FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA

 



Correspondentes de Guerra preparam seu noticiário.
Foto escaneada do livro "Eu estava Lá!" - Elza Cansanção Medeiros

 

O JORNAL FALADO DO BATALHÃO

A organização americana trouxe para o Batalhão o cargo de sub-comandante, cuja função em princípio, é zelar pelo cumprimento das ordens do comandante do Batalhão. Mas o Cap. Aragão, dedicado sub-comandante do nosso Batalhão, não se limitava ao rigoroso cumprimento de seus deveres regulamentares. Uma de suas iniciativas extra-regulamentares foi a criação do "jornal falado" do nosso Batalhão. Todos nós sentíamos a influência que a falta de notícias exercia sobre o nosso moral: tornávamo- nos irritadiços, apreensivos, preocupados. Mas, para os soldados, isso ia mais além: chegava a minar-lhes a audácia, a combatividade, a resignação, etc., qualidades morais tão necessárias na guerra. Dai a idéia do Aragão de colher notícias da guerra, das famílias, dos esportes, da vida do Batalhão, de notas comemorativas, etc. e com tudo isso ele organizava o seu jornal e transmitia-o pelo telefone, ao qual ele mandava fazer uma ligação geral. Toda noite o Aragão chamava o Dr. Câmara, o ten. Renato, o oficial de ligação da artilharia, quem estivesse ao seu alcance, e exigia-lhes colaboração: que telefonassem para o Major Garretta, parao Cap. Castelo ou para o Cap. Muziúl, pedindo-lhes notícias colhidas no Rádio; que escrevesse a nota do dia, etc. Toda noite, impreterivelmente, o nosso zeloso Sub-comandante ordenava ao telefonista: ligue-me com todas as companhias e, em seguida, dizia: chamada geral para a leitura das notícias do dia: 1ª Cia., 2ª Cia., 3ª, companhia de comando, companhia de Petrechos e todas as suas placas. A verdade, para grande contentamento nosso, é que esse jornal passou a influir muito na elevação do moral de nossa tropa e, melhor ainda, era reclamado quando se atrasava. É do jornal do dia 5 de fevereiro de 1945 que extraímos a seguinte nota que muito honra o nosso Batalhão:

"Foi ainda o Batalhão visitado, mais uma vez, pelo major médico do Exército Americano. Emil Beyer, inspetor sanitário do 5º Exército, que velo em missão de sua especialidade. Após a inspeção que fez, assim se expressou sobre a situação do Batalhão: 'Desejo cumprimentar o comandante desse Batalhão e todos os seus homens, pelo excelente trabalho que vêem fazendo. Não pequena parte no esforço de guerra, cabe ao serviço sanitário'. Acompanharam o distinto visitante, o coronel Marques Porto e o Ten. Cel. Vieira Peixoto, dedicados chefes do SS e da 1ª DIE. Comentário: Hoje foi mais um dia de satisfação para o nosso Batalhão. Um visitante ilustre, técnico e estrangeiro, em sua visita veio inspecionar-nos e daqui saiu otimamente impressionado sobre o trabalho dos brasileiros; e a honra de mostrar ao estrangeiro, de que são capazes oficiais, sargentos e soldados brasileiros, coube ao nosso Batalhão. O noticioso do dia ao registrar esse acontecimento, o faz com os olhos voltados para o Brasil distante, certo de que as esperanças em nós depositadas pelo Povo de nossa Terra, estão sendo sobejamente cumpridas, para elevar bem alto as glórias militares do Brasil".

"Crônicas de Guerra"
Cel. Olívio Gondim de Uzêda

 
Correspondentes de Guerra em sua barraca.
Foto escaneada do livro "Eu estava Lá!" - Elza Cansanção Medeiros

