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PIQUETE -
CIDADE PAISAGEM |

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Paulo Nicolau
Nader nasceu em 17 de agosto de 1920, em Bananal, cidade histórica do Vale
do Paraíba. Profissionalmente, percorreu vários municípios e até a capital
de São Paulo, até vir parar em Piquete. Filho do casal José Nicolau Nader
e Amélia Schelin Feres, Paulo Nader completou o Ginásio em Guaratinguetá,
no Instituto Conselheiro Rodrigues Alves. Formado, retornou a Bananal,
onde iniciou sua vida profissional na prefeitura municipal, como Agente
Municipal de Estatística. Paulo Nader diz que gostaria de ter cursado
Direito: " Após concluído o ginásio, poderia ingressar, à época, sem
vestibular, na faculdade. As condições financeiras da família, no entanto,
não permitiram". Assim, em outubro de 1942, passou a trabalhar no
então Banco do Vale do Paraíba, como caixa. Em 1954, estava em São Paulo
quando surgiu uma vaga na agência do Banco em Piquete. Veio, então, para a
Cidade Paisagem, como contador. Por essa época, Paulo já havia se casado
com Natalina Sorbille, e já tinha um casal de filhos: Regina e César.
Trouxe a família para Piquete. Aqui nasceu Sônia, sua terceira filha. Logo
que chegou a Piquete, recomeçou os estudos. Ingressou na Escola Normal
Duque de Caxias. Após a formatura, foi convidado para lecionar na Escola.
"...Disseram que eu tinha uma queda por Desenho, e me deram essa
disciplina para ensinar..." No entanto, diz que "àquela época, os
professores tinham que ser ecléticos: lecionei várias outras
matérias". Do Banco, orgulha-se de dizer que no período em que o
gerenciava, a agência foi considerada a primeira do Vale do Paraíba. Em
1965, o Magistério falou mais alto, e ele deixou o cargo no Banco.
Buscando especializar-se, cursou, em Lorena, a faculdade de História.
Passou, então, a dedicar-se à carreira de professor. Até 1976, foi
professor no Ginásio Industrial da FPV e em escolas estaduais. A partir
desse ano, passou a lecionar apenas no Colégio Estadual Profª Leonor
Guimarães, aposentando-se em 1988. Residindo desde 1958 no mesmo local,
viu o atual centro da cidade se modificar e crescer. Piquete ativo nos
esportes e na cultura. Amante da natureza, apesar de não se esquecer da
terra natal, adora Piquete. Sua "queda para o desenho" é comprovada nas
telas que enfeitam as paredes de sua casa, um dos passatempos preferidos.
Atualmente, Paulo Nader passa os dias em casa. Curte os netos, a família,
o bem cuidado jardim e os amigos. Com espírito cristão e amor ao próximo,
dedica horas à produção de brinquedos de madeira, que há anos distribui,
sem alarde, às crianças carentes de Piquete. Promove, assim, a alegria de
quem, certamente, não receberia a visita de Papai Noel. "Seu Paulo Nader"
guarda também em sua memória fatos interessantes sobre grande parte da
população piquetense, que, quando jovem, nos bancos escolares o teve como
professor. Com certeza orientou e influenciou, com seus conselhos de
mestre, muitas vidas, redirecionou caminhos, alimentou sonhos e despertou
esperanças.
Jornal "O
Estafeta" - Seção "Gente da Cidade" - dezembro de 2002 |

Prof. Paulo Nader
homenageado nas
comemorações dos 116 anos de emancipação política de Piquete
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MINHA HOMENAGEM O Professor Paulo Nader não acreditava que eu fosse incapaz de executar os desenhos que ele nos pedia. De todas as minhas notas, desenho era a mais baixa. Ele julgava que este desempenho fosse provocado por um desinteresse pela matéria que lecionava. E sempre se zangava comigo. Não era isso, mestre. Eu realmente não possuía talento algum para o desenho livre. Pode acreditar que sofria com esse fato, pois desejava muito colocar em cores as minhas emoções. Anos passados, através do bordado e recentemente, com os recursos da Informática, pude trabalhar com as imagens, como sempre sonhei e nunca consegui aprender com você: faltava o principal - o DOM.
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Perdemos,
infelizmente, as imagens que registravam os trabalhos de pintura do saudoso
professor.
No entanto, o espaço está reservado para sua divulgação, caso
alguém os possua e possa nos enviar.
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