PIQUETE - CIDADE PAISAGEM
História

Festas Marianas


Santa Maria Mazzarello

Tradicionalmente, no mês de maio, comemora-se em nossas igrejas a devoção a Nossa Senhora, conhecida sob diversos títulos e invocações. A Virgem Maria sempre foi venerada e festejada por todos os cristãos, que invocam seu socorro e auxílio nas horas de sofrimento e aflição, desde o início do cristianismo. Em Piquete, nesse mês, com o título de Nossa Senhora Auxiliadora, a Virgem Maria é merecedora de especial atenção. Essa devoção chegou à Paróquia de São Miguel no final do século XIX, trazida pelos padres salesianos, fundadores do Colégio São Joaquim, de Lorena. Por essa época não havia padre residente em Piquete, de maneira que os salesianos, uma vez por mês, vinham dar assistência espiritual aos paroquianos. Entretanto, essa devoção a Maria tem origem no Século XVI, quando a expressão " Auxiliadora dos Cristãos" foi introduzida na Ladainha de Nossa Senhora pelo Papa São Pio V, após vitória dos cristãos sobre os muçulmanos na batalha de Lepanto, em 1571. Os soldados do exército cristão, depois de receberem a Eucaristia, invocando o nome de Maria, Auxílio dos Cristãos, foram à luta. Três horas mais tarde conquistaram a vitória. Coube, porém, ao grande educador e santo Dom Bosco divulgar o culto a Nossa Senhora Auxiliadora. Colocou sua obra de sacerdote e fundador sob sua proteção e auxílio. Criou a Congregação de São Francisco de Sales, cujos sacerdotes são conhecidos como "salesianos de Dom Bosco", as "Filhas de Maria Auxiliadora" e os "Cooperadores Salesianos", para leigos e sacerdotes. Foram esses missionários que espalharam pelo mundo a devoção e a celebração da festa de Nossa Senhora Auxiliadora. Outras festas marianas são comemoradas no mês de maio: Nossa Senhora da Estrada, Nossa Senhora da Visitação, Nossa Senhora de Fátima, Nossa Senhora de Caravaggio, Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos... Em Piquete, o mês de maio é voltado especialmente para Nossa Senhora Auxiliadora. Essa devoção foi incrementada, a partir de 1948, com a vinda das Irmãs da Congregação das Filhas de Maria Auxiliadora para administrarem o Hospital da FPV. 


Procissão Mariana em Piquete, na década de 50.
Foto escaneada do jornal "O Estafeta"

Embora as irmãs salesianas não estejam mais presentes em Piquete, deixaram como legado essa devoção e o Oratório Festivo Domingos Sávio, na Vila Esperança. Todo ano, em maio, muitos piquetenses se recordam das antigas festas em homenagem a Maria, quando a cidade toda se mobilizava. Após a chegada do padre João Guimarães a Piquete, em 1934, houve um fortalecimento da Congregação Mariana e a criação da Pia União das Filhas de Maria que, por décadas, foram responsáveis pelo brilho das festas. Maio iniciava-se com a matriz toda decorada com flores. Todas às noites, após culto na antiga matriz de São Miguel, formava-se um cortejo com as associações religiosas e grande número de fiéis rumo a uma casa previamente determinada, onde a família recebia a imagem de Nossa Senhora. No dia seguinte acontecia o regresso da imagem à igreja, com o mesmo entusiasmo da véspera - cantos, foguetes e vivas à Mãe de Deus, ao som de hinos religiosos executados pela Euterpe Piquetense. No dia 24, consagrado a Maria Auxiliadora, pela manhã havia missa com cânticos e, à tarde, a solene reunião das novas Filhas de Maria e Aspirantes, todas vestidas de branco e faixa azul. De sua fundação até a extinção, as Filhas de Maria tiveram como única presidente Maria de Lourdes Ferreira, "Dona Mariquinhas", por toda a comunidade lembrada e reverenciada. No dia 31, com grande solenidade, encerrava-se o mês de maio, com a coroação festiva de Nossa Senhora pelas meninas da cidade.