A Guerra de um Repórter

O jipe seguia, os faróis apagados, em busca da velocidade ideal: não tão rapidamente que seus ocupantes pudessem se expor a um desastre, mergulhando o veículo nas laterais da estrada, cercada de árvores cinza e nuas; nem tão lento, de forma a se tornar um alvo fácil para um inimigo que, apesar de derrotado e em fuga, permanecia atirando, de quando em vez. O correspondente de guerra Rubem Braga, aos 32 anos, estava no assento traseiro do veículo, com o italiano Nartiro Pedrazzoli. O também correspondente Raul Brandão seguia sentado à frente, ao lado do motorista Atilano Vasconcelos Machado, gaúcho de Bagé. Numa curva, de repente, surgiu uma coluna alemã, com carros puxados a cavalo, metralhadoras montadas, soldados de bicicleta, a cavalo, a pé. Machado jogou o carro para a direita e saiu em disparada pelo campo, passando ao lado dos alemães. Um nazista ergueu o fuzil e apontou. Rubem sentiu que seria atingido e instintivamente fez um sinal com a mão: “Não, não”. O soldado baixou a arma por um instante – o bastante para que o jipe passasse a toda velocidade entre duas árvores. Mas o motorista viu à frente um canal e freou bruscamente; Braga foi então lançado no ar com tanta força que caiu muito além da vala. Quando se ergueu, viu Nartiro subindo uma encosta, zonzo, em direção aos alemães. Gritou seu nome e ele retornou, aos tropeções. Viu Machado, mas Brandão desaparecera. Sentiu que quebrara um dedo, mas a dor maior era no peito; estava certo que ferira também uma costela. Chamou Brandão, com cuidado, mas não houve resposta: estavam a menos de dez metros da estrada por onde passava a coluna alemã. Escondem-se, arrastam-se e aproximam-se de uma cabana de camponeses, que os protegem até a chegada dos médicos. Rubem avisa que era preciso recolher o corpo de um homem – está certo que Brandão tinha morrido. Pouco depois, o outro correspondente chega, carregado: está ferido na testa e sente uma dor muito forte em uma das pernas. Mas está calmo e lúcido. Rubem mantém a calma e o comando: pede que os camponeses cubram o jipe com galhos para que os alemães não desconfiem da sua presença. Apesar da tensão, há algo de cômico: o uniforme de Machado está empapado de gema, clara e casca de ovos; é que, sem nada mais para agradecer à chegada dos liberatori, como chamavam as tropas aliadas, os camponeses italianos as detinham, a cada curva, para saudá-las e presenteá-las com o que lhes restava: ovos.Rapidamente, disse à mulher que, se perguntassem se havia mais soldados na casa, dissesse que sim: os nazistas matariam a todos se a mulher mentisse. Rubem acredita que seria melhor permanecer ali, até a chegada das tropas aliadas, mas sente que era urgente socorrer Brandão, que geme esticado sobre a mesa. Um camponês sai em busca de algum médico, numa aldeia vizinha, mas retorna sem novidades. Nartiro se propõe a pedalar até S. Ilário, para arranjar o médico – mas então é a dona da casa quem faz objeções: duas bicicletas da família tinham sido levadas pelos alemães e, agora, só restava uma, velha e enferrujada, escondida no sótão. Tinha medo de emprestar aquela última aos desconhecidos. Rubem mostra que tem dinheiro no bolso e que pagaria pela bicicleta, se o italiano não voltasse. Conversa com ele e deixa claro: se Nartiro tivesse medo de ir ou, depois, não quisesse voltar –, ele próprio, Rubem, poria uma roupa de paisano e buscaria socorro. Nartiro se irritou: – Eu voltarei! – e saiu com a bicicleta. Minutos depois, um padre apareceu, numa bicicleta nova, o que não era bom sinal. A primeira pergunta ao ferido foi se este era católico; depois, qual era a nacionalidade dos três desconhecidos – interpelações que levaram Rubem a desconfiar que aquele era um sacerdote fascista e que poderia denunciá-los assim que saísse. Enquanto ponderava no que fazer – um tiro era impensável: os alemães ouviriam; agredir o padre, tirar dele a bicicleta? –, o sacerdote saiu rapidamente, deixando-os ainda mais assustados. O silêncio baixou sobre a casa. A mulher cozinhava uma aromática sopa em um enorme caldeirão, quando Machado entrou correndo: – Seu Rubem, vem cá! Depressa! Rubem saiu, em pânico, até a janela – e viu: um jipe alemão vinha, a toda velocidade, em direção à casa. Em minutos estaria ali. Não havia tempo para esconder Brandão. Rapidamente, disse à mulher que, se perguntassem se havia mais soldados na casa, dissesse que sim: os nazistas matariam a todos se a mulher mentisse. – Seu Rubem! – gritou novamente Machado, da janela. Os gritos, lá fora, não eram de dor ou apreensão: o jipe era alemão, o motorista tinha um gorro de pala alemão na cabeça, as armas que empunhavam eram alemãs – mas eram todos partigiani, italianos da resistência. Era Nartiro que voltava, trazendo cinco homens armados e um médico. Brandão foi rapidamente transportado para o jipe, todos se aboletaram ali e partiram na direção de Montecchio, em busca de um médico para os feridos. Machado segurava uma vara com uma pequena bandeira italiana: naquela confusão seria fácil levar um “tiro amigo” – podiam ser confundidos com alemães. Em Montecchio, Rubem descobriu que não tinha nenhuma costela partida – a dor era resultado do choque –, mas quebrara um dedo. Não havia o que fazer: o hospital estava sem luz e o aparelho de gesso não tinha gesso. Teriam que encontrar tratamento em outro local. (...) Mais tarde, Rubem foi transferido para o estádio de Bolonha e, depois, para um grande hospital no alto de uma colina. (...) Fugiu dois dias depois, na manhã de 30 de abril: o peito já não doía e ele sabia que, na frente de combate, a guerra estava para terminar e que a qualquer momento as tropas alemãs iriam se render – mas ainda ocorriam rápidos combates. Os médicos não lhe davam alta, o que o obrigou a fugir. De carona em carona, foi de Bolonha a Vignola, e depois seguiu de caminhão até a frente. Desde as onze horas da noite de 28 de abril de 1945 começaram a surgir vultos com bandeiras brancas na estrada: era o chefe do Estado-Maior da 148a Divisão Alemã que vinha de Fornovo, região próxima a Parma, com dois outros oficiais negociar a rendição. No dia seguinte, os chefes militares brasileiros estipularam dia e hora de apresentação da derrotada tropa alemã. Durante mais de 24 horas, milhares de soldados alemães saíram de suas trincheiras, desceram a pé as colinas e depositaram, em silêncio, suas armas no local definido pelo comando brasileiro. Antes, abandonaram carros e motocicletas pelo caminho. Somente às seis da tarde do dia 30, depois que seu último soldado se entregou, é que o general Fretter-Pico, comandante alemão, se apresentou. A foto que lembra o final daquela que foi a mais espetacular ação da Força Expedicionária Brasileira reúne o coronel Nelson de Mello recebendo um vencido, mas ainda orgulhoso general nazista – e, atrás dele, atento, bigodinho aparado, o correspondente de guerra Rubem Braga, único repórter brasileiro presente. Por mais altivos que estivessem os oficiais alemães e orgulhosos os brasileiros, o ambiente não podia ser solene. Havia muita poeira na estrada e ouviam-se os relinchos de eqüinos em cio – a primavera transformava o campo onde se reuniam as viaturas a cavalo em uma rude e cômica tragédia, com os conscienciosos nazistas querendo deter o fogo daquelas centenas de animais roubados aos campônios italianos. Um oficial de cabelo raspado atrás e monóculo à von Stroheim puxou conversa com o repórter. Parecia um terrível oficial prussiano – mas confessou que era intérprete, filou um cigarro Liberty Ovais do correspondente e disse que teria prazer se fosse levado preso para o Brasil, onde talvez mais tarde pudesse começar vida nova. Rubem ainda teve que explicar o pouco que sabia sobre a situação da Áustria, a partir da pergunta de um outro oficial.

