PIQUETE - CIDADE PAISAGEM
SUA GENTE

Despedida de Mariinha Mota


O jovem casal Geraldo e Mariinha ao lado de sua primogênita Auxiliadora, em seu segundo aniversário.
Novembro de 1950

MARIINHA MOTA – UM OLHAR E UM SONHO

Eu me acostumei com o brilho de seu olhar... Olhar intenso, brilhante, perscrutador, visionário. Absorvi todas as mensagens que ele transmitia sem palavras: aprovação, crítica, ternura, orgulho, confiança, cobrança, exigência, incentivo. Aprendi com ele e, mesmo distante, eu o sentia guiando meus passos. Em minhas lembranças mais primevas esse olhar está presente, ensinando, agregando, esclarecendo.
As primeiras imagens de mamãe, retidas em minha memória, apresentam-me seu jovem olhar sorrindo, enquanto me dizia versos que eu repetia, tentando decorá-los, pois ainda não sabia ler. Assim foi com o poema “Balada da Neve”, de Augusto Gil. Apesar de muito pequenina - três anos incompletos - e a dificuldade própria das crianças dessa idade, ela afirmava que eu conseguiria declamar corretamente, articulando as palavras difíceis sem gaguejar. Sob a força de seu olhar eu repetia:

(...) E noto por entre os mais/os passos MINIATURAIS/ de uns pezinhos de criança (...)”.

E continuava o poema, com sentimento e interpretação intensos:

“(...) Que descalcinhos doriiiiiiiiiidos,/a neve deixa inda vê-los/primeiro bem definidos,/depois em sulcos compridos/porque não podiam erguê-los (...)”.

Essa força que ela transmitia em seu olhar e em suas palavras, a certeza da vitória se depois de estabelecidas as metas houvesse dedicação e esforço para atingi-las, direcionou nossa vida e nossas conquistas sempre. Mariinha Mota acreditava até no que parecia ser impossível. Não admitia limites nem barreiras.
Essa força tão intensa não era vivenciada e sentida apenas por nós, seus filhos. Ela transmitia a todos a confiança no sucesso. Apoiava, amava, plasmava, lutava por todos nós: filhos, alunos e amigos. Íntegra, patriota e sonhadora, usando a palavra e os versos, contribuiu na formação de gerações de jovens piquetenses. Mostrava a cada um como desenvolver os seus potenciais, cobrando mais do que pensavam poder obter – e atingia seus propósitos, ampliando horizontes, com a intensidade de seu olhar e a firmeza de suas crenças.
Mariinha Mota através de seus versos e de sua arte, impulsionada pela sua sensibilidade e inteligência, voou mundo afora nas asas de suas rimas. Apesar de seus inúmeros títulos, medalhas e prêmios, considerava como expressão máxima de sua missão na terra, cuidar de crianças, carentes ou não, colocadas aos seus cuidados como professora primária. Formada em Pedagogia e Letras - inglês e português - nos seus últimos anos de magistério lecionou para o segundo grau. Afirmava, contudo, que sua maior satisfação profissional acontecera entre as crianças do Grupo Escolar "Antônio João", onde labutara toda a sua vida. Meu maior orgulho, em relação a minha mãe, não se deve às honrarias e distinções obtidas, mas ao seu trabalho anônimo e fecundo como professora primária.

Sendo Mariinha Mota a personificação da poesia, somente se pode a ela referir em versos.
Recordemos o que nos legou.

Um dia, em trova antológica, definiu o que seria a suprema felicidade:

“Duas coisas pedi a Deus/nessa vida tão sumária:/Viver feliz junto aos meus!/Ser professora primária!”.

Mulher apaixonada registrava em seus versos:

“Então fiz desse amor que me inspiraste um dia,/ a escada que Jacó em sonhos viu surgir./ E que não tinha fim, ligando a terra fria,/ aos céus de luz e paz, de sonhos a luzir (...)”.

