nunca tomou parte em conchavos para empatar as obras do prefeito do outro partido!

– Mas isto é muito pouco perto do que fez aquela Filha de Maria Auxiliadora que, com seu eterno sorriso e palavras certas, era responsável por boa parte da cura dos doentes hospitalizados!

– E um certo médico que veio novinho e recém-formado para Piquete, assumiu o Posto de Saúde com muita determinação e foi um exemplo de respeito aos habitantes desta cidade?

– E a parteira de voz grave que se tornou a avó querida da criançada?

– E o padrinho, com seu terno impecável, que interrompia a conversa com os amigos e atravessava a rua para abençoar os afilhados e dar-lhes um níquel?

– E os seresteiros, com seus violões chorões, que ajudavam os amigos a dobrar os corações empedernidos das namoradas? E o maestro da banda que caprichava nas retretas do coreto?

– Mas... e aqueles professores de educação física e treinadores que preparavam aquelas magníficas demonstrações de ginástica, bons times de futebol, de basquete e vôlei?

– E os promotores e artistas do jongo e da folia de reis, dos desfiles de carnaval e concursos de fantasia e de beleza?

– E as barraquinhas das quermesses com as mãos santas que nos premiavam o olfato e o paladar com pastéis de farinha de milho? E os leiloeiros de gado na festa de São Miguel?

– E o comerciante que, fechadas as portas da lojinha, ia cuidar do jornal e do concurso de declamação?

– E os guias dos magníficos passeios aos picos da cidade?
– E os que trabalham diuturnamente pelos doentes, pelos velhinhos e pelas crianças carentes? E confortam os últimos momentos da vida com assistência psicológica e espiritual?

– Mas bom mesmo é quem teve a idéia de trazer a festa do peão; é radical ver aquele recinto ferver! O jumento e família – pura ou híbrida – merecem lugar de destaque na história da cidade e de todo o país. O tropeiro – centauro tupiniquim – e sua pachorrenta montaria cresceram em destreza e elegância e se transformaram nos magníficos peões e cavalos que provocam admiração no mundo inteiro.

Piquete tem tanta gente boa, que até Deus ficaria indeciso na escolha! Parabéns a todos os piquetenses na festa de sua emancipação política! Parabéns a todos os que mantiveram a ordem, limparam as ruas, levantaram prédios, criaram bairros, ofereceram empregos, edificaram igrejas de todos os credos, enfeitaram praças e avenidas, plantaram árvores e irmanaram o povo nas campanhas e comemorações. Todos ajudam a compor a nossa reserva de dignidade, que faz Piquete uma cidade feliz aos olhos de seus habitantes, aos olhos de seus vizinhos e – quem sabe? – aos olhos de Deus.

Abigayl Lea da Silva
Jornal "O Estafeta" - junho de 2009




Alcides Villar

José Amoroso

Agenor Lúcio de Souza

José Custódio dos Santos (Zé das Moças)

Anélio Fagundes Nunes

José Damas

Antônio César Dória

José de Souza Leite

Antonio Vianna

José Dimas Junqueira

Arlete Monteiro Ribeiro (Lety)

José Palmyro Masiero (Yeyé)

Aurora Guedes da Silva

José Rosa da Silva

Benedito Caetano

Laura Ferreira de Souza (Dona Ita)

Benedito de Paula (Dito Potência)

Leonor Guimarães

Benedito Eugênio Rodrigues (Dito Leiteiro)

Leopoldo Marcondes de Moura Neto

Benedito Ramos Pinto Barbosa (Charuto)

Luiz Arantes Júnior ("Seu" Zizinho)

Carlos Ramos da Silva

Luiz Carlos Beraldo Leite

Carlos Vieira Soares

Luiz Eklund Mineiro

Celeste Aída Rosa

Maria Beraldo Castanho

Célia Aparecida da Rosa

Maria de Lourdes Brito Villar (Dona Milita)

Christiano Alves da Rosa

Maria José Machado (Dona Zezé)

Conceição Godoy Soares

Maria José Pereira Soares (Zezé do Carlos Vieira)

Daniel Meireles Brasilino

Maria Lídia Guedes Pinto

Daniel de Souza Araújo

Didi Ferreira

Maria Yolanda da Luz Oliveira

Dóli de Castro Ferreira

Marlene Maria Machado Alves da Silva

Elza Bittencourt

Marta Schmoeller do Prado

Ernani Beckmann

Mariinha Mota

Euclides Martins de Camargo (Quido)

Myrthes Mazza Masiero

Eunice de Azevedo Vasconcelos Coelho

Nelo Pelegrine

Eunice Fernandes

Osvaldo Cruz Coelho Nunes

Eunice Prado Nunes

Osvaldo Peixoto (Peru)

Francisco Máximo Ferreira Netto

Ovídio Alves Beraldo

Genário da Silva Coelho (Seu Vidinho)

Padre Juca

Geraldo Ferreira Pinto

Paulo Nicolau Nader

Geraldo Sílvia Mota

Salvador de Souza

Gilberto Augusto da Silva

Sebastião Augusto Rodrigues Ramos (Gugu)

Hugo Germano Dias (Hugo Enfermeiro)

Silvia Maria Leite Mota

Joãozinho da Farmácia (Diocesano Ramos da Silva)

Terezinha Generoso

João Vieira Soares

Terezinha Maduro

Josefa Moreira de Andrade (Dona Finoca)

Therezinha Rodrigues dos Santos

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