PIQUETE - CIDADE PAISAGEM
História

Sociedade de São Vicente de Paulo

A Vila Vicentina de Piquete e sua Capela


Capela de São Vicente de Paulo, antes da reforma da Vila Vicentina, em Piquete
Foto de Lety

Durante o ano de 1939 cogitou-se construir um albergue noturno em Piquete. Essa iniciativa partiu do Sr. Francisco Veloso, proprietário e redator do jornal "O Monitor", semanário que circulava pela cidade. Justificava tal iniciativa o deprimente espetáculo de pobres peregrinos e viandantes a pernoitar pelas ruas, dormindo em bancos de jardins ou calçadas. Com o apoio de "O Monitor" foi formada uma comissão pré-albergue, que passou a sensibilizar a população para aderir a esse empreendimento. Aconteceu, porém, que a Associação dos Vicentinos havia projetado construir uma Vila para a "pobreza desamparada do município". Os objetivos das duas obras não eram diferentes e, se fossem tocadas juntas, corria-se o risco de que nem uma nem outra viessem a se concretizar. Criou-se, então, uma animosidade entre os propugnadores dessas iniciativas: de um lado, o jornalista Francisco Veloso defendendo a idéia de um albergue e, de outro, o pároco de Piquete, Septímio Ramos Arantes, em defesa da Vila Vicentina. O auge da pendenga ocorreu em outubro de 1939, quando, numa reunião concorrida e tumultuada, que contou com a presença de ambas as partes,decidiu-se construir a Vila Vicentina. Esse empreendimento ficaria a cargo da Sociedade São Vicente de Paulo, cujo presidente, na ocasião, era o senhor Venino Vieira Soares. Alguns dias após, o vigário nomeou uma comissão encarregada de angariar donativos em prol da Vila. Composta pelos senhores Antônio José de Almeida, Horácio Pereira Leite, Godofredo Guedes, Octávio Cândido Ribeiro e Lindolfo da Costa Manso, essa comissão começou a trabalhar de imediato. O terreno para a construção da Vila foi doado por José de Almeida, de maneira que, no dia 17 de dezembro de 1939, o bispo diocesano D. André Arcoverde e grande número de fiéis se dirigiram até a rua Camilo Barbosa, na entrada da cidade, onde se procedeu à bênção da pedra fundamental da Vila Vicentina. Em seguida, foi lavrada uma ata, assinada pelos presentes, em duas vias, uma das quais foi encerrada com a pedra fundamental, algumas moedas e um número do jornal "A Ordem". As obras de construção tiveram início de imediato, dirigidas por uma comissão escolhida pelo Conselho Vicentino. Dela faziam parte Salomão José Neto, Lauro Nunes e Ismael Marques. Por essa época, outra iniciativa digna de aplausos aconteceu na Paróquia: o Conselho Vicentino fundou um ambulatório para os pobres e contrataram-se os médicos Dr. André e  Miguel Siqueira, de Cachoeira Paulista, que, de imediato, passaram a clinicar todas as quintas-feiras,de manhã e à tarde, no ambulatório provisório, que funcionou na sede da Congregação Mariana. Esse ambulatório foi denominado "Ambulatório Cel. José Mariano". Os trabalhos aceleraram-se. A comissão de obras e os vicentinos se desdobravam em busca de recursos para a construção das casas. As cinco primeiras foram construídas por donativos de D. Mariana Relvas e a sexta foi doação de José de Brito Júnior, prefeito municipal. Em setembro de 1940, quando da festa de São Miguel, o Padre Septímio organizou uma grande quermesse em prol da Vila Vicentina e do Ambulatório. Nomeou uma comissão formada pelo Cap. Olegário Marcondes, Odilon Soares da Costa, João Vieira Soares, D. Letícia F. Ribeiro, José Costa Ferreira, Ana Eulália da Encarnação Arantes, Brás Pereira de Olivas e Benedito Nunes de Oliveira. Com o apoio da Fábrica, armou-se a quermesse na grande várzea onde estava sendo construída a Vila Operária Duque de Caxias. O êxito foi total. Arrecadaram 12.000$000, o que acelerou a construção de novas casas. No dia 25 de outubro de 1940, com grande festa, foram benzidas treze casinhas para nossos pobres. Durante essa cerimônia falou o padre João M. Guimarães, "enaltecendo a Sociedade de São Vicente de Paulo que, já nos tempos do seu paroquiado em Piquete cogitara erguer essa obra de caridade". Concluída essa etapa, as obras dos vicentinos continuaram. A construção de uma capela de São Vicente de Paulo era o sonho dos paroquianos. Assim, em 21 de julho de 1946, com a presença do Pe. Juca, vigário de Piquete, e com a aguardada visita do Pe. Septímio Ramos Arantes, ex-vigário da paróquia, foram benzidas a Capela e as novas casinhas da Vila.