"Rubem Braga"
Marco Antonio de Carvalho


Exemplares do Jornal "O Cruzeiro do Sul"
Fotos escaneadas do livro "Eu estava lá" de Elza Cansanção

 

PUBLICAÇÕES PERIÓDICAS

Na frente de combate circulavam jornais que traziam todos os combatentes a par dos acontecimentos mundiais diários. O Serviço Especial da FEB editava dois periódicos, um diário o "Zé Carioca" de uma única folha e outro bi-semanal, às quintas-feiras e domingos, "O Cruzeiro do Sul" cujas rotativas estavam em Florença. 0 I Btl possuía o disputado "...E a cobra fumou!" publicado mensalmente. Instalava as oficinas nas cidades ocupadas e tivemos edições impressas em Luca, Gaggio Montano, Voghera, etc. 0 jornalzinho publicava tudo que sabia na pugna travada pela justiça e pelo direito. Embora classificado por alguns de rebelde a acatada publicação foi o maior jornal democrata que apareceu no front brasileiro defendendo sempre a liberdade e o direito alheios. Deixou saudades e um exemplo vivo de trabalho constante e eficiente na defesa da causa abraçada em feliz ocasião pelos seus responsáveis. Um belo exemplo de trabalho construtivo legou-nos a voz magna da Democracia entre os nossos periódicos: "...E a cobra fumou!" 0 V Exército publicava diariamente o jornal, "The Stars and Stripes", que as vezes trazia notícias dos brasileiros. Na edição dominical, de 1 de abril de 1945, encontramos na página oito, uma reportagem do sargento Stan Swinton a respeito dos nossos patrícios. Intitula-se o escrito: "The snake still smokes" (A cobra ainda fuma). Nessa reportagem fez um estudo das nossas atividades desde o torpedeamento dos navios, citou a declaração de guerra aos países do eixo e a chegada do 1º escalão a Nápoles. Criou o caso de dois praças um João, da cidade e outro José, representante dos fazendeiros de São Paulo. Narra os ataques malogrados contra Monte Castelo e a conquista final em cooperação com a 10ª Divisão de Montanha. Termina com uma crítica forte ao governo da época. Eis as suas palavras finais:

