FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA

 
General de Exército 

 

TÁCITO THEÓPHILO GASPAR DE OLIVEIRA
Comandante da Companhia de Guarda do Quartel General

General Tácito Theóphilo Gaspar de Oliveira
Síntese Biográfica


Em 1931, como cadete da Escola Militar do Realengo.

O General Tácito Theóphilo Gaspar de Oliveira é uma das figuras mais distintas e queridas da sociedade cearense. Homem afável, distinto, inteligente, conquista pelo cavalheirismo, simpatia e pela cultura. Comandante da 10ª Região Militar em Fortaleza,  tornou-se figura obrigatória em todos os cometimentos sociais, esportivos e, sobretudo, culturais. É Membro Titular do Instituto do Ceará, para o qual foi eleito a 23 de abril de 1980. Foi eleito Presidente do Instituto em 1983 e deixou sua marca nos grandes melhoramentos que introduziu na Entidade, quer em recuperação imobiliária, como no tocante aos serviços.


General Tácito Theóphilo, sua simpatia e delicadeza no trato com todas as pessoas, indiferente aos cargos e posições sociais.

Tácito Theóphilo nasceu no dia 12 de janeiro de 1914, em Fortaleza-CE, filho de José Theóphilo Gaspar de Oliveira e Alice Teixeira Theóphilo Gaspar de Oliveira. É casado com Yolanda Gadelha Theóphilo Gaspar de Oliveira, escritora com vários livros publicados, entre os quais: Eu e o Tio Sam, Longa Tarde Sem Manhã, Instante dentro do Tempo, As Acácias estão florindo, Momentos de Vida e de Emoção, Maré Alta, Os Náufragos, À Sombra das Distâncias, Sargaços, Tempo de Mar, Vidas de Minha Vida, Para não Esquecer.


Tácito e Yolanda em seu casamento - 19 de agosto de 1939.

Completou os seus primeiros estudos no Colégio Nogueira e o Curso Preparatório no Colégio Militar do Ceará; declarado Aspirante a Oficial em 1934, no Rio de Janeiro. Sua carreira militar foi das mais brilhantes, atingindo o posto de Major, por merecimento, em 1951; Tenente-Coronel por merecimento, em 1955; Coronel, por merecimento, em 1961; General-de-Brigada, em 1966; General-de-Divisão, em 1972 e General do Exército em 1976. Realizou Cursos no Colégio Militar do Ceará, Escola Militar do Realengo, Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais, Escola de Comando do Estado Maior do Exército, Escola de Guerra Naval e Escola Superior de Guerra.


Em 2009, quando da comemoração do 70º aniversário de casamento,
acompanhados pelo sobrinho Vanius Meton.

Com longa folha de serviços prestados à Pátria, ressalta a sua participação na II Grande Guerra, quando a Companhia do Quartel General, sob seu comando durante toda a Campanha da Itália, assegurou a defesa, o transporte e a alimentação do pessoal da FEB. Embarcou com sua unidade em 20-9-19, regressando a 3-8-45. Ainda na Itália, foi agraciado com a Medalha de Guerra, em cerimônia realizada na cidade de Alessandria, em 19-5-45. Já de volta ao Brasil, recebeu as Medalhas de Campanha e Bronze Star (EUA). 


Em missão da OEA na Força Interamericana de Paz,
em São Domingos na República Dominicana - 1965.

Exerceu a função de Chefe da 3ª Seção (Planejamento e Operações) do Estado-Maior da Força Interamericana de Paz na República Dominicana, de 21-6-65 a 1-2-66. Desempenhou outras Comissões de fundamental importância, como a de Superintendente da SUDENE (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste). 


Tácito Theóphilo assumindo a Superintendência da SUDENE.

O Ministro do Interior ressaltou a sua atuação, declarando o muito que lhe ficou a dever o Nordeste, pelo trabalho profícuo que empreendeu na SUDENE, com dedicação, serenidade, firmeza e determinação invulgares, reafirmando, mais uma vez, em função civil, suas grandes qualidades de administrador, condutor de homens e chefe nato.
Tácito foi ainda Ministro de Estado, Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas em Brasília, DF, de 27-10-77 a 20-12-78.