Publicado no Jornal "O Estafeta" - fevereiro de 2003


São Vicente de Paulo

- Eu estava com fome...
- Eu estava com sede...
- Eu era forasteiro...
- Eu estava nu...
- Eu estava doente...
- Eu estava na prisão...
...E VOCÊ CUIDOU DE MIM.

 

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Beato Antônio Frederico Ozanam

Uma entidade altamente benemérita

No ano de 1833, em Paris, o jovem Antônio Frederico Ozanam, então estudante universitário e, mais tarde, professor da célebre Sorbonne - a mundialmente conhecida universidade de Paris, reunia-se em conferências periódicas, com mais seis colegas, para discutir sobre assuntos gerais e sobretudo sobre os graves problemas que preocupavam a igreja e afetavam sobremodo as classes mais carentes da periferia da cidade - as famílias pobres. Depois de vários encontros em "conferências teóricas", eles sentiram a necessidade de fazer algo prático e concreto em favor dessas famílias. A partir daí, passaram a visitá-las, levando-lhes o conforto pessoal de sua presença amiga e deixando-lhes, na despedida, uma sacola de mantimentos para ajudar a sua manutenção durante a semana. Nasciam assim as conhecidas Conferências Vicentinas, com o nome de Sociedade de São Vicente de Paulo, nome dado à novel entidade, como homenagem a São Vicente - o santo da caridade que vivera quase duzentos anos antes. E por isso, também, o porquê do nome de conferências, pequeno núcleo de membros denominados confrades os do sexo masculino e consócias os do sexo feminino. Espalhando-se rapidamente pela Europa e por todo o mundo, dado o seu caráter de assistência espiritual e social, a Sociedade de São Vicente de Paulo chegou ao Brasil no final do século passado e, a Piquete, há mais de sessenta anos. Eis como aconteceu: em 1929, o Sr. Paulino Cursino das Chagas, confrade vicentino, residente em Lorena e exercendo a função de Coletor das Rendas Federais em Piquete, convidou o Escrivão da Coletoria, José Vieira Soares, para fundar a Sociedade de São Vicente de Paulo em Piquete, o que foi feito com a instalação da Conferência de São Miguel, isto a 28 de abril de 1929. Entre os primeiros vicentinos contavam-se: José Vieira Soares (presidente), José Venino Vieira, José Pinto de Almeida, Salviano Pinto de Souza, Nicanor Bento Gonçalves e Herculano Gonçalves. Em 26 de outubro do mesmo ano, instalou-se a Conferência de São José, no Bairro do Itabaquara, tendo como presidente o confrade José Rodrigues de Souza. Em 1934, com a posse do Pe. João Marcondes Guimarães como pároco efetivo de Piquete, aumentou o número de membros da sociedade, havendo a necessidade da fundação de novos núcleos, a saber: Conferência de São Sebastião, a 19 de março de 1934, e Conferência de São Benedito, a 27 de julho de 1934, da qual eu fui confrade até o ano de 1975, quando mudei minha residência para São José dos Campos e ali ingressei na Conferência Senhor Bom Jesus. Com a existência de quatro conferências, instalou- se, de acordo com as regras da sociedade, o Conselho Particular de Piquete, o que se deu a 29 de julho de 1934, tendo como presidente o confrade José Venino Vieira. A partir daí, novas conferências foram sendo instaladas no perímetro urbano, na periferia e na zona rural, sendo atualmente vinte e seis o número de conferências, com mais de duzentos e cinqüenta membros ativos. O objetivo da Sociedade de São Vicente de Paulo é a santificação dos seus membros, através da prática da religião cristã, da assistência espiritual e temporal às famílias pobres e ainda a promoção dos seres humanos, indistintamente. As diversas conferências, com as respectivas diretorias compostas de presidente, secretário, tesoureiro e outros membros, reunem-se semanalmente. Depois de tomar conhecimento das incumbências realizadas pelos membros visitadores, na semana anterior, é feita uma coleta secreta e o presidente designa dois membros para cada família que será visitada na semana seguinte. Além dos trabalhos normais da visitação domiciliar, que é a finalidade principal da conferência, a Sociedade de São Vicente de Paulo procura, dentro das suas possibilidades financeiras, instalar e manter outras obras de atendimento à população pobre do município. Em Piquete, são as seguintes as obras especiais mantidas pela sociedade:

