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Oficina de Santa Rita de Cássia

 

 


Componentes da Oficina de Santa Rita de Cássia.
Arquivo Ilce Nunes Pazzini

Oficina de Santa Rita de Cássia

A Oficina de Santa Rita de Cássia foi fundada em 1972 por incentivo do Vigário da época Pe. Pedro Verdumen que sugeriu como apostolado às senhoras que participavam de um grupo de reflexão bíblica, uma ação concreta: costurar para os pobres da Vila Vicentina e outros necessitados. Aceita a sugestão começaram a trabalhar. Mais tarde tiveram conhecimento da organização das Oficinas de Santa Rita de Cássia, conseguiram um Estatuto (Regimento Interno), estudaram e com o parecer favorável do Vigário resolveram adotá-lo nos trabalhos. A partir dessa época, em meados de l972, passaram a confeccionar enxovais para recém-nascidos e doá-los às gestantes carentes da paróquia e município. Para que tudo se tornasse possível, organizaram fichas e pediram auxílio às pessoas que pudessem colaborar com trabalho, material e dinheiro.
A Oficina funcionou durante vários anos em uma das salas do Salão Paroquial. Todos os vigários que assumiram a paróquia a partir dessa data, aceitaram e incentivaram os trabalhos do grupo que apesar da autonomia, continuou um grupo filiado à Paróquia de Piquete. Com a necessidade de maior espaço, e também porque o Vigário precisava da sala para atividades catequéticas, as componentes da Oficina peregrinaram por vários locais obtidos gratuitamente, ex: Casa da Amizade, Salão da Banda, Antiga Casa Paroquial o que ocasionava muito trabalho para o grupo, pois quase todos os anos mudavam de local. Como trabalhavam também com um bazar de roupas usadas, doadas pela comunidade, o trabalho de mudança gerava problemas, pois as pessoas perdiam tempo procurando pelo novo endereço. Conseguiram então, no começo do ano 2000, que a Mitra Diocesana cedesse um terreno de sua propriedade onde construíram a sede na qual estão trabalhando. Conseguiram a doação do material de construção, trabalho voluntário de pedreiros, serventes e outras pessoas. Em 20 de maio de 2002, inauguraram o novo local de trabalho. 

Será impossível nomear todas as pessoas que trabalham ou trabalharam, pois são inúmeras, dentre elas, continuam ainda desde a fundação as senhoras Eunice Prado Nunes, Celina de Barros, Vera Meireles, entre outras. Muitas já faleceram como as senhoras Benedita Gerônimo, Abília e Vicentina.
 O enxoval confeccionado pelas operárias da oficina é composto de:
Uma manta de retalhos;
Um cobertor de bebê;
Dois cueiros;
Doze fraldas;
Uma calça plástica;
Três conjuntos pagãozinho;
Três paletós de flanela;
Dois mijõezinhos;
Um macacão;
Dois pares de sapatinhos e mais algumas roupas usadas doadas por pessoas da comunidade.
Na oficina trabalham espontaneamente os doadores de serviço (costurando as peças). Os arrecadadores recebem as doações em diversos setores da cidade. Outras pessoas trabalham em sua própria residência, costurando, tricotando sapatinhos, paletós de lã, etc... Também mantém um bazar de roupas usadas, que vendem aos menos necessitados por um preço bem acessível e daí conseguem uma boa renda para compra do material que usam na confecção dos enxovais. A média de enxovais doados durantes esses anos tem sido por volta de cento e setenta e cinco. 

A Oficina está localizada à rua Maria Aparecida Ferreira Leite, no Bairro do Brás, bem perto da Avenida Tancredo Neves (antigo ramal férreo). Sua diretoria atual está composta de:
Presidente – Ana Roque Pires;
Vice Presidente – Regina Nunes Caetano;
Secretária - Ismênia Santos;
Segunda Secretária – Vera Meireles;
Tesoureira – Eunice Prado Nunes;
Segunda Tesoureira – Selma Maria Prado Nunes Ramos da Silva;
Diretora Espiritual – Adelina Bangoim.

Texto e fotos de Ilce Nunes Pazzini

Obs. Segundo informações que nos foram repassadas pela autora do texto, o único homem e grande incentivador não religioso dessa Oficina foi o senhor Oswaldo Coelho Nunes. Infelizmente, falecido em 21/05/2000, não pode conhecer a sede própria da Oficina. Mas, por uma coincidência do destino, seu sepultamento aconteceu no dia seguinte, 22 de maio, data em que a Igreja Católica reverencia Santa Rita de Cássia.

Maux

 

 

 

 

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