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FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA |

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JOEL
SILVEIRA |
Joel Silveira foi um jornalista e escritor brasileiro.
Autodidata, cursou até o segundo ano do curso
de Direito. Tido como militante de esquerda e por divergências com seu
pai, o qual considerava um burguês, mudou-se para o Rio de Janeiro, em
1937, disposto a trabalhar como jornalista, função na qual se destacou,
tornando-se, inclusive, escritor. Embora pareça paradoxal o período do
Estado Novo permitiu que ele e mais um grupo de jovens jornalistas, como
David Nasser, Edmar Morel e Samuel Wainer, viessem a se notabilizar pela
"grande reportagem" dos anos 1940, forma encontrada pelos jornais para
sobreviver à censura imposta pela ditadura.
Seu primeiro emprego foi no periódico literário
Dom Casmurro, de propriedade de Brício de Abreu e Álvaro Moreyra, que era
um jornal esquerdista. "E meu irmão começou a mandar de São Paulo material do partido para que eu distribuísse aqui no Rio. Era uma tarefa arriscada, mas ele sempre mandava um dinheirinho dentro; como eu vivia de biscate, aquela era uma ajuda muito útil.." Como repórter e secretário da revista Diretrizes, semanário de propriedade de Samuel Wainer, ali permaneceu até a redação ser fechada pelo DIP, em 1944. Escreveu também para os Diários Associados, Última Hora, O Estado de S. Paulo, Diário de Notícias, Correio da Manhã e Manchete. Seus mais de 60 anos de carreira contabilizaram passagens por diversas redações do país, nas quais ocupou inúmeros cargos. Escolhido por Assis Chateaubriand, dos Diários Associados foi correspondente de guerra junto à F.E.B., apesar de parecer contrário do DIP e do General Dutra, então Ministro da Guerra. Embora houvesse outros candidatos se maior peso para a função como David Nasser, Edmar Morel e Carlos Lacerda, Joel Silveira seguiu para a Itália "Quando me inscrevi para seguir com a FEB como correspondente de guerra, eles fizeram de tudo para que eu não embarcasse. A acusação era a de sempre: comunista." É reconhecido como um dos precursores do jornalismo
internacional e do jornalismo literário no Brasil. Assis Chateaubriand o
apelidou "a víbora" por seu estilo ferino e impactante.
Suas reportagens "Eram Assim os Grã-Finos em São
Paulo" e "A Milésima Segunda Noite da Avenida Paulista" o consagraram como
profissional e hoje são tidas como verdadeiros clássicos do gênero.
Publicou cerca de 40 livros. Agraciado com o prêmio Machado de Assis,
o mais importante da Academia Brasileira de Letras, em 1998, pelo conjunto
de sua obra, foi ainda ganhador dos prêmios Líbero Badaró, Prêmio
Esso Especial, Prêmio Jabuti e o Golfinho de Ouro.
Pouco antes de falecer, foi homenageado no
Segundo Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, realizado
entre os dias 17 e 19 de maio de 2007, pela Associação Brasileira de
Jornalismo Investigativo. Por conta de problemas de saúde, foi
representado pela filha. |
Os
Intelectuais e o Estado Novo
Conversar com Joel Silveira vale tanto quanto ler
suas histórias de repórter e seus contos, espalhados em 38 livros,
lançados em 60 anos de jornalismo. Aos 80 anos e com a memória
privilegiada em forma, o correspondente dos Diários Associados que cobriu
a aventura da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Segunda Guerra
Mundial relembra casos que são um deleite para quem aprecia narrativas
sobre a vida política brasileira entre os anos 30 e 70. Joel foi o tipo de
repórter sortudo, sempre no lugar certo e na hora certa. Por outro lado,
pior para aqueles que estiveram diante dele no lugar errado e na hora
errada. Ele não perdoa, por exemplo, a decisão do Partido Comunista
Brasileiro que autorizou o escritor Jorge Amado a dirigir uma revista
nazista porque Stalin assinara um pacto de não-agressão com Hitler – que
praticamente entregou a Polônia ao exército nazista.
Nesta entrevista exclusiva, além de fazer revelações
sobre a promiscuidade que marcou a relação entre parte dos intelectuais e
o Departamento de Imprensa e Propaganda do Estado Novo, Joel explica por
que dedicou um livro de 650 páginas a contar seus 12 primeiros meses no
Rio, entre os tumultuados anos de 1937 e 1938. O livro, o recém-lançado Na
Fogueira – Memórias, foi o vencedor do Prêmio Machado de Assis, da
Academia Brasileira de Letras, e narra como um garoto de 19 anos trocou a
pequena Aracaju, no Sergipe, pela capital federal para estudar Direito.