 Vila dos Pobres - A chamada Vila Vicentina foi instalada em 1939 e conta hoje com trinta e oito casas de habitação individual por família e mais a capela, a cozinha, o refeitório, a despensa, uma mini-enfermaria e a horta-pomar. 

Ambulatório Cel. José Mariano - Foi instalado no ano de 1940, atendido inicialmente pelos irmãos médicos Dr. André e Dr. Miguel Arcanjo, de Cachoeira Paulista e, posteriormente, pelo Dr. José Amoroso, para atendimento de consultas médicas, aplicação de injeção, curativos e fornecimento de remédios, tudo gratuito, não apenas às famílias assistidas pelas conferências, mas também a outras pessoas carentes. A denominação Cel. José Mariano dada ao ambulatório explica-se porque aquele benemérito cidadão, além de ter sido um líder como homem público que, representando a Vila Vieira do Piquete na Câmara Municipal de Lorena, lutou e conseguiu elevar nossa terra à categoria de cidade independente, foi também um apóstolo da caridade, atendendo gratuitamente a todos os enfermos que o procuravam, com o seu conhecimento prático, através de um livro que possuía sobre Medicina. 

Laboratório de Análises Clínicas - Dada a dificuldade de as pessoas carentes conseguirem análises clínicas gratuitas, foi instalado o Laboratório de Análises, em 1969, com o atendimento gratuito pelo confrade Paulo Ribeiro de Aguiar a todos os pobres. Em convênio com a Prefeitura Municipal, inicialmente foram atendidos todos os alunos das escolas urbanas e rurais, para combater a grande incidência da verminose, com ótimos resultados, o que diminuiu enormemente o índice de mortalidade infantil. 

Artesanato - Após um curso para pedreiro, promovido pela Sociedade Vicentina, em convênio com o SENAI de Taubaté, quando lá lecionava o piquetense Oscar V. Soares, o Conselho Particular Vicentino construiu, em 1972, um prédio (que poderia ser o embrião de uma escola profissionalizante) e ali instalou uma oficina de marcenaria, uma sala de corte e costura, a despensa do pobre e uma sala para catequese. 

Despensa do Pobre - Com a instituição da campanha do Quilo, teve início a coleta de gêneros alimentícios, feita pelos confrades e consócias, os quais recolhem as ofertas por toda a cidade, preparam a cesta básica de acordo com o número de pessoas da família e fazem a distribuição a cerca de 120 famílias, reservando uma parte para a cozinha da Vila Vicentina. 

Natal dos Pobres - Desde 1959, é promovido o Natal dos Pobres, tendo sido contempladas no ano findo duzentas e tantas famílias, com cerca de oitocentas pessoas, as quais recebem roupas, gêneros alimentícios, doces, balas, biscoitos e carne. 

Campanha do Agasalho - Na época do inverno, os pobres assistidos pelas conferências recebem cobertores e outros agasalhos doados pelas famílias piquetenses e inclusive uma generosa oferta do piquetense residente em São Paulo - Dr. Benedito Nogueira de Macedo que envia cem cobertores todos os anos. 