Mãe extremosa, recordando a perda do filhinho caçula:

“Filhinho, tão querido, és no mar da distância/a nossa Estrela-Guia, o Anjo da Ternura,/que as horas abençoa e enche de fragrância/como linda florzinha perfumada e pura (...)”.

Sonhadora e visionária repetia:

“Quero sonhar, sonhar intensamente/e em cascatas de luz compor meu verso./Quero sempre viver, conscientemente,/procurando as estrelas do Universo (...)”.

Amante de sua terra e de sua gente, em belíssimo soneto registrou a sua Cidade Paisagem:

“Existe uma cidade linda, acolhedora/almo ninho imortal de cálidos olores/de edênica paisagem, tela sedutora/domicílio gentil de rosas e de flores (...)”.

Com inquestionável confiança, acreditando em seu país, grafou:

“É o meu Brasil querido, o coração do mundo/gigantesco a pulsar em ritmo grandioso,/abrigando em seu seio nobre e tão fecundo,/um povo hospitaleiro, forte e generoso (...).” E concluía: “(...) No amor pátrio que inspira e toda a alma me invade/Agradeço ao meu Deus a benção, a caridade:/Ter nascido afinal em solo brasileiro!”.

Com sua fé inabalável, em dolorosos momentos da vida, saudou o Mestre: “(...) Amparada na luz da crença nobre e santa,/esperando o porvir que acalma e nos encanta,/ sabendo que em meu ser a sombra é transitória,//ante o Cristo eu irei, sustendo sobre os ombros,/a cruz da dor cruel, dos míseros escombros,/guardando dentro em mim, certeza da vitória”.

Dirigindo-se à Virgem Maria, em prece, destacou:

Do vosso trono, Flor de Nazaré,/derramai vossas bênçãos de ternura,/escutai nosso cântico de fé,/nossas preces de amor, ó Virgem pura! (...)”.

Para a escola, a qual se dedicou por toda a vida, rascunhou a letra de um Hino:

“(...) Minha escola é tão bonita/que dá gosto a gente ver./Tem um pátio e um jardim/e na frente há uma praça/que é mesmo uma graça,/tão galante e tão florida.//Minha escola é a mais linda/de toda essa região./Minha escola que tem tudo,/tanta coisa de valor,/eu adoro a minha escola,/meu querido Antonio João.” 

Definindo sua vida, transformando sua história e seu coração em um colorido jardim, Mariinha Mota compôs:

Cultivei longo tempo, em meu jardim,/gama gentil de prediletas flores:/cravos, rosas, boninas e o jasmim,/e um mar de perfumes e esplendores.//Um dia me cansei de todas elas.../Reformei meu canteiro de vaidades/plantando só violetas, tão singelas,/a flor representante da humildade!//E, todas as manhãs, eu vou colhê-las./Elas são para mim, roxas estrelas,/escondidas nas folhas, rente ao chão.//Assim, em minha vida, finalmente,/as violetas cultivo, unicamente,/no jardim do meu próprio coração...”.

Mariinha Mota nos deixou dia 26 de janeiro de 2011. Seu intenso olhar se apagou, mas ela nos legou sua poesia, sua força, sua fé e coragem. Talvez, em qualquer dessas noites de luar, surja no céu, bem perto dos Marins, como uma nova estrelinha, o olhar brilhante de Mariinha Mota nos permitindo novamente voltar a sonhar...

Maria Auxiliadora Mota G. Vieira
Texto publicado no Jornal "O Estafeta"
Piquete, SP - Fevereiro de 2011


Mariinha Mota declamando
Foto publicada no Jornal "O Estafeta"

 

Minha querida Auxiliadora,

a paz de Cristo para você e todos os seus! Meus profundos sentimentos e meus sentidos pêsames.

