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PIQUETE -
CIDADE PAISAGEM Oswaldo Cruz
Coelho Nunes
"Para todo
homem e para cada acontecimento |

Eunice e Oswaldinho
Nunes em suas Bodas de Ouro.
Arquivo Ilce Nunes Pazzini
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De onde tudo começou, ele nos relatou sua história. Depois de 28 anos morando na cidade, construiu uma nova sede para a Fazenda Barra Alegre, bem próximo ao local onde ficava a antiga, que foi comprada por seu pai no início do século. Uma espaçosa casa, com uma magnífica vista de nossa serra, lagos e muito verde. Em 1918, chegaram a Piquete os Vilela. Em 1919, Sr. José Alencar Vilela Nunes, com quatro de seus filhos estudando em Lorena, no colégio São Joaquim, antevendo um progresso para a região e aproveitando o baixo preço das terras plantadas com café, resolveu deixar Airuoca, em Minas Gerais, e se radicar em Piquete. Comprou, então, a Fazenda Barra Alegre, ampla propriedade que hospedara, em 1902, Euclydes da Cunha. O caçula do casal, entre nove irmãos, nasceu em Lorena. Seu pai, com medo da carência de recursos em Piquete à época, decidiu que seria mais seguro comprar uma casa naquela cidade para o nascimento do temporão. Ficava à Rua Verde, nº 3. E assim se fez. Em 02/05/1924 nasceu Oswaldo Cruz Coelho Nunes, hoje "Seu Oswaldinho". Todos os filhos haviam estudado em regime de internato. Com o caçulinha porém não foi desse modo. A mãe, D. Ibrantina Coelho Nunes, e a irmã "Nonoca" exigiram que fossem todos para Lorena a fim de acompanhar os estudos do garoto. Foram então vários anos de estudo, até que completasse o equivalente hoje à oitava série. As vindas a Piquete, no entanto, eram freqüentes, já que o pai mantinha a fazenda e o trabalho aqui. Em Lorena conheceu, através de uma sobrinha quase da mesma idade, Zélia, D. Eunice Prado Nunes, com quem se casou a 14/09/1944.
Dessa união, que começou em uma festa de S. Roque, da qual os dois eram festeiros, para a construção da igreja, resultaram 15 filhos, 34 netos e 7 bisnetos. A cerimônia deu-se em Aparecida do Norte e a lua de mel no Rio de Janeiro. A vida do casal iniciou na antiga Fazenda Barra Alegre, onde moraram por dez anos.
Com a necessidade de estudo dos filhos mudaram-se para a cidade. Seu Oswaldinho sempre foi muito ativo em nossa sociedade. Fez parte de muitas entidades, como SAP e Rotary. Foi Diretor Responsável da "Folha Piquetense", na década de 1970. Teve decisiva participação na vinda da televisão para nossa cidade. Junto com sua esposa, participou da criação dos A.A. (Alcoólatras Anônimos ) e N.A.(Neuróticos Anônimos). Chegou a concorrer à Prefeitura de Piquete, motivado por companheiros políticos. Não venceu, porém se orgulha de ter realizado uma campanha política limpa e idealista. Ao final, foi parabenizado por seu concorrente e comemoraram juntos os resultados. Recebeu em 01/05/1960, do jornal "A Cidade", o título de "Benemérito" e em junho de 1961, da Prefeitura, o de "Cidadão Honorário Piquetense". Um quadro pendurado em seu quarto que descreve as funções de um pai, mostra bem o caráter e a noção de responsabilidade desse homem, hoje realizado, que teve sua vida pautada pela religiosidade, pelo trabalho e dedicação ao próximo. Seção "Gente
da Cidade" |

A família Prado
Nunes.
Da esquerda para a direita: em pé - Ronaldo Prado Nunes,
Zeferino Caetano, João Bosco Pazzini, Ivo Prado Nunes, Sérgio Prado Nunes,
Renato Ramos da Silva, Márcio Prado Nunes, Tércio Prado Nunes, Saulo Prado
Nunes, Luiz Roberto Kaut, Edson Gonçalves Costa, José Amoroso Filho, Oswaldo
Ubirajara Ribeiro Lima, Valdo Prado Nunes, Fábio Henrique Fernandes Soares;
sentados - Neuza Maria de Castro Nunes, Regina Nunes Caetano, Ilce Nunes
Pazzini, Mara Aparecida Moreira Nunes, Sandra Maria Leite Nunes, Selma Maria
Prado Nunes Ramos da Silva, o casal patriarca Oswaldo e Eunice, Élbia Eline
Fernandes, Malena Prado Nunes Kaut, Denise Prado Nunes da Costa, Gina Prado
Nunes Amoroso, Lêni Prado Nunes de Lima, Márcia Maria Maduro Pinto Nunes, Nice
Prado Nunes Soares.
Arquivo Ilce Nunes Pazzini.
Não poderia deixar de registrar o meu sentimento de carinho e respeito por uma pessoa tão marcante como "Seu Oswaldinho". Numa oportunidade gratissima, convivi com ele e sua família por muitos anos, na minha adolescência. Nessa época que forja a nossa personalidade e quando as lembranças se imprimem fortemente, acompanhando-nos por toda a vida, "seu Oswaldinho" com seu dinamismo e criatividade, sua gentileza e doçura, com um sorriso sempre presente me encantava. Fascinava-me a maneira como ele congregava diariamente primos, sobrinhos e amigos, ao redor da enorme mesa no terraço aos fundos de sua casa, o carinho para com seus filhos - e quantos ele os teve - e o amor inconteste por sua esposa. Não se pode dissociar dele a sua companheira, essa mulher sempre plácida, gentil e envolvida com as suas costuras... Dona Eunice também fixou-se em minhas recordações, simbolizando a matrona representativa de nossa sociedade. Sempre que me encontro em Piquete, ao passar frente a sua antiga casa, lembro-me dos bons e felizes momentos que ali vivi. A vida é impiedosa ao separar-nos das pessoas que amamos, mas felizmente existe a memória para nos permitir reviver tudo o que de bom fez, um dia, parte de nossa história. |
Página formatada em 23 jan 2006

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