PIQUETE - CIDADE PAISAGEM
SUA GENTE

Luiz Eklund Mineiro

 

Não há na cidade quem não o conheça. Apesar de inúmeros amigos colecionados ao longo dos anos, ninguém gosta de recebê-lo em casa. O trabalho por ele exercido nos últimos anos, embora essencial para a sociedade, não é desejado por quem dele precisa. Só nas "últimas horas" é que o procuram... O piquetense Luiz Eklund Mineiro é o mais velho de três filhos do casal Leonídeo Cândido Mineiro e Geny Zaira Eklund Mineiro. Reside na casa onde nasceu a 28 de outubro de 1939, na confluência das ruas, Dr. Américo  Brasiliense e 13 de Maio. Suas memórias de infância nos remetem a um tempo em que as ruas de Piquete, ainda não calçadas, eram percorridas por tropas e boiadas. Guarda agradáveis recordações das famílias vizinhas com que conviveu. Emociona-se ao se lembrar do bar do Zé de Souza, do João e dona Marica Roque, da barbearia do Augusto Bastos, do cartório do Zizinho, do comércio da família Salomão, da loja do Zequinha Meirelles, da sapataria do seu Bili, da coletoria do Nhô da Encarnação, do Joãozinho da farmácia São Miguel, das famílias Gifonni, Valentim, Porfírio, Jansen e Alves... Cita, também, que "...a atual praça 9 de Julho era uma arborizada chácara pertencente à Dona Miquelina. Seu pomar era muito freqüentado pelos 'moleques' dos arredores". Ele era um deles... Luiz Mineiro lembra-se do desmonte do morro "realizado pelos bombeiros, à base de jatos d'água, no início dos anos de 1960". Freqüentou o Grupo Escolar Antônio João, cujo diretor, Carlos Ramos, era admirado por todos. Foi aluno de Fernanda Faury e Maria do Carmo Pascoal. A partir do terceiro ano, cursou a Escola Agrícola, sendo aluno de Alice Paceti e Maria Judith Limonge.. O diretor era o professor José de Souza Leite. Lá aprendia, na parte da manhã, técnicas agrícolas com os professores Sebastião Chagas, Sebastião Azevedo, Fausto Gomes e Vicente Michelin. À tarde, cursava a Escola de Aprendizagem. Dos onze aos dezoito anos, na Fábrica, foi aprendiz de eletricista, ofício do qual já tinha conhecimento, pois o pai, Leonídeo Cândido, renomado profissional nessa área, lho ensinara. Foi contratado, então, como funcionário federal pelo Ministério do Exército. Trabalhou até 1981, quando se aposentou. Foi na Fábrica que fez inúmeros e inesquecíveis amigos. Após um ano de aposentadoria, ingressou na IMBEL. Paralelamente ao trabalho na Fábrica, passou a ser agente funerário na empresa do filho. Ficou com esses dois ofícios por oito anos, quando deixou o serviço público para se dedicar somente à Funerária Nova Vida, em que está até hoje. Luiz Mineiro conta, com certo humor: "...quando me aposentei como eletricista, era muito procurado para trabalhar nas residências. A partir do momento em que passei a ajudar meu filho na funerária, ninguém mais me chamou...". Luiz Mineiro é casado desde 23 de abril de 1960, com Maria Helena Silva Mineiro. O casal tem quatro filhos e sete netos. Apesar de aposentado, Luiz Mineiro ainda trabalha. A qualquer hora do dia ou da noite, quando a "indesejada das gentes" bate à porta de um piquetense, logo ele é chamado e se faz presente para cumprir sua nobre missão.

"Gente da Cidade" - Jornal "O Estafeta" 
Piquete, SP - Abril de 2006


Luiz Mineiro à direita; os pais Leonídio Candido Mineiro e
Geny Zaira Eklund Mineiro e suas irmã Elza e Nair.
Foto publicada no Jornal "O Estafeta"

No fundo musical dessa página, a minha homenagem saudosa, ao pai de Luiz Mineiro, "Seu" Leonídio. Como parte de minhas recordações, destaca-se a presença de "Seu" Leonídio acendendo as lâmpadas das ruas de Piquete, no final da tarde. Menina ainda, morando na Rua Major Carlos Ribeiro, eu acompanhava a sua faina diária, pensando nessa canção de Inezita Barroso. Não eram lampiões de gás, mas na minha imaginação de menina era tudo a mesma coisa...


Casamento em 1968. Da esquerda para a direita: Geraldo Mota, Ovídio Beraldo, Mariinha Mota, Zezinho Beraldo,
o noivo José Sílvio Beraldo Leite, Silvia Mª Leite Mota, a noiva Nair Mineiro, Luiz Carlos Beraldo Leite e Luiz Mineiro.
Arquivo Mariinha Mota


Casamento em 1968. Da esquerda para a direita, Leonídio Mineiro, NI, NI, NI, Campos, Elza Mineiro.
No meio, Geny Mineiro, Nair e José Silvio, Mª de Lourdes Beraldo Leite e Milton Sávio Camara.
Na frente: NI, NI, NI, Rosana Cristina Leite Dantas, NI, Luiz Antonio Dantas, NI.
Arquivo Mariinha Mota

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