Mas o que ele queria mesmo era ser jornalista. Joel chegou com dinheiro
suficiente apenas para pagar três meses de pensão. Entre um bico e outro,
caiu na panela do diabo: acompanhou o golpe que impôs o Estado Novo, viu a
explosão do movimento integralista – ouviu da janela de um sobrado os
tiros do cerco a Getúlio pelos ‘galinhas verdes’ de Plínio Salgado –, a
efervescência do nazismo no Brasil e a violenta repressão do Departamento
de Imprensa e Propaganda (DIP). Como se não bastasse, foi arrastado pelo
irmão comunista para distribuir panfletos sem se dar conta do risco que
corria: acabar nas salas de tortura da Polícia Federal de Vargas, treinada
pela Gestapo de Hitler para punir os inimigos da
ditadura. Enquanto faz as revisões de Mão e Contramão, que
reúne suas memórias e reportagens dos anos 60 e 70 – a ser lançado pela
Mauad em setembro –, Joel anuncia que já tem pronta a continuação de Na
Fogueira – Memórias, referente aos anos de 1939 a 1944, véspera de seu
embarque para cobrir a FEB na Itália. Se o senhor conta um único ano num livro, quantos
serão necessários para contar toda a sua
vida? Joel Silveira – (Risos) Nesse livro, conto como
minha chegada ao Rio coincidiu com um momento crucial da história do
Brasil, em fevereiro de 1937. Aquele foi um ano terrível. Então procurei
fazer um contraponto: conto um pouco da minha história – que não tinha
qualquer importância – e os fatos políticos que ocorreram. Eu já tinha
alguma formação política, pois desde os 14 anos presidira um grêmio e
escrevia em jornal operário. Eu acompanhava muito a política porque meu
pai e meu irmão mais velho assinavam quase todos os jornais e revistas do
Rio. Ao mesmo tempo, tinha um irmão em São Paulo que era do Partido
Comunista. Eu estava entrosado. O senhor chegou e já foi engolido sem querer pelas
tarefas do Partido Comunista? Joel – Tenho a impressão de que a minha vida se
resume a 1937. Meu primeiro emprego mais ou menos certo foi no Dom
Casmurro, do Álvaro Moreyra, que era um jornal esquerdista. E meu irmão
começou a mandar de São Paulo material do partido para que eu distribuísse
aqui no Rio. Era uma tarefa arriscada, mas ele sempre mandava um
dinheirinho dentro; como eu vivia de biscate, aquela era uma ajuda muito
útil. ‘Dom Casmurro’ foi uma publicação literária
importante? Joel – Acredito que foi, depois da Semana de Arte
Moderna de 1922. Claro, foi um movimento que não começou em 1937, mas
culminou naquele ano. Primeiro, tivemos a explosão da literatura
nordestina no mercado editorial, com autores como Graciliano, José Lins,
Jorge Amado, Raquel de Queiroz, José Américo Almeida. O José Américo, na
verdade, foi quem começou tudo, com A Bagaceira, o primeiro livro a trazer
a questão da essência nordestina. Então os jornais começaram a falar, a
querer saber o que estava acontecendo. Havia também um marasmo depois de
22 – dez ou doze anos em que não se fez praticamente nada. Parecia que as
idéias de 22 haviam empacado. Assim, 1937 foi um anos efervescente sob o
ponto de vista literário, cultural e político, principalmente. Quando
estava no auge, veio o golpe do Estado
Novo. Joel – Não, não. Havia uma porção de jornais
literários, mas de vida efêmera. A concorrente do Casmurro era a Revista
Acadêmica, de Carlos Lacerda e Murilo Miranda, que tinha colaboradores
como Rubem Braga, Moacir Werneck de Castro, Arnaldo Pedroso D’Horta e
outros. Do lado de cá, no Dom Casmurro, estavam Álvaro Moreira e o pessoal
novo que chegava. Eram publicações contemporâneas e concorrentes. E havia
também a José Olympio, que era uma editora de prestígio fantástico. Todo
mundo queria ser editado por ela e sua livraria funcionava como um ponto
de encontro de intelectuais todas as tardes. Ou o pessoal ia para lá ou
passava no Dom Casmurro ou na Revista Acadêmica, ou em todas. As três
ficavam próximas, naquele quadrilátero entre a Rua do Ouvidor e a
Cinelândia. Além de artigos políticos ‘Dom Casmurro’ pesquisava
o furo, a notícia literária? Havia uma polarização radical entre esquerda e
direita em 1937. Parece que o DIP soube tirar proveito disso para atrair
intelectuais para o lado do governo,
não? Joel – Naquele momento, ou você era do lado de cá ou
do lado de lá, isto é, do governo. Lourival Fontes, comandante do DIP, era
um fascista e um homem fabulosamente inteligente. Um sujeito culto, lia
tudo, inclusive escrevia muito bem. Acabou socialista (risos). Veja você
que fui eu quem endossou o nome dele para entrar no Partido Socialista...
