PIQUETE - CIDADE PAISAGEM
História

Jornalismo em Piquete

 

 

O Primeiro de nossos Jornalistas?

(...) Atualmente, temos tantos e brilhantes professores aqui formados que nos vem uma indagação: quem teria sido o primeiro fIlho de Piquete a abraçar esta carreira? Sabemos que nosso primeiro Prefeito, Carlos Augusto Tacques Bittencourt, foi professor, mas era filho de Guaratinguetá. É uma resposta difícil e muito imprudente afirmar-se ser este ou aquele. Uma coisa, entretanto, podemos garantir. Dos primeiros foi José Ribeiro da Silva, ou Juca Ribeiro, como era mais conhecido. Filho de Augusto Ribeiro da Silva e Rosina da Encarnação, nascido em Piquete e neto do insigne e venerável Coronel José Mariano Ribeiro da Silva. Formou-se, o Professor Juca, no dia 15 de dezembro de 1919, na "Escola Primária de Guaratinguetá". Pomposa cerimônia de formatura aconteceu, com todos de "beca" tendo como paraninfo a pessoa do eminente médico Dr. Benedito Meirelles. Já professor, veio lecionar em uma de nossas escolas do sexo masculino mantidas pelo Estado, mais tarde na "Escolas Reunidas de Piquete" e que se transformou no "Grupo Escolar de Piquete".


Antiga sede de fazenda, provavelmente do Dr. Francisco de Assis de Oliveira Braga, adquirida
pelo Cel. Luiz Relvas, que a alugou para abrigar o Grupo Escolar de Piquete, até o final de 1939.
Situava-se na antiga estrada de Itajubá, na época denominada Rua Comendador Custódio Vieira.
Imagem escaneada do álbum "Coisas Findas"

Sua atuação como mestre, todavia, não se restringia apenas ao magistério oficial. Criou um curso de alfabetização para crianças e outro para adultos, cursos estes que estiveram na ponta do anzol para se oficializarem, entravados, entretanto, por uma nova lei que surgira na época e que eclipsou a pretensão. Ligado ao mister de ensinar, provavelmente o Prof. Juca considerava que a pequena cidade de Piquete andava muito afastada das letras. Havia necessidade da "grande" massa contactar-se mais com o que se dizia por aí e, também, o que tinha na cabeça a gente daquela época para dizer. E havia razão, pois a maioria terminava o primário e... fim de carreira! Curso ginasial só de Lorena para fora e assim mesmo, para aqueles com condições de manter o rebento fora de casa, pois impossível era ir e vir diariamente até Lorena, por exemplo, que era a cidade mais próxima. Coisa para apenas os de posses... No que pensou, realizou: um jornal na cidade. Não deparamos com qualquer informação de alguma gráfica por aqui antes, o que nos leva a crer que o mesmo tenha adquirido e montado uma, não somente para a impressão do jornal, lógico, mas para todos os impressos do comércio, prefeitura e o que mais aparecesse. Como funcionário do Estado, a gráfica era registrada em nome de sua esposa. O sonho materializou-se e um tablóide intitulado "SENTINELLA ", em 18 de setembro de 1927, circulava pela cidade. Uma ufania! Como funcionário público que era, o nome do professor aparecia apenas como "Redactor" e como Proprietário do referido órgão inseria-se o nome do Vereador Horácio Pereira Leite grande incentivador da empreitada. Quinzenário, tinha o jornal por divisa zelar pelos interesses do município e do ensino, sob a legenda: "Pereat mundus fiat justitia".


