PIQUETE - CIDADE PAISAGEM
SUA GENTE

Laura Ferreira de Souza
Dona Ita


Fundação do Centro Espírita Allan Kardec. Dona Ita e suas companheiras de trabalho - 29/03/1956.

Nasceu em Cruzeiro-SP, aos 3 de novembro de 1923, filha do Capitão Raimundo Ferreira e Dona Amélia Augusta Ferreira. Aos dezessete anos, em 17-04-1941, contraiu matrimônio com o Sr. Anélio de Souza, passando a residir em Piquete, à rua Capitão José de Brito, onde dirigiam um estabelecimento comercial. Tiveram três filhos: Vítor, Hugo e Benedito Flávio. Sempre dedicou parte de seu tempo a trabalhos de assistência a necessitados, principalmente da periferia da cidade. Em 29 de março de 1956, junto com companheiros de ideal, fundou o Centro Espírita "Allan Kardec", na época localizado à rua São Benedito, em frente à praça José Monteiro de Brito Júnior. O sonho maior de Dona Ita e seus amigos espíritas era construir a "Vila Allan Kardec", para abrigar famílias necessitadas. Para tal empreenderam uma campanha para arrecadar fundos. Adquiriram um terreno à rua Capitão José de Brito. O projeto da Vila foi elaborado, mas não conseguiram construí-la. O terreno e o projeto foram doados ao Centro Espírita "Deus e Caridade". Foi Vice-Presidente da Rede Feminina de Combate ao Câncer, na gestão de Dona Ruth Brasil. Nesse período, quase sempre por solicitação das Irmãs Salesianas do Hospital da FPV, encaminhou inúmeras pessoas para tratamento nos hospitais de São Paulo e da região do Vale do Paraíba. Recebeu o título de "Cidadã Honorária de Piquete", através do Decreto Legislativo nº 37 de 17 de abril de 1979, em reconhecimento pelo seu trabalho de assistência aos necessitados. A vida de Dona Ita, desde os dez anos de idade foi marcada por alto espírito de solidariedade humana. Em Piquete empreendeu campanhas para construção de muitas residências para famílias carentes. Foi parteira, enfermeira e assistente espiritual. Em seus braços agonizaram muitos piquetenses, amparados por sua fé cristã. Muito se sabe sobre a dedicação de Dona Ita nas entidades de que participou, mas o trabalho que desenvolveu em silêncio e no anonimato, muitos desconhecem. Embora tenha transferido residência para Guaratinguetá, a partir de 1978, não deixou de prestar assistência aos piquetenses. Deus concedeu-lhe o dom de consolar os aflitos, tranqüilizar os enfermos, prover os órfãos e necessitados. Jamais deixou de atender aos que a procuraram nos momentos de desespero. Suas palavras de consolação transformam-se em bálsamo de esperança, paz e fé. Seu espírito de solidariedade humana ultrapassa os limites de sua capacidade física. Fez da vida um exemplo de amor ao próximo e testemunho inabalável de fé em Deus. Diante da grandeza de Dona Ita, tudo o que se escrever é muito pouco; só nos resta pedir que Deus lhe pague e a abençoe.

Jornal "O Estafeta" de janeiro de 1998
Coluna "Gente da Cidade"
Página formatada em 12 set 2004

Vamos conhecer uma Santa?

Tomei ciência, por deferência do prezado amigo VITOR DE SOUZA, do seu belíssimo verso em homenagem à sua finada mãe, senhora LAURA FERRElRA DE SOUZA, falecimento da qual, na última edição deste periódico, dei a público conhecimento. Dona "Ita", como era conhecida a extinta, pela sua vida mourejada e santificada que passou neste vale de lágrimas, por certo, granjeou a estima e a gratidão de todos que, como eu, tiveram a honra e o inexcedível prazer de conhecê-la ainda em vida. O poema que publicamos no presente noticiário é, de forma especial, a bênção que seu primogênito solicita de sua mãe querida e eu - aproveitando tamanha beleza - pego um gancho nesse deslumbrante ato de amor para também homenagear esta "Santa Mulher".

"TRIBUTO A NOSSA MÃE"

A tua história infinita
pontilhada de emoções,
tão viva ainda
em nossos corações.

Foram momentos divinos
iluminando nossas trajetórias,
moldando esses destinos,
construindo nossas histórias.

Essa imagem que encanta,
gravada em cada altar,
só engrandece a Santa
que da vida fez teu altar.

Agora tão nobre alma
livre do cansaço e da dor,
refeita no sono que acalma,
ergue-te aos braços do Senhor.

Jair de Meio -"Jajá"
Jornal "Cidade Paisagem" - abril de 2004

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