Recebendo a espada de General de Brigada do Marechal Mascarenhas de Morais - 1966

Entre as inúmeras condecorações que recebeu, vale destacar: Grã-Cruz da Ordem do Mérito das Forças Armadas; Grã-Cruz da Ordem do Rio Branco; Grã-Cruz da Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho; Grã-Cruz da Ordem do Mérito de Brasília; Grã-Cruz da Ordem Estrela do Acre; Grande Oficial do Mérito Naval; Grande Oficial da Ordem do Mérito Aeronáutico; Medalha de Campanha da Força Expedicionária Brasileira; Medalha Militar de Ouro - passador de platina (40 anos); Medalha de Guerra; Medalha do Pacificador; Medalha do Mérito Tamandaré; Medalha do Mérito Santos Dumont; Medalha da Abolição (Governo do Ceará); Troféu Sereia de Ouro 1973 - Sistema Verdes Mares-Ceará; Medalha Pernambucana do Mérito; Mérito Mauá (Ministério dos Transportes); Bronze Star Medal (Estados Unidos); Army Comendation Medal (Estados Unidos); Medalla Abdon Calderon (Equador); Gran Estrella al Mérito Militar (Chile); Medalha ao Mérito da FIP (Organização dos Estados Americanos). Sempre estudioso e dedicado às letras, colaborou nas revistas Defesa Nacional e Revista Militar Brasileira, editadas no Rio de Janeiro. Na edição da História do Exército Brasileiro publicou estudos sobre Caxias, Sampaio, Tibúrcio, Conde D'Eu, Independência, Guerra da Independência no Piauí e Maranhão, Colonização do Ceará, II Guerra Mundial, Campanha da FEB, etc.


Como Ministro-Chefe do Estado Maior das Forças Armadas (EMFA) no Governo Geisel.

 

Bibliografia de Tácito Theóphilo

 

Datas e Heróis da Guerra do Paraguai: Palestra na PRE9, Ceará Rádio Clube, em 3-9-70;
Luís Alves de Lima e Silva: Conferência pronunciada na Faculdade de Direito de Maceió - AL, em 22-8-41;
Conde D’Eu: Conferência no 23º BC, Fortaleza-CE, em 1942, por ocasião do centenário de nascimento de Luís Felipe Maria Fernando Gastão de Orleans;
A Tomada de Monte Castelo: Conferência na Associação Cearense de Ex-Combatentes, em 21-2-48;
Napoleão e a História - A Defesa Nacional, em 1951;
Patton - A Defesa Nacional, julho de 1951;
Paz ou Guerra - A Defesa Nacional, agosto de 1951;
Coréia - A Defesa Nacional, setembro 1950/maio 1951;
Defeitos das Armas Atômicas: Palestra no QGR/10, em 1957;
Projéteis Teleguiados: Palestra QGR/10) em 1957:
A Importância da Cooperação do Povo na Organização e Manutenção do Exército: Conferência para os alunos do Colégio Militar do Ceará;
O Catolicismo nos Estados Unidos: Palestra em 1958;
Brasília - A Nova Capital: Palestra no QGR/10, em 1958;
Brigadeiro Antônio de Sampaio: Alocução no túmulo do Gen. Sampaio, em 23-5-63;
7 de setembro de 1822: Palestra no IBEU/Fortaleza, 1963;
Comemoração da Tomada de Monte Castelo: Palestra em Jundiaí-SP, 1967;
SUDENE (Nordeste): Série de Palestras na Escola Superior de Guerra, Universidade Mackenzie em São Paulo; Universidade de Campinas-SP; Universidade de Mossoró-RN, e em todas as Capitais do Nordeste e Centro-Sul, em 1969/70;
A História do Exército Brasileiro: Revisão dos aspectos históricos das Monografias básicas;
Força Interamericana de Paz e Força de Emergência das Nações Unidas, III vol. 1981;
Abolição Um Ato de Fé! - Instituto do Ceará, 1984;
Independência do Brasil - Rev. do Instituto do Ceará, 1981;
Martim Soares Moreno, o Capitão do Ceará - Instituto do Ceará, 1986.
Livros Publicados: Rasgando Papéis, Pioneiros do Ar e do Mar, Viajar é Recordar, Tempos e Homens que passaram à História, A Longa Carta.

