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PIQUETE -
CIDADE PAISAGEM |

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Daniel de Souza Araújo nasceu em 02/01/1940, em São Paulo-SP, no Bairro do Cambuci. Filho de José Araújo e Isolina Nice de Souza, Daniel trabalhou desde cedo: dos 10 aos 14 anos foi ajudante de carroceiro, vendedor ambulante, balconista de bar, ajudante de marceneiro, ajudante de caminhão (transportes diversos), ajudante de ourives; dos 14 aos 16 anos trabalhou no SENAI/Empresa na área de expedição de livros; aos 17 anos foi ajudante de impressão nas oficinas da Gráfica Revista dos Tribunais – SP e ajudante de impressão na Gráfica São José – SP (das 18h às 06h). Aos 18 anos, serviu ao Exército Brasileiro na Cia do QG da 2ª Região Militar, até novembro de 1959.
Dessa época Daniel conta: “Além
do serviço militar, tínhamos um time de futebol que foi base para a
seleção do Exército Brasileiro formada naquele ano. Fomos campeões das
Forças Armadas Brasileira. No mesmo ano foi disputado o campeonato sul
americano das Forças Armadas do qual fomos campeões. Tínhamos vários
atletas profissionais, dentre eles o rei Pelé, já consagrado como campeão
do mundo pelo Brasil.
Daniel casou-se com Floriza de Lourdes Santos Araújo, natural de Piquete, filha de Leopoldo Bispo dos Santos e Maria de Lourdes Santos (D. Nega). O casal teve quatro filhos: Eduardo Rogério, subtenente da Aeronáutica (na reserva); Décio Luiz, formado em Educação Física; Cesar Augusto, subtenente da Aeronáutica; Alessandro José, mecânico.
Daniel aposentou-se em abril de 1984, pelo Ministério do Exército. Trabalhou ainda como assistente administrativo da IMBEL-FPV, de 1984 a 2001, aposentando-se então pelo INSS.
Conhecido
na modalidade futebolística como Dani Caju, sempre teve uma personalidade
marcante em suas ações e atuações, exaltada pela sua simplicidade e
humildade, qualidades estas, responsáveis pela sua liderança nas
atividades que exerceu.
Radicado em Piquete, dedicou-se ao esporte, ao trabalho na Fábrica Presidente Vargas, e à cidade. No segundo ano em Piquete, assumiu a responsabilidade de comandar o E.C. Estrela como capitão da equipe, função que exerceu durante mais de 10 anos, devido a sua capacidade de liderança e o bom trabalho apresentado como atleta. Toda esta sua capacitação, adveio da longa experiência e convívio com jogadores de alto nível em São Paulo e Rio de Janeiro, como ter jogado ao lado de Pelé e disputado um campeonato da Primeira Divisão pelo extinto C.A. Ypiranga, em 1958. Atualmente residindo em Lorena, é visível notar o sucesso de sua carreira, pelos elogios que recebe de pessoas das cidades do Vale do Paraíba, destacando seu trabalho como um dos melhores zagueiros que já apareceram.
Dani é uma pessoa educada, pacata, adora trabalhar, fazer amizades, estar junto à família, mantendo-se atualizado no que acontece pelo mundo, sempre disposto a servir as pessoas que o rodeiam, com o seu jeito peculiar, simples e humilde. Podemos citar alguns jogadores que com ele formaram a Seleção do Exército e das Forças Armadas do Brasil em 1959: Bataglia – Corinthians; Valter - São Paulo; Clovis – Corinthians; Gonçalves - Nacional e Corinthians; Nelson - Portuguesa de Desportos e Palmeiras; China - Botafogo do Rio de Janeiro; Parobé - Juventus e Corinthians; Dari – Fluminense; Cacalo – Santos; Manuelzinho - Flamengo e Corinthians; Peixinho - São Paulo; Viana – Juventus; Lorico - Portuguesa de Desporto e Vasco da Gama; Parada – Palmeiras; Claudionor – Bangú; Mané – Palmeiras; Odarcir - São Bento de Sorocaba. Texto de Leonardo Pereira |
Ex-atletas do E.C.
Estrela
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OS 100 ANOS DO ESPORTE CLUBE ESTRELA POR DANI CAJU Cheguei na cidade depois de 46 anos de vida do clube e procurei, durante 12 anos, dar um pouco de mim para que fossem mantidas as tradições esportivas. À priori, ficaria só um dia na cidade e voltaria para São Paulo onde tinha emprego e família. Não voltei. São 54 anos na região, dos quais 41 na cidade de Piquete e 12 como esportista. O E.C. Estrela não só me deu prestigio como atleta. Deu-me também emprego, família, amigos e uma vida pacata que não teria, sem dúvida, na minha cidade de origem, além do privilégio de morar numa cidade conhecida como Cidade Paisagem devido as suas belezas naturais. Durante 100 anos o E.C. Estrela arrebanhou não só atletas, mas pessoas que vieram fazer parte dessa família estrelina e, acima de tudo, piquetenses de coração. Foram conquistas em cima de conquistas que enaltecem ainda mais o valor, não só de ser um atleta, mas também um estrelino de coração. No seu centenário, quero externar todo o meu agradecimento não apenas ao E.C. Estrela pelo que me proporcionou na vida, mas também aos piquetenses que me acolheram de forma muito carinhosa. Sentimentos a parte, gostaria que ainda existisse o futebol alegre nas tardes de domingo, onde víamos as pessoas torcendo para que fossemos os vencedores. Foi muito bom enquanto durou... Quem sabe ainda exista uma luz no fundo do poço e, algum foguinho possa acender novamente o esporte em Piquete. Serão 100
anos de história e das mais belas acreditem. |

Há muito desejava prestar essa homenagem ao Daniel. Pedi a ajuda de Leonardo Pereira, o grande arquivista dos eventos esportivos de Piquete. Ele me enviou textos e fotos, mas infelizmente o seu falecimento precoce atrasou essa homenagem. Ao fazê-la aqui, agora, estou homenageando não apenas ao Daniel e ao Esporte Clube Estrela pelo seu Centenário, mas também ao Léo, que tanto desejava ler essa página. Maria Auxiliadora Mota Gadelha Vieira |

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