Horácio Pereira Leite
Arquivo Ma. Auxiliadora M. Gadelha Vieira

Pelos meados de 1928 começava-se a articular a campanha política para a Presidência da República. Isso veio provocar o desaparecimento do "SENTINELLA ". O Professor Juca, não querendo que o seu jornal fosse levado para rumos diferentes dos seus propósitos idealistas de ensinar, já que o PRP subvencionaria o mesmo para suas propagandas eleitoreiras, achou por bem terminar com a curta existência do quinzenário. Em seu lugar outro surgiu, "PIQUETE-JORNAL", cujo primeiro número veio à lume em 15 de dezembro de 1928. Inicialmente, o Prof. Juca Ribeiro ainda constava no frontispício do jornal como seu Redator-Chefe, mas logo cedeu esse cargo ao Sr. Abdon Leite, permanecendo apenas como Diretor-Fundador. O "PIQUETE-JORNAL" viria colocar-se em oposição pertinaz ao Prefeito José de Brito, em polêmicas ilógicas, por razões até certo ponto difíceis de serem compreendidas, pois o jornal era um arauto do PRP e nosso Prefeito presidente do mesmo partido na cidade. Bagunçada política... Esta é uma homenagem ao Professor José Ribeiro da Silva, o velho Prof. Juca, por ter sido, provavelmente, o primeiro jornalista de Piquete. Neste campo ele abriu caminho a uma grande série de sonhadores que sempre tentaram, por tempos de árduas lutas, manter um órgão informativo na cidade. Para quem não tem idéia, diremos que o jornalista do interior é formado na academia do idealismo. A comparação pode não ser boa, mas ele é um eterno parturiente... Mal chega a dar um sorriso de glória pela luz de um número circulando, que se inicia o processo de gestação do próximo. Efêmeras vitórias semanais, quinzenais, para tanta guerra! Jamais se abate! Só a força do dinheiro - que nunca tem - provocada pela ausência completa de colaboração do povo e, principalmente do comércio que sem ambição acomoda-se "no que entra está dando", sem criatividade e fé na força da comunicação, consegue sufocar nossos jornalistas que tantos e tantos serviços prestaram a esse mesmo povo, a esse mesmo comércio. E quantos abnegados tivemos por aqui! Afogaram seus ideais de bem servir na exaustão da inglória, indigesta e desleal luta. Sempre surgirão outros, que sentirão as dores do mesmo parto até que um dia ensecados, consumidos pelos desenganos, capitulem e... abortem. Talvez com a conscientização e maturidade do povo este reconheça o valor de um jornal da cidade e algum transpasse o tempo. Um semanário, quinzenário, não importa, de uma cidade interiorana, é um jornal sem "furos", é verdade, mas tem o inigualável trunfo de registrar a sua história! Com o "PIQUETE-JORNAL" circulando normalmente, terminamos por atingir o final do ano de 1929. Que tem isso demais? Para nós, particularmente, nada, mas para o Prof. Juca, nosso velho professor, falecido há poucos anos, foi muito importante. No início dessa crônica, falamos de sua formatura como mestre e a turma de concluintes de 1919 houve por bem realizar, no mesmo 15 de dezembro, mas desse ano que dissemos chegar ao fim, uma festa de confraternização pelo decênio corrido desde o juramento do mestre, festa de despedida e recebimento dos diplomas. Aconteceu um magnífico banquete no "Instituto de Músicas Dr. Rodrigues Alves Sobrinho" e após a confraternização e reencontro dos antigos colegas de bancos escolares, realizou-se tocante homenagem ao paraninfo, o saudoso e sempre reverenciado Dr. Benedito Meirelles.

