PIQUETE - CIDADE PAISAGEM
História

 

 Catecismo na Paróquia de Piquete


Ao lado da Antiga Matriz de São Miguel, alunas do catecismo paroquial com suas professoras: Elisabeth Ribeiro
e Celina de Barros (à esquerda); Nair Porfírio e Maria Vieira Soares (ao centro); Leonor Guimarães e Ester Vieira Soares
(à direita). À direita, sentada no chão, a menina Maria Augusta Beraldo Leite (Mariinha Mota)
Foto escaneada do jornal "O Estafeta"- Piquete, SP


O Catecismo Paroquial

Em outubro de 1888, foi criada, pelo bispo de São Paulo, Dom Lino Deodato de Carvalho, a Paróquia de São Miguel. Dias depois, em primeiro de novembro, chegava a Piquete seu primeiro vigário, padre Francisco Filippo que, infelizmente, logo foi-se embora, ficando a paróquia sem padre residente por mais de quarenta anos. Por essa época, havia grande falta de padres na diocese, o que causava constrangimento a Dom Lino Deodato. Muitas paróquias ficaram sem sacerdote por longo tempo, entre elas a de Piquete. Buscando solucionar essa questão, a paróquia de São Miguel foi anexada, por algumas vezes, à Estola do Embaú e outras à de Lorena, de forma que, vez ou outra, por aqui aportava um padre que vinha celebrar e logo ia embora. Apesar dos esforços desses religiosos, não lhes era possível cuidar da paróquia, visto que sempre se encontravam sobrecarregados com outras freguesias. Esse fato, no entanto, não esmoreceu a fé dos piquetenses nem a devoção a seu padroeiro, São Miguel Arcanjo. Apesar da assistência espiritual escassa, a população conservou-se fiel à Igreja Católica. Ao longo dos anos, sempre houve paroquianos à frente dos trabalhos da Igreja, reunindo moradores, à noite, na Velha Matriz de São Miguel, para rezar o terço e ladainhas. Havia, também, grande preocupação com a formação religiosa das crianças, de maneira que o catecismo nunca deixou de ser ministrado. Buscando melhorar o ensino religioso dado às crianças, o padre Arthur de Moura, em março de 1922, reorganizou o catecismo paroquial, indicando para ministrá-lo Áurea Arantes e Julieta Luz. Em 1928, a Paróquia de São Miguel foi enriquecida com a chegada a Piquete da professora Leonor Guimarães. Ela veio lecionar no antigo Grupo Escolar. Culta, com boa formação religiosa, era estudiosa dos assuntos da fé. Assim que chegou, tomou a frente dos trabalhos paroquiais. Dotada de especial carisma, passou a ensinar, didaticamente, o Evangelho para as crianças. A ela somaram-se as catequistas Nair Porfírio, Celina de Barros, Maria Vieira Soares, Elisabeth Ribeiro e Ester Vieira Soares.  Em fevereiro de 1934, a Paróquia criou novo ânimo com a chegada do Padre João Guimarães, o primeiro vigário a residir em Piquete. Jovem e dinâmico, com ele floresceram as associações religiosas Congregação Mariana, Pia União das Filhas de Maria, Apostolado da Oração, Cruzada Eucarística Infantil. Com o padre João, houve crescimento da espiritual idade piquetense e o fortalecimento do catecismo paroquial. Cada vez mais, crianças procuravam as catequistas, que se desdobravam para criar novas situações que facilitassem o aprendizado. Todos os domingos, às 14h, aconteciam as aulas de catecismo na antiga Matriz, com a presença de muitas crianças, cuja assiduidade era premiada com bônus que, ao final do ano, eram trocados por presentes. Da Editora Vozes, de Petrópolis, a professora Leonor Guimarães trazia livros de catecismo e também peças de teatro que Nair Porfírio ensaiava exaustivamente com as crianças. Dessa maneira, as catequistas recorriam, com bons resultados, a métodos usados pelos jesuítas no início de nossa colonização. O dia da Primeira Comunhão era um festa. A igreja repleta. O cerimonial era organizado pelas catequistas e pelas famílias. As crianças exibiam suas melhores roupas. Dona Leonor Guimarães, muita vezes, confeccionava, para as mais pobres, roupas adequadas. A tão esperada Primeira Comunhão era um ritual de passagem. Marcava o ingresso da criança na adolescência. A família comemorava. Cumpridas as etapas da catequese e da Primeira Comunhão, muitas ingressavam na Cruzada Eucarística, na qual, além da convivência social, esportiva e cultural, aprimoravam os conhecimentos religiosos, que qualificariam os homens para a Congregação Mariana, as mulheres para a Pia União das Filhas de Maria. A formação religiosa desses jovens, iniciada no Catecismo Paroquial, os acompanhava por toda a vida.

Jornal "O Estafeta" - abril de 2005
Piquete, SP

Voltar

 

 

 

| Home | Contato | Cantinho Infantil | Cantinho Musical | Imagens da Maux |
l
Recanto da Maux | Desenterrando Versos | História e Genealogia l
l
Um Herói nunca morre l Piquete - Cidade Paisagem l
MAUX HOME PAGE- designed by Maux
2003 Maux Home Page. Todos os direitos reservados. All rights reserved.