Casa Padre Septímio Ramos Arantes - Em 1962, uma comissão de piquetenses tomou a iniciativa de construir um prédio para nele instalar uma Santa Casa. A Sociedade de São Vicente de Paulo, em convênio com a referida comissão, destinou para esse fim um terreno de sua propriedade, constando do respectivo contrato que todo o patrimônio da futura obra seria devolvido à Sociedade Vicentina se, no prazo de dez anos, a obra em questão não fosse destinada ao fim a que se propunha. Construído o prédio, mas não tendo a comissão condições de aparelhá-lo e fazê-lo funcionar como Santa Casa, principalmente porque a cidade já possuía o hospital-maternidade da FPV que atendia a toda a população local, o prédio foi devolvido à Sociedade Vicentina, percorridos onze anos, conforme Revogação de Escritura Pública de Doação. De posse do prédio, o Conselho particular Vicentino projetou nele instalar um Lar para Idosos, o que não foi possível concretizar pela dificuldade de se conseguir, na época, uma congregação religiosa de irmãs, disponível para administrar a pretensa instituição. No momento, no citado prédio, encontra-se instalada a casa de retiros dos vicentinos e de encontros para membros de outras associações e movimentos da igreja. O nome de Padre Septímio Ramos Arantes, dado à casa, foi uma homenagem a esse sacerdote que dirigiu nossa paróquia de 1937 a 1939, sendo ele um grande incentivador da causa vicentina em nossa terra. 

Promoção Humana - A par de toda a assistência espiritual e temporal às pessoas carentes, o Conselho particular Vicentino vem assistindo juridicamente, há mais de vinte anos, todos aqueles que procuram benefícios do INSS e do FUNRURAL, como também outros direitos junto a órgãos públicos. 

Em linhas gerais, esse é o histórico da Sociedade de São Vicente de Paulo, uma benemérita entidade que em Piquete, como em toda parte, vem cumprindo fielmente a máxima evangélica do amor ao próximo, como está no Evangelho de Mateus: "Tive fome e me deste de comer, estava nu e me agasalhaste, estava doente e me socorreste" (25, 35-36), e ainda na Carta de Tiago, quando ele afirma que "a fé sem obras é morta" (2, 14-17). 

João Vieira Soares
"Minha Terra... Minha Gente... Minha Vida..."


O Pe. Septimio e vicentinos quando da inauguração da Capela de São Vicente de Paulo.
Foto de 21/07/1946. publicada no Jornal "O Estafeta"

 

Veja o trabalho desenvolvido pelos Vicentinos em Piquete:
http://arlete2005.multiply.com/photos/album/32/Vila_Vicentina

 


Grupo de idosos atendidos pela Conferência Vicentina no "Lar dos Vicentinos", em Piquete.
À direita, Luiz Vieira Soares e à esquerda, José Gomes de Siqueira, antigos vicentinos piquetenses.
Foto publicada no Jornal "O Estafeta".

 

História das Irmandades em Piquete
A Organização Vicentina em Ação Cidadã: Uma homenagem