Essas informações, com algumas devidas modificações e ampliações,
 foram retiradas da página do Instituto Histórico do Ceará.
http://www.institutodoceara.org.br

 


Yolanda e Tácito em sua aprazível residência. Na estante os registros de uma trajetória digna e brilhante.

 

Diversas Homenagens


Recebendo homenagem no 23º BC, onde atuou em seu primeiro comando, acompanhado dos sobrinhos Gadelha Vieira.

O MEDALHÃO DA LEGIÃO DA INFANTARIA

Criado pela Legião da Infantaria de Brasília, com a finalidade de realizar uma homenagem especial aos Oficiais da Arma de Infantaria, com mais de 50 anos na Arma, considerando-se como referência, a data de ingresso na Arma, em qualquer época, contando-se, a partir dessa data, ano a ano, em comemoração ao Jubileu de Ouro na Infantaria. A Legião da Infantaria de Fortaleza recebeu em 25 de novembro de 2006, por doação, da Legião de Brasília, expressiva quantidade de medalhões, os quais passaram a ser entregues, aos Oficiais Legionários, em princípio, em formatura alusiva ao Dia da Infantaria. Excepcionalmente, a primeira entrega dos referidos Medalhões ocorreu em 15 de dezembro de 2006, por ocasião da Reunião de Final de Ano da Legião da Infantaria, realizada no Círculo Militar de Fortaleza, quando foram entregues os referidos Medalhões aos Legionários das Turmas de Formação, anteriores à 1957, da Escola Militar de Realengo, Escola Militar de Resende e Academia Militar das Agulhas Negras. Dentre os Infantes agraciados destacamos os Generais-de-Exército Tácito Theóphilo Gaspar de Oliveira e Domingos Miguel Antonio Gazzineo, Presidente de Honra e Presidente da Legião da Infantaria, respectivamente, e o General-de-Divisão Francisco Batista Torres de Melo, antigo Comandante da 10ª Região Militar. Nessa mesma oportunidade o General-de-Divisão Júlio Lima Verde Campos de Oliveira, presente ao evento, antigo Vice-Presidente da Legião da Infantaria de Brasília, informou aos presentes a sua transferência para a reserva, em 16 de dezembro, deixando o serviço ativo da Força. Em 2008, registrou-se a segunda entrega do Medalhão da Legião, em solenidade militar realizada no 23º Batalhão de Caçadores, no dia 19 de setembro, alusiva ao aniversário de nascimento do Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, Patrono do Batalhão. Na oportunidade, foram agraciados os Legionários das Turmas da AMAN de 1958 e 1959.

http://www.legiaodainfantariadoceara.org/leginf_medalhaolegiao_index.html

 
Fortaleza (CE) - Solenidade comemorativa do Dia da Infantaria. Na oportunidade, O General-de-Exército R1 Tácito Theóphilo Gaspar de Oliveira, com 93 anos de idade, Ex-Ministro Chefe do EMFA, comandou o tradicional “Desfile da Saudade”, composto de miltares da ativa e da reserva.
http://www.exercito.gov.br/revista/Materias/2007/06jun07/23bc.htm

MEDALHA DO MÉRITO HISTÓRICO MILITAR TERRESTRE DA AHIMTB

Medalha Grau Comendador - Gen. Ex. TÁCITO THEÓPHILO GASPAR DE OLIVEIRA
Pelo estímulo, solidariedade e apoio como historiador a causa da Academia de História Militar Terrestre do Brasil e, no Ceará, onde figura como acadêmico emérito que inaugurou a cadeira General Augusto Tasso Fragoso e Delegado de Honra da Delegacia da AHIMTB Cel José Aurélio S. Câmara. Colaborou com uma memória para a edição da obra 8ª Brigada de Infantaria Motorizada -Brigada Manoel Marque de Souza, editada pela AHIMTB, da qual foi comandante. Ex-combatente da FEB ligado a seu chefe deste então coube-lhe a honra de ajudar a vesti-lo com a farda de Marechal do Exército Brasileiro, com a qual foi sepultado. Como dirigente da SUDENE prestou valioso apoio a construção do Parque Nacional dos Guararapes em 1971 e a edição da obra O Projeto Rondon nos Montes Guararapes, traduzindo pesquisa sobre as Batalhas dos Guararapes realizada por universitários civis e cadetes em apoio a construção do Parque Guararapes. http://www.10rm.eb.mil.br/News_10rm/noticia.php?idNoticia=585&tipo=n