José Palmyro Masiero
"Piquete de meus Amores"


Jornal "A Cidade
Arquivo Mara Teixeira

 

Jornal "A CIDADE"


Jornal "A Cidade"
Foto publicada no Jornal "O Estafeta"


Consultando antigos jornais de Piquete pertencentes ao arquivo Pró-Memória da Fundação Christiano Rosa, deparamos com o exemplar número 1 de "A Cidade", que circulou, pela primeira vez, em 1º de maio de 1959. Reler antigos jornais é sempre prazeroso. É fazer uma viagem no tempo. Podemos observar, com a simples leitura desses informativos, que cada exemplar representa um documento marcante do período em que foi editado. Usos, costumes, realidades e acontecimentos de uma época estão todos nas páginas amarelecidas desses periódicos. Relendo o primeiro número de "A Cidade", tomamos ciência da sociedade piquetense de 50 anos atrás. Esse semanário, de propriedade de Lavínia R. Silva, foi fundado por J. C. R. da Silva e teve como diretor-redator, nos cinco anos em que circulou, José Palmiro Masieiro. Contava, como redatores, com os professores Raymundo Pereira Maduro e José Carlos Ribeiro da Silva, além de diversos colaboradores. De pequena dimensão, medindo apenas 16cm por 23cm, esse jornal era ilustrado por Yeyé, Freddy e Martinez. Trazia estampada em seu cabeçalho a antiga Matriz de São Miguel, ao fundo o perfil denteado da Mantiqueira, com os picos dos Marins e da Meia Lua. Sua redação localizava-se na rua Coronel Pederneiras, nº 162, e era impresso na Gráfica Dalva. A assinatura anual custava Cr$80.00 e os números avulsos, Cr$2,00 cada. Na coluna denominada "Noticiando", em sua primeira página, vinha a notícia de que, após memorável campanha, o Esporte Clube Estrela se sagrara vice-campeão da 3ª Divisão de profissionais. Ficamos sabendo, também, que na Associação dos Ex-Alunos aconteceu um concorrido baile animado pelo novo conjunto da cidade, o “Novo Horizonte”. Noticiava ainda a candidatura de Jânio Quadros à presidência da República e as inaugurações previstas para aquele ano: o novo Mercado Municipal e o prédio do Posto de Saúde, obras municipais de grande importância e significado para Piquete. Nas páginas seguintes, as colunas “Gente da Cidade” e “Retalhos do Passado” resgatavam e homenageavam pessoas e fatos da sociedade piquetense. Havia, ainda, as colunas “Comentário Político” que, na citada edição, discorria sobre a data de 1º de Maio, Dia do Trabalho, e “Gotas Políticas”, que mostrava a atuação da edilidade. Nota curiosa da página 3, a fundação, naquele 1º de Maio, do Círculo do Operário Católico (COC), ocasião em que seria inaugurada, também, a sua sede à rua Cel. Pederneiras, próximo à Igreja de São José. Naquela oportunidade seriam prestadas homenagens póstumas ao Pe. Juca, idealizador e iniciador dessa maravilhosa obra de assistência social. “Piquete nos Esportes”, na última página, estampava “O Estrela no Auge”, além das novidades para o “Boa Vontade”, disputado campeonato futebolístico que, naquele ano, contaria com os jogadores: Joel, no Ex-Alunos; Catrica e Bacalhau, no 1º de Novembro; e Rapinha, no Falcão. Basquete e Xadrez eram esportes concorridos. Destaque para os enxadristas campeões Ary de Barros e Pacheco. Anotamos as seguintes propagandas na edição inicial: do “Lau's Bar – o Bar da Cidade”, da “Contábil Bandeirante”, da “Predial de Piquete”, da “Loja do Mounir – A Maior”, da “Alfaiataria Modelo – a que realmente veste melhor”... A leitura desse primeiro número de “A Cidade” faz ressurgir o cotidiano de Piquete: momentos únicos nos quais pessoas e fatos dispersos no tempo ganham vida aureolados de emoção e poesia. Esse jornal conquistou, ao longo dos anos, um bem dimensionado espaço na sociedade piquetense, que o aguardava ansiosamente a cada nova edição. Consolidou-se como veículo de comunicação. Passou por algumas mudanças, sem, no entanto, se desviar do propósito para o qual foi idealisticamente criado. No “A Cidade”, diferentes aspectos da vida política, institucional e doméstica da sociedade piquetense ficaram registrados. Todos sabem das dificuldades encontradas por todos os que se aventuram em fundar ou editar um jornal nas pequenas cidades. No entanto, em todas as épocas, idealistas se empenharam para fazer circular algum jornal em Piquete. Quando da circulação do primeiro número de “A Cidade”, há 50 anos, havia em Piquete os jornais “O Labor”, editado pela FPV, e “O Regente”, criado por Michel Gosn. A hemeroteca da Fundação Christiano Rosa mantém exemplares destes e de diversos outros jornais que circularam pela cidade ao longo de seus quase 118 anos: “O Sentinella”, “Piquete Jornal”, “O Monitor”, “A Ordem”, “Folha de Piquete”, “Folha Piquetense”, “O Normalista”, “O Petiz”, “O Quebra-Coco”, “O Escolar”, “O Antônio João”, “O Circulista”, “Jornal Cidade Paisagem”, entre outros. Reler as páginas desses antigos jornais é resgatar capítulos da história de Piquete.