"Os brasileiros achavam estranho que a FEB estivesse combatendo pela democracia no estrangeiro, enquanto a completa democracia não existia no lar. O pracinha agachando-se num fox-hole nas montanhas da Itália pode bem ter ganho a sua maior vitória dentro do Brasil". A reportagem do sargento Swinton foi ilustrada com dois clichês. Um, do distintivo do Cruzeiro do Sul, usado para marcar as viaturas e o outro com quatro praças representantes dos brancos, pretos, mulatos e o último, tipo perfeito do filho de japonês que existe em grande quantidade no Estado de São Paulo. Esse último clichê trazia o seguinte texto: " O Brasil, como os Estados Unidos é um cadinho". Além dessas publicações oficiais existiam as mais modestas, datilografadas e de uso interno das quais destaco a do Pel. do III Btl. cujo veneno mor era o Coringa, que perseguia atrozmente o Padre Aquiles, considerado, com muita razão, o Rei da Tocha, o que lhe valeu no final da guerra um diploma comemorativo do invejável feito. O ilustre capelão militar, protestou, que o título devia ser dado a um determinado tenente-coronel, alto e fino tocheiro, mas estudando as possibilidades de um e de outro a comissão verificou que o título pertencia merecidamente ao simpático e querido servo de Deus, o nosso bondoso amigo, Padre Aquiles.

"O Sexto Regimento de Infantaria Expedicionário"
Antorildo Silveira

  

 
Jornal "O Cruzeiro do Sul"
Foto escaneada do livro "Eu estava lá" de Elza Cansanção

EH! EH! CRUZEIRO DO SUL

Colegas do regimento,
Do velho Sexto de guerra,
é dos mais interessantes
a justiça nesta terra.

Os cronistas do Cruzeiro
que gostam só da verdade,
Tem critérios diferentes:
Não usam imparcialidade.

Uma vitória estrondosa.
Quando o Castelo caiu,
Ao Primeiro Regimento
com justiça se atribuiu.

Depois, escalou-se o Sexto
(Já mostrou que braço é braço)
Prá tomar Castelnuovo
Em seguida ao Soprassasso.

E a missão sendo cumprida
(Tal ato não se concebe)
O Cruzeiro publicou:
"-A vitória foi da FEB!"

Se o Castelo é do Sampaio
- Escrito está em qualquer texto
- Por que da nova Vitória,
Não dão as glórias ao Sexto?

Ninguém aqui quer cartaz
Mas tenham dó, "seus" Cronista,
Isso tudo é porque o Sexto
E' uma unidade paulista?

Cabo Everaldo dos Santos da 2ª Cia.
Publicado em 31 de março de 1945 
"...E a Cobra Fumou!"

Transcrição de "O Sexto Regimento de Infantaria Expedicionário"
Antorildo Silveira

 


Jornal "A Tocha"
Foto escaneada do livro "Caçando Espiões"
Geraldo Batista de Araújo

 

O que me vae encher o...

O judeu perguntar se já recebi o fundo...
A mãe da garota pedir para marcar a data do desespero eterno...
A minha sogra querer controlar o meu fundo...
Chegar ao Rio e ter que enfrentar a fila... do SAPS.
Ter que continuar a bater palma na porta do armarinho do Salomão.

"A Tocha"
06/09/1945


Jornal "A Tocha"
Foto escaneada do livro "Caçando Espiões"
Geraldo Batista de Araújo

 

Que azar:

Cheguei vi e gostei. Ainda dizem que as italianas não tem balangandans. Isso é conversa mole! Cada ragazza! Foi só pena que voou! Sabem vocês que tenho saudades da Itália traste e distruta? Porque a tocha se acabou, escatoleta só em sonho, e fila... essa meu velho, só a do ônibus.

"A Tocha"
06/09/1945


1ª edição do Boletim Senta a Pua. - Pisa - 03 mai 1945.
Jornal editado por cabos e soldados do 1º GAvCa
Acervo Sentando a Pua! -
http://www.sentandoapua.com.br/

 

 

Um Herói nunca morre!

Simples História de um Homem Simples
As Origens
Força Expedicionária Brasileira
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