Texto do Jornal "O Estafeta"
Piquete, SP - Maio de 2007


Encontro de Dom Bosco e Maria Mazzarelo

Dom Bosco - o Padre dos Jovens


Joãozinho Bosco nasceu em 16 de agosto de 1815 numa pequena fração de Castelnuovo D’Asti, no Piemonte (Itália), chamada popularmente de “os Becchi”. Ainda criança, a morte do pai fez com que experimentasse a dor de tantos pobres órfãos dos quais se fará pai amoroso. Em Mamãe Margarida, porém, teve um exemplo de vida cristã que marcou profundamente o seu espírito. Aos nove anos teve um sonho profético: pareceu-lhe estar no meio de uma multidão de crianças ocupadas em brincar; algumas delas, porém, proferiam blasfêmias. Joãozinho lançou-se, então, sobre os blasfemadores com socos e ponta-pés para fazê-los calar; eis, contudo, que se apresenta um Personagem dizendo-lhe: “Deverás ganhar estes teus amigos não com bastonadas, mas com a bondade e o amor... Eu te darei a Mestra sob cuja orientação podes ser sábio, e sem a qual, qualquer sabedoria torna-se estultícia”. O Personagem era Jesus e a Mestra Maria Santíssima, sob cuja orientação se abandonou por toda a vida e a quem honrou com o título de “Auxiliadora dos Cristãos”. Foi assim que João quis aprender a ser saltimbanco, prestidigitador, cantor, malabarista, para poder atrair a si os companheiros e mantê-los longe do pecado. “Se estão comigo, dizia à mãe, não falam mal”. Desejando fazer-se padre para dedicar-se totalmente à salvação das crianças, enquanto trabalhava de dia, passava as noites sobre os livros, até que, aos vinte anos, pode entrar no Seminário de Chieri e, em 1841, ser ordenado Sacerdote em Turim, aos vinte e seis anos.

Turim, naqueles tempos, estava cheia de jovens pobres em busca de trabalho, órfãos ou abandonados, expostos a muitos perigos para alma e para o corpo. Dom Bosco começou a reuni-los aos domingos, às vezes numa igreja, outras num prado, ou ainda numa praça para fazê-los brincar e instruí-los no Catecismo até que, após cinco anos de grandes dificuldades, conseguiu estabelecer-se no bairro periférico de Valdocco e abrir o seu primeiro Oratório. Os garotos encontravam aí alimento e moradia, estudavam ou aprendiam uma profissão, mas sobretudo aprendiam a amar o Senhor: São Domingos Sávio era um deles. Dom Bosco era amado incrivelmente pelos seus “molequinhos” (como os chamava). A quem lhe perguntava o segredo de tanta ascendência, respondia: “Com a bondade e o amor, eu procuro ganhar estes meus amigos para o Senhor”. Sacrificou por eles seu pouco dinheiro, seu tempo, seu engenho, que era agudíssimo, sua própria saúde. Com eles se fez santo. Para eles fundou a Congregação Salesiana, formada por sacerdotes e leigos que querem continuar a sua obra e à qual deu como “finalidade principal apoiar e defender a autoridade do Papa”. Querendo estender o seu apostolado também às meninas, fundou, com Santa Maria Domingas Mazzarello, a Congregação das Filhas de Maria Auxiliadora. Os Salesianos e as Filhas de Maria Auxiliadora espalharam-se pelo mundo todo a serviço dos jovens, dos pobres e dos que sofrem, com escolas de todos os tipos e graus, institutos técnicos e profissionais, hospitais, dispensários, oratórios e paróquias. Dedicou todo o seu tempo livre subtraído, muitas vezes, ao sono, para escrever e divulgar opúsculos fáceis para a instrução cristã do povo. Foi, além de um homem de caridade operosa, um místico entre os maiores. Toda a sua obra foi haurida na união íntima com Deus que, desde jovem, cultivou zelosamente e desenvolveu no abandono filial e fiel ao plano que Deus tinha predisposto para ele, guiado passo a passo por Maria Santíssima, que foi a Inspiradora e a Guia de toda a sua ação. Sua perfeita união com Deus foi, talvez como em poucos Santos, unida a uma humanidade entre as mais ricas pela bondade, inteligência e equilíbrio, à qual se acrescenta o valor de um conhecimento excepcional do espírito, amadurecido nas longas horas passadas todos os dias no ministério das confissões, na adoração ao Santíssimo Sacramento e no contato contínuo com os jovens e com pessoas de todas as idades e condições. Dom Bosco formou gerações de santos porque levou os seus jovens ao amor de Deus, à realidade da morte, do julgamento de Deus, do Inferno eterno, da necessidade de rezar, de fugir do pecado e das ocasiões que levam a pecar, e de aproximar-se freqüentemente dos Sacramentos. “Meus caros, eu vos amo de todo o coração, e basta que sejais jovens para que vos ame muitíssimo”. Amava de tal forma que cada um pensava ser o predileto. “Encontrareis escritores muito mais virtuosos e doutos do que eu, mas dificilmente podereis encontrar alguém que vos ame mais em Jesus Cristo, e mais do que eu deseje a vossa verdadeira felicidade”. Extenuado em suas forças pelo incessante trabalho, adoentou-se gravemente. Particular comovente: muitos jovens ofereceram ao Senhor a própria vida por ele. “... Aquilo que fiz, eu o fiz para o Senhor... Poder-se-ia ter feito mais... Mas os meus filhos o farão... A nossa Congregação é conduzida por Deus e protegida por Maria Auxiliadora”.  Uma de suas recomendações foi esta: “Dizei aos jovens que os espero no Paraíso...” Expirava em 31 de janeiro de 1888, em seu pobre quartinho de Valdocco, aos 72 anos de idade. Em 1º de Abril de 1934, foi proclamado santo pelo papa Pio XI, que teve a felicidade de conhecê-lo.

Texto retirado de
http://www.db-piracicaba.com.br/dombosco/index.asp

 

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