Sua mãe foi uma grande guerreira que depôs as armas e, agora, dorme o "merecido sono da paz". Que o Senhor a receba de braços abertos, pois ela só plantou o bem por onde passou! Quero que saiba que Mariinha foi muito importante em minha juventude, incentivava-me a escrever poemas, aconselhava todos os colegas de sala, ajudava-nos nos estudos e a apaixonarmo-nos pelas músicas de filmes clássicos e eternos... Lembro dela e sempre lembrarei ao ouvir: "As time goes by", "Storm Wheather", "Secret love", "A woman in love", "Blue moon", "Serenade in Blue"... e tantas outras coisas tão belas que ficaram de sua alma romântica, vibrante, sonhadora, apaixonada (pelos filhos e marido) pela vida, pela artes, pelo belo, numa efusão de luz!
Mariinha era luz! Era poesia! Era sonho! Como Estrela que era, deixava sempre um rastro de luz pelos caminhos... Como flor delicada, deixava sempre um perfume inebriante de poesia pelo ar!  Foi "meu ídolo insubstituível" por toda a vida!  Continuará sendo... Continuará viva na memória e no meu coração! Era a mulher perfeita, a mãe perfeita, a esposa perfeita, a poeta perfeita, a colega perfeita, a amiga perfeita, que jamais poderei esquecer! Que pena que nossos caminhos não se cruzaram mais por tantos anos!!!
Eu a amava profundamente, Auxiliadora! Admirava-a como deusa. Foi um mito. Realmente, Mariinha Mota se tornou inesquecível, única, insubstituível e nunca passará... Um grande abraço solidário nesta hora de dor de sua família e com muito pesar,

Myrthes

Mensagem da amiga e poetisa Myrthes Mazza Masiero  


Entre suas bem cuidadas folhagens.

Memória de Mariinha Mota
A máquina de voar com eclipse solar

Para Mariinha,
que se mantém eclipsada,
envolvida por aura de luz.

Maria Augusta, Mariinha, se quiserem, me chamo, e me delicio em ouvir assim o meu nome. Sinto-me leve nesta tarde primaveril em que as correntes de ar começam a se tomar ascendentes pela elevação da temperatura. O ar está cada vez mais leve, sinto, aspiro, meus pulmões estão cheios de ar.
A brisa agita levemente os meus cabelos; são curtos, não atrapalham. Estou subindo; em ascensão, portanto. Pedalo também, e fortemente. Estou em uma espécie de bicicleta alada. Usando duas manivelas laterais posso movimentar minhas asas que se agitam e incorporam mais energia solar. Este é um momento glorioso, inesquecível. Como foi que preparei essas asas? Havia pensado primeiramente em usar pano, cetim por exemplo; depois, pensei em usar penas de aves, mas seria muito problemático; finalmente optei pelo plástico, bastante maleável, e até prateado. Afinal, também o plástico se toma mais resistente.
Como foi que consegui imitar a natureza tornando-me uma espécie de ave? Usei uma armação semelhante às das asas dos anjinhos das antigas procissões e arrisquei até um diadema com três estrelinhas tremeluzentes.
Que absurdo agradável, remoia eu, subindo sempre. Já sobrevoava os picos das serras e até havia me demorado um pouco mais em equilíbrio sobre as pedras do Pico dos Marins, admirando-as, e seu campo de altitude, com bromélias e liquens. Aquela pedra mais destacada na área do Pico me pareceu um grande morcego, cego ao sol da tarde iluminada, no seu natural período de sono. Havia retirado pedais para impulso de  uma velha bicicleta inglesa da famosa marca BSA, de longa e sempre agradável memória.
Este não é um avião, nem uma asa delta, nem outra qualquer engenhoca do estilo vôo solitário; este é um pássaro mecânico do qual sou parte inalienável. Como uma borboleta, movimento as grandes asas que fiz com arame resistente que suporta bem a envergadura, garante o equilíbrio e a função alada.
Uma brisa mais forte faz balançar o engenho, e me delicio vendo as cidades se sucederem nos fundos dos vales, nas quais os jogos de luz e sombras bordam painéis inesquecíveis. E continuo a voar; e com arte, me equilibro. Passo por todo o mundo e todos os lugares. Pura magia.
De repente, no poente em luminescência esplendorosa, uma faixa escura se forma em relação ao sol: é a lua que se antepõe em sombra, vista por nós aqui da Terra.
E a pequena lua nova se projeta sobre ele. Faz-se noite, de repente. Um halo luminoso envolve o escuro disco central; evolui, se desloca e clareia novamente. Tudo ocorreu em questão de sete minutos. O poente é inundado por cores soberbas.
Sei que hoje é dia de eclipse solar total. Pressinto que estou num sonho, mas não quero acordar. Se o fizer, caio.