Jornal "O Estafeta" - Maio de 2009
Piquete, SP

Jornal "O LABOR"

Há 60 anos circulava o primeiro número do periódico O Labor, órgão oficial da Fábrica Presidente Vargas, como um semanário de distribuição gratuita. Datado de 15 de novembro de 1945, remetia-se a um evento histórico. O simbolismo contido nessa data é, por excelência, reconhecido. A Fábrica foi criada segundo o espírito republicano revelado pelo Exército Brasileiro, como expoente máximo desse movimento. Entre os jacobinos da República estavam os militares à busca da ordem, do progresso, da ciência e da modernidade. A indústria era um de seus paradigmas. Não nos esqueçamos de que o uso da referência jacobino remete-se à radicalidade dos indivíduos a uma idéia e atitude. Na primeira edição de O Labor foram apresentados o diretor Raymundo Galvão, o secretário Francisco F. Leite (que gostava de usar o codinome Luys de Castelar), e o gerente Otacílio S. Werneck. E como não podia deixar de ser para uma organização hierárquica militar, o periódico contava com o apoio do então Cel. Waldemar Brito de Aquino. Na comemoração desses 60 anos do início da trajetória do celebrado O Labor, é interessante lembrarmos o editorial que lhe dava nascimento e sentido: a publicação das ordens e aspirações da comunidade militar operária que, em Piquete, representou a germinação de uma nova idéia vinculada ao progresso na representação da nacionalidade. Portanto, não é sem motivos que o editorial evoca a "memorável madrugada do 15 de novembro de 1889", quando foi movida "a ação patriótica" de "republicanos ilustres" da linha de Benjamin Constant, Deodoro da Fonseca, Quintino Bocayuva, Floriano Peixoto, Rui Barbosa, Sólon Ribeiro, Aristides Lobo e "toda a legião dos calorosos propagandistas", propugnando pelo "advento da nova instituição". Portanto, segundo O Labor, em homenagem aos construtores da República, "em cujo regime o país vem desenvolvendo suas reais possibilidades no quadro político, social e econômico do mundo". Mais ainda: no linguajar da época - 1945 - com a Segunda Guerra Mundial terminada na Europa, no mês de maio do mesmo ano (8 de maio) e no universo vocabular do governo nacionalista de Getúlio Vargas (finais do Estado Novo), são invocados "a tradição, o civismo, a bravura dos soldados, o gênio dos artistas e o braço dos operários". Todos reunidos "para conduzir coesos, (palavra-chave no discurso estadonovista), este legado precioso através do tempo e do espaço em defesa de sua integridade, na salvaguarda dos direitos de Liberdade e Justiça, no trabalho propulsor de seu progresso para a edificação do arcabouço indestrutível da nacionalidade". Enfaticamente, palavras reveladoras dos elementos principais e dos propósitos do governo Vargas na vigência do Estado-Novo. A trajetória do Labor seguiu os ditames conjugados na época e seu estudo é importante revelação dos significados implícitos e explicitados pelos valores castrenses e laborais. Isto posto, estamos nos referindo à ordem militar e às formas desenvolvidas pelo trabalho baseado no treinamento da mão-de-obra sob a orientação da engenharia militar envolvida por seus membros em contínua pesquisa em gabinetes de estudos. Essas referências sobejamente aparecem ao lado das publicações literárias e sociais. O atento redator respondia às cartas e ao encaminhamento dos artigos. O "Leitinho", (às vezes Luys de Castelar em poesias), era rigoroso, bom cultivador do idioma, elegante e contido nos conselhos aos produtores de textos. Aqui não é espaço para aprofundarmos a riqueza do material que circulou pelas páginas de "O Labor", cujas edições passaram a ser quinzenais e perpetuaram uma memória operária especial. As publicações se estenderam praticamente até 1970 e foram um reflexo das variações político-sociais dos períodos de nossa história entre 1945 e 1970, quando uma nova era se anunciava, não só nas técnicas comunicativas. De um periódico se diz que é efêmero e de um livro se diz que é perene. Entretanto, o jornal, como termômetro, registrando no dia-a-dia as oscilações, os ideários, as conotações expostas ou subjacentes, é um organismo vivo. 0 livro amortece a conjugação das idéias sistematizadas nos acordos lingüísticos - para isso os revisores estão atentos e mantêm uma estrutura lógica na expressão do pensamento. Os periódicos, em sua verve combativa, são lanças e alvos e são provocadores, e neles, em calor ou sob extintores de incêndios, a palavra ganha força, inclusive por seus erros e inapropriações. Retomados através do tempo, os periódicos, ao espelharem o momento, revelam as imagens nos diferentes ângulos e permitem a transposição da lente: as imagens transversas perdem a opacidade para vibrarem nas retinas.