Fiz isso pelo homem que me perseguiu a vida inteira. Um dia, durante o
Estado Novo, fui com Joracy Camargo a uma granja que ele tinha na região
serrana do Rio e ele fez questão de me pegar pela mão, pois sabia que eu
era de esquerda, e me mostrou uma parede forrada de livros e me perguntou:
‘Sabe o que é isso aí? Todos os livros sobre fascismo. Eu sei mais sobre
fascismo do que o Mussolini. Tenho as obras completas de Mussolini com
dedicatória dele’. Lourival sabia da importância de seduzir
intelectuais para o governo? Joel – Não tenha dúvida. Ele era maquiavélico, sabia
o que estava fazendo. Tanto que se casou com Adalgisa Nery, que era de
esquerda e a grande paixão do Murilo Mendes. O Lourival, fisicamente era o
oposto do Murilo, um sujeito alto, bonitão, bem educado; Lourival tinha um
olho torto, cabelo sempre caído do lado. Ele corrompia com dinheiro, mas
era honestíssimo. Com sua astúcia, sabia que poderia tirar proveito
dividindo a esquerda. O pessoal (escritores e jornalistas) vivia mal e,
logo que ele chegou ao DIP, criou uma revista chamada Cultura muito bem
feita, muito bem paginada e com dinheiro do Erário. Era inspirada numa
revista italiana simpatizante de
Mussolini. Ela foi criada para fazer oposição a ‘Dom
Casmurro’? Quem é o escritor ilustre que colaborou com DIP, de
quem o sr. fala no livro sem citar o
nome? Joel – Eu não gosto de falar no nome desse escritor
porque era uma pessoa fantástica, por quem até hoje tenho uma admiração
muito grande; ele tinha acabado de sair da cadeia. É melhor não falar. É
preciso entender que ele estava para ser despejado com a
família. Graciliano Ramos? Joel – Graciliano só escreveu um conto. O Anibal
Machado também escreveu. Mas ninguém defendia o Estado Novo; eram
colaborações literárias, crônicas, resenhas. Oswald de Andrade também
escreveu. Ele era bem moleque, piadista, gostava de fazer
graça. Havia muita arbitrariedade no governo de Vargas – e
seu livro mostra bem isso –, mas parece que a imagem do estadista e pai
dos pobres se sobrepôs, não? O senhor acredita que o Estado Novo (1937-1945)
reprimiu menos que o Regime Militar
(1964-1985)? Joel – Olha, não reprimiu mais porque demorou menos.
Mas os processos de repressão eram os mesmos. Creio que a tortura durante
o governo de Getúlio era mais ‘refinada’ porque sua polícia de repressão
fora instruída pela Gestapo de Hitler. Os militares de 1964 eram broncos,
torturavam com pau de arara – o que não quer dizer que fossem menos
brutais. Mas o Getúlio não assumia a tortura. Ele sabia de tudo. Inclusive
porque sua filha, Alzirinha, que era muito simpatizante dos estudantes e
da esquerda, contava tudo para ele. Dizia: ‘Patrão, está acontecendo isso
e aquilo’. Havia o navio "Dom Pedro", que ficava ancorado no mar, cheio de
presos políticos. Joel - Alguém ainda tem de contar a história dele.
Esse homem foi senador da República, foi cacique, teve um papel importante
na ditadura militar. O David Nasser chegou a escrever alguma coisa, mas o
Nasser era panfletário. É preciso alguém que conte uma história isenta,
fria, feita por um jornalismo investigativo mesmo. A história não pode ser
escrita por um contemporâneo dele porque não é possível ser imparcial
diante de uma figura daquelas. E a implicância dele com os
nordestinos? O DIP respondia cortando a importação de
papel? http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos/mt200499.htm
Entrevista à Gazeta
Mercantil
No livro, Joel lembra
suas aventuras com humor, misturando o malabarismo que fazia para pagar um
quarto de pensão e garantir a comida e o deslumbre por uma cidade que
vivia seus tempos áureos. Até que se abrigou nas páginas do hoje esquecido
jornal Dom Casmurro, importante publicação literária que circulou nos anos
30. De repente, estava convivendo com Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo,
Cecília Meireles, Oswald de Andrade, Jorge Amado e Marques Rebelo, entre
tantos.

