FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA


 

Benedito Caetano
1ª Cia do 7º  BE - Itajubá/MG

Benedito Caetano nasceu no dia 25/07/1919, em um lugarejo chamado Roseta, entre Bicas e Delfim Moreira/MG, onde residiam seus pais Joaquim Caetano Filho e Benedita Rosa Maria de Jesus. Benedito tornou-se marceneiro e eletricista.

Como soldado, cumpriu seu tempo no Batalhão de Pontoneiros, em Itajubá/MG. Durante a 2ª Guerra Mundial, como voluntário atuou na defesa do Brasil, no litoral da região nordeste do país, permanecendo o maior tempo na Ilha de Fernando de Noronha.
Trabalhou na Fábrica Presidente Vargas de 1947 a 1970, quando aposentou-se beneficiado pelo tempo de ex-combatente da guerra. Responsável pelo Departamento de Serviços Gerais da 3ª Divisão, nesta fábrica, executava diferentes trabalhos como chefe do almoxarifado. Foi responsável também pela Fábrica de Plásticos, criada para atender necessidades da própria FPV. Em Piquete, foi exímio profissional da marcenaria, talhando peças, móveis e objetos criativos para o próprio lar ou para seus amigos, como por exemplo: tabuleiros de damas, pilão grande usado para fazer paçoca, rolo de massas bem torneado e brinquedos em madeira, como um balanço usado para distrair seus filho
s. 


A esposa amada

Casou-se em 09/08/1947 com Maria Aparecida Galdino, filha de Benedito Galdino da Silva e Mariana Salvador Luiz, ambos residentes na Fazenda Rancho Grande, em Terra Preta, Itajubá/MG (pertencente ao Sr Alcides Faria, prefeito de Itajubá nos anos 40). 


Sua primogênita Lea numa festa de São João
 no G.E. "Antonio João", em Piquete/SP

O casal teve três filhos: Lea Aparecida, Carlos Alberto e Maria Angélica que lhes deram quatro netos: Andréa, Karina, Fellipe Augusto e Camilla e um bisneto: André Florentino Tito.


Carlos Alberto e Angélica. Ao fundo Léa e amigos em Piquete/SP


O bisneto André

Ainda em Piquete, foi “festeiro” de São Benedito, no ano de 1966, quando idealizou a igreja do mesmo nome iniciando, com a renda obtida na festa, sua construção auxiliado pelos vizinhos e companheiros. O templo anterior era uma capela, pequena demais que não comportava os fiéis. Em Lorena, como eletricista, executou vários trabalhos; entre eles a instalação dos relógios-padrão da Eletropaulo, em muitas residências. Executava serviços gerais na empresa e na vida, pois sabia fazer tudo e se aparecia algo novo, tentava resolver, criando alternativas, pois não admitia problema sem solução. Amava e cuidava das plantas como ninguém. Sua horta era repleta de diferentes tipos de árvores frutíferas, leguminosas e hortaliças, tudo na maior ordem e com o zelo de quem respeita a Natureza e seu Criador. Benedito Caetano faleceu em Lorena-SP no dia 12/10/2002.

Texto de Lea Aparecida Caetano Florentino



Os netos Camilla e Felippe

Um grande lutador

Homem de muito tino, já mostrava pequenino.
Ajudava a família, era sua companhia e a tudo resolvia.
Era mesmo um lutador, pois nada lhe punha freio...
Estava sempre na frente dos que viviam em seu meio.

A mãe era seu espelho, atento a sua vida
e todos os seus meneios...
Buscava, às vezes, bem longe,
soluções para seus anseios.

Já mocinho, idade do porvir, vai pra cidade contente
viver novas aventuras, no meio de tanta gente,
num grande Contingente!!!
Amigos e companheiros, na maior empolgação.
Muitas trocas e aprendizados e emoção no coração!

Um grande amor surgiu, e na mesma proporção
veio a convocação: O perigo rondava o Brasil!
Lá foi, soldado resoluto, defender o seu país.
Foram anos de lamúrias, mesmo assim, ele feliz!
Em cada oportunidade, um atento aprendiz.

"Tirava água das pedras", o sustento escasseava...
O barulho dos cargueiros é que os consolava.
Naquela Ilha Encantada, submerso ele viveu.
"Frutos mil ele colheu"...

Sua vida foi reflexo do que lá ele aprendeu.
Batalhou pela vitória dos que lutavam lá fora.
A coragem sem limites, destreza e companheirismo
numa vida entregue à luta, num grande patriotismo.

No regresso à sua terra, a paixão o consumiu.
A mocinha o esperava; um imenso amor os uniu...
Foi grande amigo, avô e pai, que da mente jamais sai.
A família se encantava com suas ricas histórias,
experiências únicas de fibra, conhecimento e glória!

Mas como o tempo não dá trégua à ninguém
Ele se foi e hoje está muito além
das coisas que já não valem um vintém...
A despedida foi triste, mais triste de tudo que existe,
pois viveu de forma pobre, e partiu muito tranqüilo:
consciência de um homem nobre!


 Lea Aparecida Caetano Florentino

 
 
 

Minha Homenagem

"Seu" Caetano fez parte de minha vida. Ex-combatente da FEB, como meu pai, sua primogênita era uma de minhas melhores amigas. Embora a vida nos tenha destinado caminhos diversos do que desejávamos na adolescência, Lea esperava, como eu, cursar Medicina. Esse parecia um sonho impossível para duas jovenzinhas do interior de São Paulo, pois teríamos que deixar nossa cidade para realizarmos nosso sonho. "Seu" Caetano, no entanto, sempre demonstrou confiança no futuro e na capacidade de seus filhos. Assim como papai... Ao montar essa página em sua homenagem, colocando poema e textos de sua filha e minha amiga de adolescência, não poderia deixar de escolher como fundo musical essa canção. Para os outros pode nada significar, mas para mim tem muito importância. Ele a colocou na vitrola a meu pedido, num 18 de abril perdido no passado, quando comemorávamos, em sua casa, o aniversário de sua filha. Inesquecível momento esse! Toda vez que escuto essa canção eu me recordo de "Seu" Caetano e das emoções vividas nessa festa. Saudades...

Maria Auxiliadora M. G. Vieira

As fotos dessa página pertencem ao arquivo de Lea Aparecida Caetano Florentino

Um Herói nunca morre!

Simples História de um Homem Simples
As Origens
Força Expedicionária Brasileira
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Homenagens aos Heróis
Saudade
A vida felizmente pode continuar... 

 

 

 

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