PIQUETE - CIDADE PAISAGEM
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Osvaldo Peixoto


Osvaldo Peixoto
Foto de seu magnífico acervo

O apelido "Peru" vem da infância: ganhou-o aos 6 anos, quando, brincando no campo do Estrela, próximo à sua casa, imitava a ave. Conhecido por todos de nossa cidade, Osvaldo Peixoto é um apaixonado piquetense, nascido em 20 de outubro de 1926. Foi o terceiro filho, entre seis irmãos, do casal Antônio Francisco Peixoto e Durvalina Magalhães. Infância simples, num tempo em que todos se conheciam. Freqüentou o antigo Grupo Escolar do Piquete, época da qual traz agradáveis recordações - dos amigos Durval Silva, Daniel Brasilino, Ivone Mineiro, Hugo Coelho, Ledo Moreira; sorri, ao lembrar-se dos castigos, após as aulas, no porão da velha escola. Guarda, como prova das peraltices, um comunicado do diretor Sinésio de Castro: "... por proceder mal em classe, solicito providência dos pais". No dia do diploma, recebeu-o descalço pois, antes da cerimônia teve os calçados roubados durante uma "pelada". Em 1940, ingressou no Patronato da Fábrica, que se tornou, em 1942, Escola Industrial, onde se formou marceneiro modelador. Deve muito de sua formação aos professores Augusto Ribeiro, Juracy Faury e José Geraldo Evangelista. 


Festa do "Dia das Mães" - 1969, no "Elefante Branco"
Osvaldo Peixoto apresenta a jovem declamadora Silvia Mota
Arquivo Maria Auxiliadora M. G. Vieira

Logo após a formatura, em 1946, começou a trabalhar na Fábrica Presidente Vargas. Participou, ativamente, do dia-a-dia da cidade: diretor, em 1950, do Grêmio General Carneiro (GGC); fundador e diretor do Clube dos Ex-Alunos; organizador, em 1957, junto com Orestes Rosas, da Romaria Ciclística Padre Juca; presidente da Corporação Musical; festeiro de São Miguel quando da inauguração da nova Matriz, entre outros. Orgulha-se de ter sido presidente da Comissão do Centenário da Paróquia de São Miguel, em 1988. Peru é conhecido como o melhor marcador de quadrilhas nas festas juninas de Piquete. Aprendeu, com o Prof. Antenor Figueira, a marcação em francês, como era o costume. Iniciou-se na política pelas mãos do Sr. Luiz Vieira Soares. Em 1968, foi eleito o vereador com o maior número de votos. Entre as múltiplas facetas, como ator, participou do grupo ARTE, encenando diversas peças. Lembra-se, com bom humor, do dia de seu casamento, em 13 de maio de 1961. A igreja estava lotada, pois "...ninguém acreditava que o Peru fosse se casar!". A noiva, Maria Aparecida Alves (Marizinha), conheceu-a encenando uma peça teatral. 


Osvaldo Peixoto participava ativamente do Grupo ARTE. Aqui na peça Pluft, o Fantasminha como o marinheiro dorminhoco Tio Gerúndio.
Foto enviada por João Gomes


Como Tio Gerúndio na peça Pluft, o Fantasminha.
Foto cedida por João Gomes.


Assustando os marinheiros...
Foto cedida por João Gomes

Tiveram quatro filhos: Oswaldo Júnior, Mario Antônio, Lúcio Ricardo e Cláudio Roberto. Têm quatro netos. Peru é um "guardador" compulsivo de fatos e fotos de Piquete que podem ser conferidas na sua Cantina, a Peru's, da qual está à frente há 23 anos. 


Prédio onde funcionou a Escola Industrial 
Foto de Lety

A paixão pela Escola Industrial fez com que, em 1986, organizasse a festa dos 40 anos daquele estabelecimento de ensino. A partir de então, vem procurando, sempre que possível, reunir ex-professores e alunos. Quando perguntado de alguém que tenha marcado sua vida, reverente, lembra-se de dois nomes: o Gen. Monte, fundador da Escola Industrial, e o Prof. Laércio José de Azevedo, que a conduziu nos primeiros anos. Personagem marcante de nossa cidade, Peru é só amor por Piquete.

Seção "Gente da Cidade"
Jornal "O Estafeta" - novembro de 2000
Página formatada em 01 nov 2004

 

 

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