José Gomes de Siqueira reservou-me algumas horas de seu precioso e merecido descanso para conversarmos sobre a Congregação dos Vicentinos piquetenses e sua importante obra social. Empenhou-se o ilustre cidadão em consultar atas da organização e fornecer os nomes dos vicentinos falecidos, lembrando com afetividade suas participações e particularmente a do fundador e estimulador da obra, o padre Septímio Ramos Arantes. A lista que se segue é a dos nomes dos vicentinos que dedicaram parte de suas vidas à obra da construção da Vila Vicentina, à da irmandade propriamente dita e à da difusão das idéias que, congregando as famílias em seus bons propósitos, tiveram em mente o atendimento aos mais necessitados. Foi daí que a Congregação Vicentina nasceu, cresceu e se tomou, pelo empenho de seus associados, uma agremiação católica exemplar, esteada nas famílias e nelas vocacionada. Portanto, uma homenagem é devida a essas nobres pessoas que, marcando o século XX em nossa cidade, estamparam um modelo que não dependia do padrão criador patrocinado pela Fábrica Presidente Vargas. O que, se de um lado constituiu um exemplo à parte do consagrado modelo, e independente dele, de outro, permite comprovar que cidadãos unidos, bem dispostos, portadores de uma crença solidificadora e unificante podem se organizar, construir e alcançar boa finalização em seus projetos. Por sua vez, cumpre reconhecer a sempre bem disposta maneira pela qual a população tem atendido ao chamado pela cooperação: nas campanhas, nos eventos, nas festas. Particularmente, a festa anual de São Vicente tomou-se não apenas uma referência no Bairro, como na cidade e, em certos casos, até em além-fronteira. Relativamente à homenagem merecida pelos que vivenciaram e passaram pela Associação Vicentina como membros efetivos até o registro de fevereiro de 2005 e nela deixaram impregnadas as suas obras, segue-se a lista fornecida por José Gomes de Siqueira. Nela, as lembranças ainda vivas para muitos são provas testemunhais da ação cidadã representada pelo movimento vicentino. Movimento não só católico, como cristão, nascido na Igreja, e nela vinculado, mostrando ser possível, além de comparecer aos atos litúrgicos, portar insígnias e simbologias e realizar ações concretas. A presente lista é referenciada em atas desde 1934. Trata-se de prova documental do arrolamento dos Vicentinos piquetenses falecidos: Pe. Septímio Ramos Arantes, José Pinto de Almeida, Paulino Gomes Sardinha, José Rodrigues de Souza, José Rodrigues de Souza Filho, José Vieira Soares, José Venino Vieira, Luiz Vieira Soares, João Rodrigues de Carvalho, Ismael Marques de Almeida, Arthur Alves, João Eleodoro da Silva, João Soares de Miranda, Pedro Alves, Pedro Sarto, José Crispim de Meireles, Herculano Gonçalves, Vicente Dias dos Reis, Salomão José Neto, Castorino Pedro Nunes, Jovino Aureliano, José Roseira, José Nascimento de Oliveira, Aníbal Roque, Augusto Rodrigues Bastos, Nelson Bacariça, Oswaldo Marcelino de Toledo, João Jerônimo, Sebastião Salomão Pedroso, Rosária Pedroso, Augusto Joaquim, João Ferreira, Erasmo Beckmann, Maria Vieira Soares Coelho, Benedito Jorge da Silva, Edu Passo, Benedito Rosa de Lima, Vicente Machado, Maria Helena Soares, Luiz de Barros, Manoel Rosa de Andrade, Joaquim Agostinho Costa, José Osório Martins, José Leite Ribeiro, Sebastião Anacleto, Antônio Carlos de Oliveira, Rodolfo Beckmann, Olívio Pinto Ribeiro, José Carlos Rodrigues, Lino Silvério, Enita de Castro Barros, Olívia Rodrigues da Silva, Domingos Floriano Teixeira, Vicente Dias dos Reis, Carlos Vieira Soares, João Vieira Soares, Maria do Carmo de Castro, Maria Antônia da Costa Silva, Ana Rodrigues Leal Freire, Vicente Dias dos Reis, José Arantes, Paulo Aguiar. (Documento recebido em 03-02-05 ). Não faz muito tempo, embora não tenha precisamente registrado a data - provavelmente nos finais da década de 1980 - visitei o padre Septímio Ramos Arantes em sua paróquia, em Pinheiros, São Paulo. Estava já bastante idoso, mas não perdera o brilho intenso dos olhos, tradutores da vontade firme do incansável batalhador e animador dos fiéis do rebanho. Reconhecidos, os cidadãos pinheirenses, de São Paulo, homenagearam-no com uma placa denominadora da praça em frente à bela e majestática igreja dedicada a Nossa Senhora, onde ele encerrou sua frutuosa carreira de presbítero, ao falecer. Por lá costumo passar freqüentemente. Nunca deixo de dirigir minha atenção à placa indicativa do nome do ilustre padre Septímio Ramos Arantes, humilde entre os humildes, nobre entre todos, pela espiritualidade e pela exemplar dedicação à obra cristã. Como em Mateus, 5:13 a 15, esses vicentinos praticaram e praticam a virtude da ação correta; portanto, tornaram-se e tornam-se testemunhos, na palavra e no gesto, como sal da terra e luz do mundo. O testemunho é a força da História. Agradeço o empenho de José Gomes de Siqueira pela providência do documento. Nota: se for notada a ausência de algum nome, solicito enviar-me por escrito para a devida inclusão.

Dóli de Castro Ferreira
Jornal "O Estafeta"  - Março de 2005


Atual Capela da Vila Vicentina - 2012
Foto de Lety

 

 

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