FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA


AMÉRICO BENITEZ
9º BE Comb - Aquidauana-MS
1G-286432

 

Américo Benitez nasceu em 12/10/1922, em Ponta Porã-MS, filho de Ciriaco Benitez e Aleja Villalba. Antes da guerra, morava com sua família, muito pobre e numerosa, na zona rural, onde Américo era costureiro de juta e ensacava erva mate na Cia. Erva Mate Laranjeira, em Campanário. Apresentou-se como voluntário em Ponta Porã, de onde foi enviado para treinamento em Aquidauana e Rio de Janeiro. Américo Benitez compôs o segundo Escalão da FEB, integrando o 9º Batalhão de Engenharia, a primeira tropa de Engenharia a atravessar o Oceano Atlântico para combater em outro continente. Ele foi o  primeiro elemento do 9º BE  e da FEB a entrar nos campos de operação da Itália. Conforme dados obtidos de seu Certificado de Reservista, Américo Benitez serviu no Teatro de Operações da Itália de 06/10/1944 a 24/07/1945.  Atuou como motorista e, conforme contou aos seus familiares e amigos, enfrentou muito frio e muita neve nas montanhas, teve seu corpo quase totalmente congelado dirigindo um jipe. Se não fosse sua fé em Deus e seu protetor Santo Antônio não teria voltado vivo. Ele diz sempre que jamais vai esquecer das bombas caindo perto dele e matando seus companheiros. Era barbeiro e por camaradagem cortava os cabelos e fazia  a barba deles. Um dia, ele avisou: "Vai cair uma bomba aqui..." Afastou rapidamente; os outros não acreditaram e permaneceram onde estavam. A bomba caiu e todos morreram. O interessante era essa intuição, avisos que faziam com que ele se livrasse das situações de perigo. Em homenagem a esses companheiros falecidos mandou construir uma cruz de malta na praça Guia Lopes em Campo Grande. 


Américo Benitez é o primeiro, da direita para a esquerda,
de capacete e perfil, no navio Pedro II, de retorno ao Brasil.

No final da Guerra, ele conta da Grande Festa no Rio de Janeiro quando foram recebidos como heróis.  Depois disso foi porteiro de um órgão federal em Cuiabá; nas horas vagas atuava como barbeiro. Três anos depois da Guerra, em 26/12/1948, casou-se com Sara Garcete Benitez com quem teve 11 filhos.


O veterano Américo Benitez

O matrimônio durou 58 anos, terminando com o falecimento de sua esposa em 08/09/2006. Sara foi uma grande guerreira também, pois trabalhou como cabeleireira e costureira, desempenhou o papel de pai e mãe, pois seu esposo adoeceu seriamente por conta dos traumas de guerra, com vários internamentos psiquiátricos. 

Ela era muito religiosa. Ambos foram Ministros  de Igreja  e, finalmente, como num milagre, Seu Américo, lá pelos 60 anos venceu outra guerra, agora contra o alcoolismo.



Américo Benitez e seus companheiros ex-combatentes.

 A situação econômica somente melhorou quando os ex-combatentes, após muita luta das associações, tornaram-se parte de Quadro Especial no Exército, recebendo o suficiente para o sustento da família.

Hoje, Seu Américo vive sob os cuidados de seus filhos e, apesar de suas limitações de saúde, mantém seu otimismo e sua bravura. Mesmo em situações difíceis não reclama de nada. Em tempo gostaríamos aqui de prestar-lhe as homenagens merecidas.

Campo Grande, 18/05/2008


Texto e fotos de Silvia Mara Benitez, prestando essa homenagem, dos 11 filhos, netos e bisnetos de Américo Benitez.


 

Informações de Roberto Graciani:

Partida para a Itália: 22/09/1944
Retorno ao Brasil: 17/09/1945

Assista vídeos onde Américo Benitez aparece:

http://videosxd.net/vervideo.php?en=youtube&q=expedicionaria&video=Kl3OrkCF2rI

http://videosxd.net/vervideo.php?en=youtube&q=expedicionaria&video=JI4h6XvUWiw

Um Herói nunca morre!

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As Origens
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