TROFÉU SEREIA DE OURO

O troféu Sereia de Ouro foi criado pelo industrial Edson Queiroz. É conferido anualmente pelo Sistema Verdes Mares e considerado uma das mais importantes láureas do Estado do Ceará, devido ao seu caráter pluralista e a sua imparcialidade na escolha dos agraciados. O troféu idealizado por Edson Queiroz, traduz-se no caráter das ações dos laureados, personalidades que com trabalho e dedicação, ajudaram a dignificar o nome de sua terra, o Ceará.


Comandando a Companhia de Guarda do Quartel General, saúda o presidente Getúlio Vargas,
no desfile das tropas que partiam para a Itália - 1944.

Exemplo de amor e união a ser seguido...



Yolanda e Tácito em evento social

"Porque te amei,
fiz da tua vida a minha vida.
Teu olhar imerso nos meus olhos
foi rastro de luz, etéreo,
a clarear as pupilas negras
dos meus negros olhos!

Tuas vitórias foram as minhas recompensas;
teus embates meu contínuo despertar.
Só não fiz das tuas lágrimas
as minhas lágrimas
porque nunca choraste,
mas fiz das minhas lágrimas
as tuas lágrimas..."

Yolanda Gadelha Theóphilo


Na Itália, nomeia o seu jeep de "YOLA", em homenagem a sua querida esposa Yolanda,
a quem dedicou amor inconteste por 72 anos.

Minha Homenagem

Aos 98 anos incompletos, em 29/08/2011 apagou-se a luz do homem mais gentil, distinto e  idôneo que conheci. Tácito Theóphilo nos deixou, legando-nos o exemplo de uma vida repleta de civilidade, de amor à Pátria e à família. Considero-me privilegiada em ter desfrutado de seu convívio por algumas décadas, testemunhando suas virtudes e delicadezas. Juntamente  com sua esposa Yolanda, tão brilhante e distinta como ele, compôs um casal que deve ser conhecido e respeitado pelas gerações vindouras. Protagonista atuante dos momentos mais difíceis dessa nação, sempre agiu com galhardia e distinção, cônscio de seu papel como militar e brasileiro, transmitindo à posteridade uma história impoluta, uma vida íntegra e marcantemente honesta.

Sua esposa, na lucidez e inteligência de seus 92 anos, lançou em março de 2011 o livro "Para não esquecer". Ela nos relata  a trajetória do general Tácito e destaca um dos momentos mais difíceis por ele vivido, no conturbado ano de 1964. De forma preciosa, registra fatos que a mídia não destaca e que se não relatados permanecerão esquecidos. Às vésperas de 31 de março de 1964, Yolanda e Tácito (então comandando o 23 BC em Fortaleza) dirigem-se ao Rio de Janeiro, em busca de notícias atualizadas sobre a situação do país. Após tomar conhecimento do movimento prestes a eclodir tentam retornar ao Ceará. E ela conta:

