FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA

 

REPATRIAMENTO DOS HERÓIS MORTOS

 


Cerimônia da trasladação solene dos corpos dos pracinhas brasileiros.
Foto escaneada do livro "Trinta Anos Depois da Volta"
General Octávio Costa

"O Brasil precisava de seus mortos como exemplo para os vivos."

Juscelino Kubitschek de Oliveira
Presidente da República do Brasil 


Missa de corpo presente, na despedida dos soldados, na Catedral de Pistóia
Foto escaneada do livro "Eu estava lá! - Elza Cansanção

 

"Eu os levei para o sacrifício. Cabia-me trazê-los de volta para receberem as honras e glórias de todos os brasileiros."

Marechal João Batista Mascarenhas de Moraes

 


Comissão de repatriamento dos corpos dos pracinhas enterrados em Pistóia,
tendo a frente o Mal.Mascarenhas de Moraes e o Gen. Cordeiro de Farias
Foto escaneada do livro "Trinta Anos depois da Volta" - Octávio Costa

"A melhor homenagem aos heróis mortos em combate na Itália é a assistência e o respeito aos seus companheiros vivos."

Marechal João Batista Mascarenhas de Moraes

 


Monumento ao Soldado Desconhecido - Rio de Janeiro, RJ

Monumento Nacional

O Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial foi erguido, no Rio de Janeiro, no Aterro da Glória, olhando para a entrada da Baia de Guanabara. Os arquitetos foram Hélio Ribas Marinho e Marcos Konder Neto; Alfredo Ceschiatti, o escultor; as pinturas são de Anísio Medeiros e o painel metálico, de Júlio Cateef Filho. O monumento, cobrindo área de 6.850 m2, desenvolve-se em três planos — subsolo, patamar e plataforma, lago e escadaria. O subsolo, a que se chega por uma escadaria em mármore penado lustrado,  compreende: antecâmara, câmara, dependências para a administração e  acomodações para a guarda permanente. A câmara fúnebre contém 468 jazigos de  mármore preto nacional com tampas de mármore de Carrara, gravados nela nome,  graduação ou posto, unidade, data de nascimento e morte. Quinze jazigos não  possuem nomes gravados porque se referem a desaparecidos e a mortos não identificados: "Aqui jaz um herói da FEB — Deus sabe o nome." À esquerda, na parede, estão gravados os nomes dos 800 homens das Marinhas de Guerra e Mercante, dos militares do Exército mortos nos torpedeamentos e dos combatentes não identificados. Na parede ao fundo, uma cruz metálica fluorescente é homenagem a todas as religiões. O patamar compreende museu, jardim interior e entrada do subsolo. O museu olha a baía e possui mostruários de peças ligadas às operações de guerra. O jardim interior mostra o roteiro da FEB. A entrada do subsolo apresenta painéis que representam, em cerâmica, aspectos representativos da vida e da luta no mar, e tem, no sopé, os nomes dos navios torpedeados. À plataforma, situada a 3,50 m do solo, chega-se por uma escadaria monumental. Nela está o pórtico de 31 metros de altura, constituído por dois "pilones" , em cuja base se encontra o túmulo do soldado desconhecido. Lá estão também o painel metálico cujo abstrato evoca a ação aérea, a pirâmide triface com as inscrições e o grupo escultórico, de autoria de Alfredo Ceschiatti, representando, irmanados, soldados das três Forças. O lago, com setenta metros de comprimento, divide-se em três planos com desnível de um metro para que a água jorre constantemente. A escadaria monumental em 26 degraus, é em granito preto. Concluído em 24 de junho de 1 960, para ele foram trasladados, em emocionante cerimônia, realizada a 5 de outubro desse ano, os restos mortais de nossos pracinhas, vindos em urnas funerárias, do Cemitério de Pistóía.

