PIQUETE - CIDADE PAISAGEM
SUA GENTE

Eunice Prado Nunes


A menina Eunice e seu irmão Ivan.
Arquivo Ilce Nunes Pazzini

Eunice Prado Nunes nasceu em Lorena/SP, no dia 13 de abril de l926, filha de Américo Lemos Prado e Elvira Andrade Prado. Suas raízes ultrapassavam a Serra da Mantiqueira e se estendiam pelo sul de Minas Gerais. Seu pai era mineiro de São Gonçalo do Sapucaí e sua mãe de Caxambu. Eunice fixou suas raízes na cidade de Piquete onde produziu seus frutos, e essa terra a homenageou com o título de Cidadã Piquetense.
Cursou o primário e o ginásio nas escolas Santa Carlota e Patrocínio São José, em Lorena. Não concluiu o curso ginasial, pois conheceu por intermédio de sua colega Zélia Nunes um tio da mesma (Oswaldo) que se tornou seu namorado e mais tarde seu esposo. Esse encontro se deu pelo fato de ambos fazerem parte da equipe de festeiros de uma festa em louvor a São Roque. 


Da esquerda para a direita - em pé: Tito Nunes e Oswaldo Nunes;
sentadas: Nonoca e Eunice.
Arquivo Ilce Nunes Pazzini

Em 14/09/1944 - ela com 18 anos, ele com 20 anos - casaram-se numa cerimônia realizada em Aparecida, tendo o casal fixado residência na antiga sede da Fazenda da Barra Alegre, em Piquete. Dezesseis filhos foram os frutos dessa união.

Seus primeiros filhos aprenderam as primeiras letras na Escola Isolada da Fazenda da Barra Alegre, diretamente ligada ao Grupo Escolar Antonio João. A partir da quarta série primária as crianças precisavam estudar na cidade e o casal adquiriu uma casa em Piquete, onde moraram por muitos anos. Retornaram a sede nova da fazenda a partir dos anos 80. Em 2001,  após o falecimento de seu esposo, voltou para a cidade.


Oficina de Santa Rita de Cássia na Feira da Solidariedade.
Foto de Lety

De formação católica, sua vida sempre foi pautada na fé em Deus, o que lhe proporcionou força para aceitar as adversidades da vida, como o falecimento prematuro de seu filho Saulo em março de 1955, vítima de um acidente doméstico e outras perdas que a vida lhe trouxe. Durante anos conviveu com o alcoolismo de seu marido (havia fases de abstinência); incentivou-o a freqüentar o AA (Alcoólatras Anônimos) em Guaratinguetá. O resultado foi a criação de um grupo do AA em Piquete. Sempre esteve ao lado de seu marido, mesmo nas piores fases da vida. Juntos viveram um casamento de 55 anos. Em 14//09/1994, na comemoração de suas bodas de ouro, a Matriz de São Miguel foi pequena para reunir os parentes e amigos do casal.

 Seus 15 filhos vivos, 36 netos e 18 bisnetos formam a grande coroa da vida dessa mulher de fibra que, com quase 80 anos, desde 1972, encontra tempo para trabalhar pelos mais carentes na Oficina de Santa Rita de Cássia, onde juntamente com outras senhoras confecciona enxovais para gestantes carentes.

Texto de Ilce Nunes Pazzini


Os bisnetos Maria Luiza, Manuela e João.
Arquivo Ilce Nunes Pazzini.


A bisneta Mônica, talento precoce a ser cultivado, desabrochando para as letras.
Arquivo Ilce Nunes Pazzini.


O lindo bisneto João.
Arquivo Ilce Nunes Pazzini.

"Uma simples mulher existe, que pela imensidão de seu amor, tem um pouco de Deus”.

 MÃE

Eu só poderia usar os versos do poeta para demonstrar quão importante você é para esta sua filha e, tenho certeza, para todos os seus filhos, filhas, netos, bisnetos, genros, noras, parentes e amigos. Estou tentando colocar em palavras o meu sentimento e sempre engasgo. Palavras são poucas para traduzir a grandeza de seu amor e a beleza de sua alma. Permita Deus que, ao longo de minha vida, eu possa, espelhada em você, ser uma imagem sua para meus filhos e netos. Obrigada mãe, por ser um pouco de Deus, em minha vida.

Ilce Nunes Pazzini

 


Eunice sendo homenageada pela Secretaria Municipal de Promoção Social, no desfile de 15/06/2011,
em Piquete, graças ao seu trabalho de formiguinha na Oficina de Santa Rita de Cássia.
Foto de Ilce Nunes Pazzini

Página reformatada em 12 jul 2012

 

 

 

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