Dóli de Castro Ferreira, em Piquete, 11 de julho de 1991, dia do eclipse solar total, não visível nesta parte do Brasil.

Esta crônica foi escrita há 20 anos, como é demonstrado pela data acima citada. Dedicada à minha amiga e comadre Mariinha, agora é o momento de publicá-la com a homenagem que lhe devoto. (26 de janeiro de 2011)

Dóli de Castro Ferreira
Texto publicado no Jornal "O Estafeta"
Piquete, Fevereiro de 2011


A família que ela construiu, com a poesia e a música sempre presentes.

 

Mariinha Mota
Minha Homenagem
 

Ao longo de nossa vida convivemos com pessoas das quais guardamos gratas lembranças. Maria Augusta Beraldo Leite Mota ou simplesmente D. Mariinha Mota é, em minha vida, uma dessas pessoas. Não fui sua aluna em qualquer curso regular, no entanto a considero com minha mestra. Aprendi tanta coisa com ela, através de uma convivência quase diária, no meu tempo de menina e adolescente... Em sua casa era recebida e tratada como filha. Lá aprendi a gostar de ler, recitar poesias e muito mais. Uma das coisas de que não me esqueço: a coleção de livros de Monteiro Lobato; eu devorava esses livros tão rapidamente que parecia sentir medo deles sumirem e eu ficar sem lê-los. Quantas vezes ela nos preparou, a mim e as suas filhas para o concurso de poesias Thaís Florinda, realizado anualmente e esperado por nós com muita ansiedade. O Navio Negreiro, Vozes d’África, Meus Oito Anos...
Que saudade!

A vida nos levou para longe dessa convivência, mas os ensinamentos que recebi naquele lar ficaram para sempre e por isso eu a considero como uma das minhas mestras. Este texto é apenas uma pequena homenagem a uma grande mulher, mãe e mestra, poetisa das melhores. Gostaria que a vida não lhe tivesse tirado, durante seus últimos anos, a capacidade mental, mas é certo que ela repassou grande parte de seus conhecimentos e de sua sensibilidade poética a muitas pessoas e me considero privilegiada por ter convivido com ela em seus melhores momentos. As melhores lembranças dessa mestra estão guardadas no cofre do meu coração. Obrigada mestra, amiga, e se me dá licença também um pouco mãe, por ter existido em minha vida. Hoje ela descansa em paz. Deixou-nos um legado de imenso amor pela família, pelos seus alunos, mas também uma enorme saudade nos corações daqueles que, como eu, participaram de seu convívio.

Com carinho

Ilce Nunes Pazzini
Texto publicado no Jornal Retratos do Vale
Vale do Paraíba, Fevereiro de 2011



Em sua posse na Academia de Letras do Vale do Paraiba, recebendo a diplomação
do então prefeito de Piquete, seu sobrinho José Armando de Castro Ferreira.

MARIINHA MOTA PARTIU!

Mamãe partiu! Coube-nos a tarefa de organizar seu acervo para uma futura publicação. Em meio aos seus poemas, trovas, textos, fotos, títulos e diplomas redescobrimos essa mulher maravilhosa. A cada instante uma emoção renovada! Nas páginas revisitadas a lembrança de seu brilho e de sua inteligência privilegiada.
Encontramos num recorte de jornal, datado de junho de 1985: “Piquete se orgulha de sua poetisa maior”.
Na ocasião, mamãe assumia uma cadeira na Academia de Letras do Vale do Paraíba, num dos muitos momentos que viveu, de realização e reconhecimento de sua arte e de sua obra.

