PIQUETE - CIDADE PAISAGEM
História

O Coral Santa Cecília



Coral Santa Cecília numa festa de São Miguel Arcanjo, no início da década de 50.
Da esquerda para a direita: ao fundo - João Heleodoro, Arthur Alves, Luiz Vieira Soares e José Nascimento;
na segunda fila - Laura Silva, Nair Porfírio, Angelina César, Maria de Lourdes Ferreira e Maria Antônia;
em primeiro plano - Carlos Vieira Soares, Zezé Soares, Maria Rosa e Celina de Barros.
A criança é Marilda de Abreu. Foto escaneada do Jornal "O Estafeta".


Coral Santa Cecília nas Bodas de Ouro de Olga e José Dimas Junqueira.
Arquivo Rita Junqueira

A vocação para a música e para o canto, bem como para outras formas de manifestação do sentimento e da inteligência, faz parte da vida dos piquetenses desde os primórdios do município. Na Antiga Matriz de São Miguel, desde a criação da Paróquia, pessoas dotadas de sensibilidade musical buscavam se agrupar participando do coro da igreja, sempre dispostas a contribuir com suas afinadas vozes para o brilho dos atos litúrgicos. A emancipação político administrativa de Piquete foi marcada, entre outras cerimônias, por uma missa solene, no dia 15 de julho de 1891. Celebrada pelo Monsenhor Castro, de Silveiras/SP, e abrilhantada por um coro de vozes femininas. Dele fizeram parte Maria de Castro, as irmãs Francisca, Ricardina e Minervina Bittencourt, Mariana da Silva... Ao órgão, dona Maria Eufrásia Couto, filha do coronel José Mariano Ribeiro da Silva, um dos responsáveis pela emancipação do município e um dos construtores da matriz de São Miguel. A regência esteve a cargo do Sr. Francisco Máximo Ferreira, que selecionava novas vozes, ensinava teoria musical e escolhia o repertório a ser cantado.


Francisco Máximo Ferreira - sentado, no centro da foto - e sua família.
Arquivo Chico Máximo

Em 1910, o coronel José Mariano trouxe de Guaratinguetá o maestro Bonfiglio de Oliveira, para ensinar música a jovens da paróquia. As aulas aconteciam duas vezes por semana, à noite, na igreja matriz, e muitos desses aprendizes passaram a fazer parte da Euterpe Piquetense e do Coro da igreja.
Ao longo dos anos, o coro sempre contou com seleto grupo de cantores. Dele fizeram parte, entre outras, as afinadíssimas irmãs Ester e Almira Galvão, Iracema e Olga Cunha, além de Maria de Lourdes Ferreira, Carmélia Fleming Bittencourt e Lili Couto. Por mais de quarenta anos o coro da matriz de São Miguel esteve sob a regência do Sr. Chiquinho Máximo. Devido à idade avançada, regente e organista deixaram a direção do coro. No início dos anos 40, percebendo a necessidade de um substituto para Dona Maria Eufrásia, o jovem Carlos Vieira Soares assumiu o harmônio. Seus irmãos João e Luiz Vieira Soares, que receberam os primeiros ensinamentos de regência do Sr. Chiquinho Máximo, assumiram o coro da Matriz. Congregados Marianos a eles se uniram, cheios de entusiasmo: Paulo Lódi, Manuel de Souza, José Nascimento de Oliveira, Joaquim Augusto, Aureliano de Oliveira, José Heleodoro, Benedito Leitão... Com o passar do tempo, houve a inclusão de moças e senhoras das irmandades religiosas. No dia 29 de setembro de 1941, festa do padroeiro São Miguel, o coral cantou sua primeira missa solene, considerada esta data como marco de sua fundação, com o nome de "Coral Santa Cecília". Adotando uma linha mais clássica na apresentação do canto sacro, sobretudo anteriormente ao Concílio Vaticano II, quando todas as cerimônias religiosas eram realizadas em latim, o Coral Santa Cecília aprimorou-se nos cânticos nessa língua. Executava peças musicais em várias vozes masculinas e femininas (tenor, baixo, soprano e contralto), com a apresentação de missas  de consagrados autores (Perosi, Franceschini, Rheinberger, Jasper, Faure, Constagmagna e outros), além da "Semana Santa" de J. B. Lehmann, Missa de Angelis em estilo gregoriano, ladainhas, Ave-Marias, etc. Ainda hoje, vez ou outra, em grandes acontecimentos religiosos continua apresentando uma dessas peças musicais em latim, as quais exprimem grande solenidade e dão maior realce às cerimônias litúrgicas. Atualmente, sob a presidência de Antônio Hildo, tendo como regente o maestro Joair da Silva e José de Rosa de Lima ao harmônio, o Coral Santa Cecília conta com 20 membros. Há mais de 60 anos é responsável por proporcionar aos paroquianos fruição estética e interiorização espiritual.

Texto do jornal "O Estafeta" - Piquete, SP
Setembro de 2007

 

 

Coral Santa Cecília
Piquete, SP
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