Nêodo N. Dias Jr.
Texto do site
http://www.cfh.ufsc.br/feb/56_anos_depois/5_.htm

 


Chegada ao Rio de Janeiro dos despojos dos pracinhas enterrados em Pistóia.
Foto escaneada do livro "Mascarenhas de Moraes - Memórias" - II Volume

 

Mascarenhas de Moraes

Para sintetizar a personalidade no comandante da FEB, nada melhor do que transcrever as palavras cio General Orlando Geisel, falando, na hora do seu sepultamento, em nome do Presidente da República.

"Deixou, hoje, o serviço ativo do Exército e a própria vida um homem que somente viveu para o Exército e o Brasil. Essa existência de oitenta e quatro anos e esse sacerdócio de sessenta e cinco haverão de constituir-se, através dos tempos, em fonte de permanente inspiração para os brasileiros de todas as profissões e de todas as idades. Sexagenário já, no ápice de uma carreira militar feita de dedicação e serviço à gente e à terra de todos os brasis, a nação lhe confiou a imensa tarefa de levar à guerra extrema os seus soldados, e de voltar vencedor. Cumpria-lhe repetir Caxias quase três quartos de século depois, além do Atlântico e rompendo o mais longo período de paz das armas brasileiras Cumpria-lhe, à frente da Força Expedicionária Brasileira, atender ao reclamo de nosso povo, no desagravo de seus mortos sepultados no oceano e na dádiva de nosso sangue para a eliminação do totalitarismo nazi-fascista. Soube fazê-lo com a firmeza e a serenidade de um pai, de um juiz, de um chefe, de um verdadeiro condutor de homens. De setembro de 1944 a maio de 1945, a sua Divisão esteve permanentemente na frente de combate, sem rodízio e sem repouso, através de cidades, de vales, de rios e montanhas. E conquistou as vitórias militares de Camaiore, de Monte Castelo, de Castelnuovo, de Vergato, de Montese, de Collecchio e de Fornovo di Taro. Comandou a FEB com humildade e inteligência, com eqüidade e senso de justiça, com segurança e determinação, com equilíbrio e energia, prudência e destemor, logrando o milagre de honrar o Brasil na luta e de poupar o sangue dos seus homens. Se grande foi o general na guerra, maior foi o cidadão na paz. O triunfo, a popularidade e a glória poderiam tê-lo levado, facilmente, a rendosas atividades econômicas ou à vida política. Dia a dia, ao longo de vinte e três anos, depois da consagração do retorno, resistiu às pressões e às tentações, preferindo manter-se sempre soldado, e fiel servidor de sua FEB. Primeiro, escreveu a sua História. Depois, cuidou de seus mortos, e dedicou o resto da vida a zelar pela vida de seus ex-combatentes. Não há exemplo melhor de desambição, de desprendimento e de fidelidade a seus homens, e de chefe militar vitorioso, em qualquer tempo ou lugar. Neste quase quarto de século de pós-guerra, Mascarenhas de Moraes foi modelo de espírito público e patriotismo, de equilíbrio e discrição, de sobriedade e coerência, de austeridade e modéstia, de grandeza na adversidade e na dor, assim como do mais legítimo espírito militar."

Nêodo N. Dias Jr.
Texto do site
http://www.cfh.ufsc.br/feb/56_anos_depois/5_.htm

 


 Presidente Juscelino Kubitschek aguardando a chegada das urnas funerárias
dos soldados brasileiros, enterrados em Pistóia -
22/12/1960.
Foto escaneada do livro "Mascarenhas de Moraes - Memórias" - II Volume

"Senhor Presidente, a presença de Vossa Excelência a este histórico evento dá o justo realce às homenagens que renderemos aos nossos gloriosos mortos. Vinculados pelos elos de disciplina no quadro fiel da democracia, o marechal e o soldado - extremos de hierarquia - têm a honra de depor nas mãos nobres de Vossa Excelência, a urna do Soldado Desconhecido, que representa a bravura e a dignidade dos nossos combatentes de terra, mar e ar."

Trecho do discurso de Mascarenhas de Moraes, na inauguração do monumento ao Soldado Desconhecido.

 

Um Herói nunca morre!

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