Indagamo-nos se hoje Piquete chora a partida de Mariinha Mota... Talvez seus pequeninos alunos, transformados por ela em artistas, declamadores, músicos e comediantes, hoje cidadãos adultos e responsáveis, preservem em seus corações a sua memória. Quiçá recordem o esforço e a dedicação da “Dona Mariinha” nos ensaios das apresentações artísticas; revejam o brilho dos desfiles do G. E. Antonio João e a sua incansabilidade na montagem dos quadros vivos da História do Brasil. Quem sabe ainda repercuta pelas ruas da cidade, em suas lembranças, o apito de Mariinha Mota regendo a impecabilidade da ginástica rítmica. Mais de um ex-aluno de mamãe, em momentos diversos, contou-nos que ela os “descobriu”, percebeu seus potenciais e, a partir de seu apoio e orientação, transformaram-se no que são hoje.

Mamãe partiu! Ela não precisa de lágrimas nem que lamentemos o seu desaparecimento. Legou-nos sua vida, sua história e sua luta. Deixou-nos a sua integridade, honestidade, patriotismo, fé e amor ao próximo.
Anos atrás, Mariinha Mota disse que se cada um de nós cumprisse apenas a tarefa que nos pertence, sem nenhum acréscimo de luta ou de esforço, apenas o que fosse de nossa responsabilidade, o Brasil e o Mundo seriam melhores. Tentamos atuar assim em nossa vida pessoal e profissional. Verificamos a cada passo dado, como eram corretas suas afirmativas. Mariinha Mota, contudo, fez mais do que lhe era devido. Acreditou na concretização dos sonhos e na beleza; educou, orientou, plasmou sempre. Amou sua família, sua escola, seus alunos e lutou por nós com todas as sua forças e crença.

Mamãe partiu! Piquete não perdeu sua poetisa maior, de quem um dia se orgulhou. Ela continuará brilhando e orientando nossos passos, através de seus poemas e de sua arte. Compete a todos nós que tivemos o privilégio de com ela conviver, prosseguir em sua missão junto às crianças carentes de educação, afeto e orientação.

Maria Auxiliadora Mota G. Vieira
Texto publicado no Jornal Cidade Paisagem
Piquete, Fevereiro de 2011


Mariinha e Julia Beatriz na Praia do Iguape, CE - 1985

 

Na hora da partida, as palavras me saiam com dificuldade e emoção. O celular, como sempre inconveniente, tocou. Felizmente, pensei eu, sem interromper o meu adeus, colocara um som delicado nele, em vez desses mecânicos e padronizados horríveis: André Rieu e seu violino mágico, interpretando "Edelweiss".

Suave e terna, uma canção de despedida bem apropriada, pensei. Mamãe gostaria, em sua sensibilidade e poesia, que essa canção acompanhasse seus últimos momentos entre nós.

Depois, ao retornarmos do campo santo, lembrando-me da ligação não atendida, verifiquei, emocionada, que o telefonema fora de minha filha Júlia Beatriz, a única neta que não pudera estar ali. Por uma sincronicidade inexplicável do destino, ela provocara essa homenagem musical linda e inesperada, tornando-se assim presente no momento de partida da avó...

A plantinha alpina edelweiss é conhecida como símbolo do "Supremo Talismã do Amor".
A tradução para português da letra da canção que marcou a despedida da família Trapp, fugindo dos nazistas, no filme "The Sound of Music", diz:

Edelweiss, Edelweiss,
flor, que acende o meu dia.
Vem brilhar, encantar,
minha flor de alegria...

Possa na neve o teu botão
proteger pra sempre,
Edelweiss, Edelweiss,
Nossa terra pra sempre! 

Maria Auxiliadora Mota G. Vieira

Mais homenagens:

http://singrandohorizontes.blogspot.com/2011/02/mariinha-mota-1930-2011.html

 

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