O jornalista e escritor Joel Silveira morreu na quarta-feira (15/8), aos 88 anos, em seu apartamento da Rua Francisco Sá, em Copacabana, no Rio de Janeiro. Repórter de mão-cheia e autor de 40 livros, Silveira era sergipano e morava no Rio havia 70 anos. A fase da "grande reportagem" ocorreu durante o Estado Novo com jornalistas como Edmar Morel, David Nasser e Samuel Wainer colocando o repórter como principal personagem do meio jornalístico. Nesse período, Joel Silveira se destacou como um repórter por vocação e de talento inegável para contar histórias. Essa aptidão começaria a ser reconhecida em 1943 com a reportagem "Grã-finos em São Paulo", publicada pelo Diário da Noite. Matéria em que o sergipano, há 70 anos no Rio de Janeiro, narrou os bastidores dos salões de festas de tradicionais famílias paulistas. "Ele morria de inveja de um personagem que o Victor Hugo citava que era guilhotinado e minutos antes de morrer dizia `lamento morrer porque eu queria ver o resto´. Se ele pudesse fazer a cobertura da sua própria morte, ele faria", afirma Geneton Moraes Neto, que se define como "um amigo e pupilo há vinte anos" do jornalista. A pedido de Silveira não haverá velório, mas a cerimônia de cremação será às 14h, da quinta-feira (16/08). Nesta quarta-feira, o jornalista morreu de causas naturais aos 88 anos. Segundo sua filha, Elizabeth Silveira, ele sofria de câncer de próstata, mas não quis se tratar para poder morrer em casa. Com passagens por jornais como O Estado de S. Paulo, Correio da Manhã, Última Hora e a revista Manchete, ele deixa como referência um padrão de qualidade nas reportagens que hoje deixou de ser comum. Trincheiras Durante a Segunda Guerra Mundial, o jornalista emprestaria seu talento para a cobertura do conflito junto com a Força Expedicionária Brasileira (FEB), na Itália. Na época, houve a transição do trabalho de correspondentes de guerra dos militares para os civis. "A guerra que cobri era uma guerra aberta, senti o gosto no sangue. A que o Joel cobriu foi de trincheira, de acampamento. Ele escreveu sobre o cheiro da guerra. Um cheiro de óleo diesel e excremento humano", descreve o correspondente José Hamilton Ribeiro, que esteve no Vietnã. Ribeiro reitera que a imprensa nacional dá cada vez menos espaço para trabalhos como os de Silveira. "Como o repórter de grande profundidade que ele era, seu espaço foi cada vez mais asfixiado. Não é comum publicar grandes reportagens, à exceção, talvez, da Brasileiros", opina. Brasileiro & Brasileiros Com seis décadas de jornalismo, Joel Silveira colocaria "na galeria nacional do ridículo" tocadores de cavaquinho – "não existe nada mais grotesco do que um sujeito barrigudo e suado tocando cavaquinho" –, os alpinistas – "por que aqueles idiotas não pegam um avião para olhar as montanhas do alto?" –, os turistas e "o velho que quer parecer moço". O jornalista jamais teve problemas em manter e expor suas convicções como quando se candidatou à Academia Brasileira de Letras, em 2001. Silveira pleiteava a vaga de um escritor que detestava: Jorge Amado. Como concorrente, tinha a escritora Zélia Gattai, viúva do autor de Capitães da Areia, e que contava com a ampla simpatia de toda a Academia. "Ele me disse: `Sabe de uma coisa? Vou me candidatar só para atrapalhar a Zélia Gattai´, que ele considerava uma subliterata", explica Geneton Moraes Neto, repórter especial da TV Globo. O jornalista perdeu a eleição, vencida por Zélia que teve a seu favor a desistência do escritor Paulo Coelho, vencedor da eleição seguinte. "Eu não entendo o fenômeno do Paulo Coelho. O Bill Clinton lê, o Chirac leu, o mundo inteiro lê e eu tentei ler, mas vomitei. Eu acho horroroso. Mandaram um exemplar para mim, mas mandei devolver porque não quero infectar minha biblioteca. Eu considero isso a sub-sub-subliteratura, mas ele vende até na Tailândia". "Uma vez, estava escrevendo alguma coisa. De repente, Nelson Rodrigues caminha em minha direção, fica parado diante de mim com um cigarro pendendo na boca e exclama: `Patético!´. Em seguida, foi embora, em silêncio. Quando acabei de escrever, fui até a mesa de Nelson – que batia à máquina com dois dedos – e fiz a mesma coisa. Fiquei em silêncio vendo-o escrever. Depois, disse, simplesmente : `Dramático!´. Fui embora. Nosso único diálogo resumiu-se a estas duas exclamações – `patético´ e `dramático´", sintetizou o jornalista em entrevista a Geneton Moraes Neto. Necessidade http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/reporter-na-vida-e-na-morte |
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