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PIQUETE -
CIDADE PAISAGEM |

Professorandos de 1955, após missa de formatura, frente à antiga
Matriz.
Fila da frente da esquerda para a direita: Marizinha Peixoto, Dinah
Encarnação, Georgina, Myrthes Mazza, Euzira Rosa, Ana de Lourdes Ramos, Dalila e
Guiomar.
Segunda fila, mesma direção: Dulce Damico, Janira, Cida Pinto, Lucy
Mesquita, Mabel (Bezinha), Eurico Oliveira, José Carlos, José Dito, Humberto
Moliterno, Betinho Luz.
Fila de trás, mesma direção: Silvio Vilela, Alaide de
Andrade Moreira, Mariinha Mota, Suely, Luiz Arantes Neto (só de perfil), José
Leite, Arthur, Zé Maria, João Vieira Soares,
Paulo Nader e Osvaldo Germano.
Faltam na foto: Acácia, Edméia Ferreira, Benedito de Paula e Eunice Gonçalves.
Reconhecimento dos colegas por Betinho Luz.
Arquivo Mariinha
Mota
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Embora de âmbito particular, porque mantida e administrada pelo Departamento de Assistência Educacional da Fábrica Presidente Vargas, a Escola Normal Duque de Caxias sempre foi considerada um patrimônio de Piquete. Fundada em 1950, a Escola Normal sempre funcionou na Vila Duque de Caxias, em pleno coração da cidade, diplomando centenas de jovens e adultos de ambos os sexos, até a sua extinção, quando o Departamento de Assistência Educacional começou a ser desativado, sob a justificativa de que somente ao Estado e ao Município cabe a manutenção de escolas. Participando da terceira turma de alunos diplomados, devo à Escola Normal Duque de Caxias o início de minha formação pedagógica (que seria completada na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras) e a possibilidade de exercer oficialmente o Magistério nos Cursos mantidos pelo Departamento de Assistência Educacional e, posteriormente, em escolas estaduais e particulares. Devo igualmente à Escola Normal a diplomação de quatro filhos meus como professores. É muito gratificante recordar os anos passados freqüentando os bancos escolares, na Escola Normal, para a aquisição de conhecimentos específicos, mas também, e principalmente, pela amizade e pelo espírito de fraternidade reinantes entre os colegas, amizade e fraternidade que extrapolaram o período de estudos e perduram até hoje, mais de trinta e nove anos passados desde a nossa formatura. De fato, sendo a maior turma diplomada (trinta e três alunos), jamais houve entre os colegas, ou destes com os professores, o mais leve senão que pudesse empanar a harmonia no ambiente escolar. Bem diferente de outras turmas, muito menores que a nossa, que viviam se digladiando em "pé-de-guerra", formando "partidos" que se hostilizavam com ofensas verbais. A maior prova da amizade e harmonia entre os integrantes de nossa turma está no fato de que a partir do nosso "jubileu de prata" de formatura, nos encontramos a cada cinco anos, marcando presença ex-alunos residentes nos mais diferentes pontos do Brasil. Em todos esses "encontros" de confraternização, sempre iniciados com uma missa de Ação de Graças, passamos longas horas agradáveis e descontraídas, com brincadeiras de toda espécie (gozações, cantos, teatro, declamações, etc. ) focalizando algo particular de todos os colegas. No encontro dos vinte e cinco anos, solicitado, dirigi palavras carinhosas aos colegas, relembrando alguns fatos pitorescos acontecidos conosco no período escolar. Para o encontro dos trinta anos de formatura, compus modestas quadrinhas retratando, uma a uma, nossas principais características. E no último encontro dos trinta e cinco anos, além das brincadeiras costumeiras, foram relembrados, num preito de saudade e respeito, os participantes de nossa turma, já falecidos: Alayde de Andrade, Eurico Ferreira de Oliveira, Luiz Arantes Neto, Sylvio Vilela Pinto e o nosso diretor, Prof. Leopoldo Marcondes de Moura Neto. Autor: João
Vieira Soares |

