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PIQUETE -
CIDADE PAISAGEM |

Elenco da peça "Pluft, o
Fantasminha" encenada pelo Grupo ARTE, em 1961.
Foto enviada por João
Gomes
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Cabelo e barba brancos como algodão, óculos de aros grossos que emolduram grandes e expressivos olhos azuis. Uma boina e, na mão, uma nobre bengala. Tem um estilo próprio que o destaca. É figura ímpar nas ruas de Piquete. Nelo Pelegrine (com "e" no final, culpa do tabelião...), piquetense de coração e por merecimento, reconhecido pela municipalidade: é Cidadão Honorário e possui a Ordem do Mérito Municipal. É portador, também, da Comenda de Cavaleiro da Ordem do Mérito Militar, a mais alta condecoração do Exército Brasileiro.Nascido em Guaratinguetá, em 04 de janeiro de 1934, filho de Jacinto Pelegrini (com "i" no final... é italiano...) e Maria Aparecida Galvão Pelegrine (de novo o tabelião...), Nelo Pelegrine veio para Piquete em 1942 - depois de passar por uma colônia de italianos próxima a Sorocaba, e por Lorena -, acompanhando o pai que iria trabalhar na FPV. Iniciou seus estudos em Guaratinguetá e os terminou em Piquete. Lembra-se, com carinho, da Escola Agrícola de Piquete, da qual foi um dos alunos fundadores, junto com os colegas "... dos quais lembro-me apenas dos apelidos..." Titã, Lamartine, Zé Coruja, Vavá... Completou seus estudos com quase quarenta anos, na Escola Leonor Guimarães. "Fiz um excelente colegial. Tanto que ministrei aulas de Matemática para os companheiros operários, à noite. Para isso tive que fazer um curso de Matemática Profissionalizante no SENAI." Seu trabalho na FPV se iniciou como aprendiz da Escola Agrícola e seguiu até a aposentadoria, em 1988. Nelo casou-se com a profª Wilma Costa, em 04-01-1959. São 41 anos de união que lhe deram três filhos e dois netos. Fez parte, também, por muitos anos, do grupo "ARTE" -
Artistas Reunidos do Teatro Experimental, com o qual representou várias
peças. Além das artes, Nelo sempre foi um amante dos esportes. Praticou
natação e "hipismo caipira" (cavalgadas), mas o judô, iniciado numa
colônia japonesa próxima da italiana em que vivia, é sua grande paixão.
Fundou, junto
com amigos, a Associação de Judô de Piquete; da qual foi o 1º Presidente e
1º técnico, e ficou a sua frente por vários anos até que passou o comando
para o atual técnico.
Enxadrista, foi
campeão de Piquete e representou nossa cidade nos Jogos Abertos do
Interior, em 1961, em São José do Rio Preto. Nelo diz que "viveu
profundamente a cidade de Piquete". Seu amor pela cidade e suas "montanhas
muralhas de picos alados" fica claro quando se percebe a emoção ao falar
"... pisei todos os picos da cidade...", junto dos filhos, por várias
vezes e durante vários anos. Hoje, já sem conseguir escrever e praticar
esportes, continua enxergando Piquete de modo romântico e poético. "...Não
consigo ver Piquete de maneira econômica ou política..." Nelo Pelegrine é
exemplo de amor e dedicação a Piquete, a sua história e cultura, que deve
ser seguido. |
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