Dóli de Castro Ferreira
Jornal "O Estafeta" - Novembro de 2005


URJE NOTÍCIAS -1973
A capa do jornal foi criada pelo Prof. Paulo Nader
Foto enviada por Lety

 

Cronologia do Jornalismo em Piquete
Período de 1927 a 1952
Fonte: Antônio Carlos Monteiro Chaves


"O Monitor"
Arquivo Mara Teixeira

18/09/1927 - Circula o primeiro número do jornal quinzenário "Sentinella", cujo redator era o Prof. José Ribeiro da Silva e proprietário, o Sr. Horácio Pereira Leite.
1928 - Circula o primeiro número do "Piquete - Jornal", cujo redator era o Prof. José Ribeiro da Silva.
23/03/1930 - Circula o primeiro número do jornal "O Vilense", tendo como fundadores os Senhores Antônio Lucas, Raul C. Medeiros e Otacílio Ribeiro.
15/10/1936 - Circula, pela primeira vez, o jornal "A Ordem", sendo seu fundador o Padre Osvaldo de Barros Bindão
23/07/1939 - Circula pela 1ª vez o jornal "O Monitor", sendo seu diretor o Sr. Antônio de Assis e redatores, os Senhores Braz Pereira de Olivas e Francisco Veloso.
01/01/1940 - Circula, pela primeira vez, "O Borrachudo", jornal satírico. Era seu redator o Sr. Benedito Lorena Sobrinho.
1942 - É criado o jornal "O profissional", escrito e dirigido por alunos do DAE.
15/11/1945 - "O Labor", quinzenário da F.P.V., circula pela primeira vez. Seu diretor era o Sr. Raymundo Galvão e secretário, o Sr. Francisco Ferreira Leite. A redação era na Av. Gen. Gomes Carneiro, 11.
01/09/1947 - O jornal "Folha de Piquete", cujo diretor era o Prof. Carlos Ramos da Silva, circula pela primeira vez.

 


"O Monitor"
Arquivo Mara Teixeira

 

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