Professorandos de 1955 com o Diretor Prof. Leopoldo
Arquivo
Rossana Mazza Masiero
quando aqui nos encontramos. A saudade aumentou, e por isso nós voltamos. Dulce, Lourdes, Mariinha comandaram a brincadeira, com momentos de alegria que duram a vida inteira. Ninguém escapou do crivo de sua fina ironia. Tudo em tom alegre e vivo, com bom senso e fidalguia. 'Stou um pouco embaraçado, pelas quadrinhas que fiz. São versos de pé-quebrado. Mesmo assim, estou feliz. Sempre fui um bom colega e assim, com muita coragem, peço a vocês uma trégua, pra descrever-lhes a "imagem": Do Zé Carlos - a "traquinagem". A competência da Eunice. Do Betinho - a "malandragem". Da Dulce - a "tagarelice". Do trocadilho amante, Oswaldo - o nosso amigo falava em tom triunfante, escutem aqui o que digo: Claparéde - o pedagogo, não tinha esse nome não. Mas ganhou-o, desde logo, tendo a rede sempre "à mão". E igualmente, Platão - o filósofo querido - por ser um grande "glutão", ficou assim conhecido. Pitágoras, finalmente, tem seu "dia de Quilombo". Foi desse modo, somente, que o cigarro deu-lhe "um tombo". A Diná sempre tranqüila, Georgina bem-comportada, ao contrário da Dalila que era mesmo "endiabrada"! "Não sai coelho desse mato" pode ser uma verdade. Mas, na Elzira, esse fato deixou de ser realidade. "A causa perdeu o efeito" . Digo com todo respeito. A Mariinha, também, que ao glorioso São Bento sempre dizia "amém". Deixou de estar "cem por cento". Ela está no seu direito - pois tudo tem o "seu tempo" - também, com muito respeito. Qual uma melindrosinha era a nossa Lucy. Sem esquecer a Lourdinha com o seu "suflê de chichi". Zé Leite e seu repertório sobre o Seabra - seu primo. E o Paulo, de suspensório, davam uma dupla - um mimo! Marizinha - musicista! Num compasso bem-marcado, "cantou" de primeira vista um solfejo "decorado". Arthur, sempre competente em teoria musical, auxiliava toda a gente. Um colega sem igual! Nossa amiga Guiomar, com seu olhar sempre terno, deliciava o Vidal e ignorava o Moliterno. Acácia, boa amiguinha, não era nada "coquete". Janira, muito magrinha. e Myrthes, nossa "vedete". Suely esqueceu o "trauma". Foi coisa só de momento. Mais tarde "lavou a alma". Bom remédio é o casamento! Edméia, sempre aflita, ao pensar no "queridinho". Diga o mesmo o "Santa Rita", amante da Zoologia. Pra limpeza "do salão" meu compadre Benedito que virou "potência/ação", pôs de lado o "mindinho". Usa agora um palitinho recoberto de algodão. (É asseado e mais bonito) Uma coisa só eu sinto: digo sempre e repito - e isso ninguém queria - que a Mabel e a Cida Pinto - e outras que aqui não cito - ficassem para "titia". E para este escriba, nada? Disso falamos depois, da sua grande "mancada" de andar "a cavalo em bois". E num preito de saudade. Essa "coisinha" tão bela. É sempre bom recordar com respeito verdadeiro: a Alayde de Andrade, o Luiz, o Sílvio Vilela, e Eurico - o bom "sanfoneiro". E sem qualquer "badalação", a ele o nosso louvor. Digamos de coração: Viva o nosso Diretor! Encontro de confraternização, no 30º aniversário de formatura dos professores da Escola Normal Duque de Caxias (dezembro de 1985) Autor: João Vieira Soares "minha Terra... Minha Gente... Minha Vida..." Página formatada em 12 out 2004 |

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Do livro de
recordações de Mariinha Mota: desenho de Luiz Arantes Netto


Do livro
de recordações de Mariinha Mota: desenho de José de Souza Leite (J.
Milk)

Do livro de
recordações de Mariinha Mota: desenho de Humberto Moliterno
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