FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA


 

Agenor Lúcio de Souza
7ª Cia. - São Paulo
1G-287780 - 6º RI

O mundo está comemorando os 60 anos do término da II Guerra Mundial. O Brasil foi o único país da América Latina que participou diretamente desse conflito. A Força Expedicionária Brasileira (FEB) permaneceu na Itália cerca de onze meses, dos quais oito na frente de luta, em contato permanente com o inimigo. 

 

             

                             
Selos brasileiros sobre a FEB

Entre os de Piquete que seguiram para o teatro de guerra estava Agenor Lúcio de Souza, o soldado Lúcio. Nascido em Cruzeiro/SP, no dia 18 de dezembro de 1921, filho de Artur Lúcio de Souza e Augusta Claudina Ribeiro. A família mudou-se para Piquete há 70 anos. Residiram por pouco tempo no bairro do Poço Fundo, mudando-se, mais tarde, para os "Gonçalves", onde freqüentou a Escola Rural Mista, tendo sido aluno de dona Isolina Luz. Trabalhou com o pai cortando candeia no Mundo Novo, aos pés dos Marins, período difícil, em que permanecia dias longe de casa, quando, por muitas vezes, alimentou-se com palmitos e macacos. A região era coberta por mataria, trilhada, vez ou outra, por tropas de mulas. Anos mais tarde, seu pai passou a trabalhar na Fábrica de Pólvoras e "seu" Lúcio, então com 18 anos, também trabalhou nessa indústria, como avulso. Em setembro de 1939 eclodiu a II Guerra Mundial. Aos olhos do jovem Lúcio, o conflito parecia muito distante, do outro lado do mundo. Até que o Brasil entrou na guerra, ao lado dos aliados. Aos 20 anos, ouviu pelo rádio o presidente Getúlio Vargas conclamar jovens para se alistarem na FEB. Espírito aventureiro, Lúcio alistou-se como voluntário no 5° RI de Lorena, sem que seus pais o soubessem. Foi o único da cidade. A mãe tentou demovê-lo. Não o conseguiu. Após instrução e preparo, foi para a inspeção em São Paulo. Foi incorporado à tropa do 6° RI de Caçapava e, então, seguiu para o Rio de Janeiro, onde completou o treinamento. No começo de julho de 1944, embarcou para a Europa, chegando a Nápoles, na Itália, após 18 dias de viagem. 


Ao centro o soldado mensageiro Agenor Lúcio de Souza.
Tortona, Alta Itália, 12 de maio de 1945
Foto escaneada do Jornal "O Estafeta"

Com um olhar fotográfico, "seu" Lúcio descreve Nápoles, onde as tropas brasileiras ficaram acampadas. Nesse acampamento, fez um curso de mensageiro e aprendeu o Código Morse, de maneira que foi um dos primeiros soldados a seguir para diferentes frentes de combates em Camaiori e Monte Plano, a fim de enviar notícias do "front." Em Montese ocorreu uma das principais batalhas. Atos de heroísmo se sucederam. Os horrores da guerra ficaram gravados na sua memória. Lúcio cita a morte do piquetense Genésio Valentim Corrêa, engajado em outra companhia, e a prisão de uma divisão alemã inteira. Com o término da guerra na Europa, em maio de 1945, enquanto aguardava o retorno conheceu diversos lugares do velho continente. Em agosto daquele ano chegou ao Rio de Janeiro. Os soldados desfilaram em coluna de oito pela Avenida Rio Branco, saudados apoteoticamente pela população. No retorno a Piquete, o único a esperá-lo na estação da Estrela foi o pai, para quem comprou uma casa com o prêmio recebido. Em novembro, conheceu Gerthruds Rich, com quem se casou em 2 de março de 1946. Tiveram dois filhos. Em 1948 passou a trabalhar na FPV, no setor de transportes. Por mais de 30 anos foi caminhoneiro, tendo prestado serviços, por longo tempo, no Armazém Reembolsável Geral da Fábrica, no transporte de café, açúcar, feijão e arroz. É um prazer ouvir o ex-pracinha da FEB contar sua experiência na II Guerra Mundial. A ida do Brasil para a Europa representou uma grande contribuição de nossos bravos soldados na luta contra o totalitarismo nazi-fascista. A partir dessa guerra, o mundo nunca mais foi o mesmo.

Jornal "O Estafeta" - Piquete, SP
"Gente da Cidade" - Setembro de 2005

Informações obtidas com Roberto Graciani: Sr. Agenor  partiu para a Itália em 02/07/1944, retornando em 18/07/1945. Pertenceu ao 6º RI.

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