"(...) meu marido assumiu o comando previsto, a situação política em andamento. E de tal modo que sentiu ele necessidade de informações mais precisas. Já o General Castelo estava no Rio e lá fomos encontrá-lo, às vésperas do 31 de Março...
A impressão é que o próprio General não fora informado da eclosão dos acontecimentos. De imediato, meu marido (e eu, naturalmente!) dirigiu-se para o Aeroporto em busca de avião que nos transportasse para o Ceará.
Acompanhava-nos o meu irmão Fernando na infrutífera pretensão de ajudar, corajoso e impulsivo, tentava reagir ao ambiente encontrado. Todas as agencias aéreas fechadas. Nem vivalma. A não ser todos os assentos ocupados por uma inflamada "pelegada". Perdemos o dia e mais o dia seguinte.
O Cel. Tácito, meu marido, viajou fardado (uma temeridade) e sempre fardado, sozinho, adentrou o seu quartel - sem requerer segurança. De fato, o ambiente era tenso. Infantaria (23º BC) Artilharia (10º GO) a postos; sendo que a Artilharia era toda revolucionária, mas como os quartéis se avizinhavam, as inluências convergiam.
No 23º BC estavam presos políticos importantes da terra, já encontrados pelo meu marido ao reassumir o comando. Encontrou-os como presos verdadeiramente criminosos, sem camas e menos ainda sem cobertas, deficiente a parte de higiene, alimentação, que sei!... Isto foi imediatamente providenciado e escolhido um porta-voz para entender-se, sempre que necessário, com o Comandante.
A esta altura, já o General Castelo fora alçado às funções de Presidente, detalhes não os tenho. Mas, como Presidente e por telefone, ordenava que soltassem os presos políticos. Todavia, o Comandante da Região temia o levante das forças ali aquarteladas e calava a ordem que o Presidente exigia fosse cumprida. O tempo a esgotar-se, mandou chamar o Comandante do 23º BC, o qual se apresentou tranquilamente, ouviu o relato do chefe, o quase grito do General Castelo, respondeu sem alternativas, a voz incisiva:
"Dê a ordem que eu cumpro."  Disse e cumpriu.
É esta uma das mais bonitas passagens da vida militar do Coronel (ou seja, futuro General) Tácito Theóphilo. Pelo menos, eu acho o máximo de força, prestígio e coragem que um Coronel podia ter. A ordem foi dada. Os presos libertados. Horas depois, recebia eu uma bela cesta (corbeille) de flores que ainda acrescentavam um disco de marchas militares, assinado por todos os detentos".

Nada mais a acrescentar, deixo apenas o meu registro de saudade pelo desaparecimento desse querido tio.

Maria Auxiliadora Mota Gadelha Vieira


Tácito com seu sobrinho Sérgio Gadelha Pinheiro, em Fortaleza - 2008
 

DESPEDIDA DE UM SOBRINHO

Tio Tácito

Em tua vida, ao longo dos teus caminhos,
dedicaste especial afeto aos teus sobrinhos.
Temos felizes lembranças, ao teu lado,
sempre amigo, generoso e dedicado.
Povoaste nosso mundo desde a infância,
equilibrando energia, alegria e paciência.
Admirávamos tua firmeza, tua inteligência,
teu modo de agir, com discreta elegância.

Ensinaste a teus sobrinhos não sonhar ventos
e preservar o bom senso em todos os momentos.
Participaste de nossas dores em tempos de perda,
ajudando-nos a trazer de volta a alegria da vida.
Conviveste com o poder, com humildade.
Trataste a todos, com muita dignidade.
Deste o amor apaixonado
para nossa querida Tia Yolanda.

Querido Tio Tácito, fica em paz,
tua missão está cumprida.
Nossos queridos familiares que já se foram
te recebem com carinhos.
E aqui, em nossos corações te guardaremos,
seguindo nossos caminhos.

Sérgio Gadelha Pinheiro


Sobrinhos sempre presentes: Vanius Meton Gadelha Vieira e Gen. Manoel Theophilo Gaspar de Oliveira,
na comemoração do 70º aniversário de casamento do casal Yolanda e Tacito, em 2009.


Ternos e incentivadores da nova geração, na década de 90, Yolanda e Tácito prestigiaram
o sobrinho e afilhado Fernando Meton (hoje médico oncologista clínico), na concentração
do Colégio Militar de Fortaleza, onde ele desfilava como atleta-aluno da instituição.

ALEGRETO DE ALÉM-TÚMULO

Dizer o quê? Começar por onde? Foi uma existência a abrir-se rica de esperanças que teve o seu primeiro, senão único alento, em promissoras realizações. Dispensadas as veleidades, nossas almas se encontraram, fundiram-se, num só corpo e num só espírito. Por intuição ou prévios avisos dos céus, a nós sacramentados na certeza incólume que ali estávamos a encetar um destino maior.

Amei-te, acredito, antes que me amasses. Mas foi uma ilusão desde que vínhamos indelevelmente ligados mercê dos desígnios advindos lá de dentro da Vida...

Completamos 72 anos de união... 72 anos, anos e anos... selados com o beneplácito do Senhor nos parâmetros ingentes de amor e confiança - sem medo, sem escrúpulos, porque somos parte de sua grandeza e, na sua glória, haveremos de abastecer-nos.

Sofro, como negar?! Certo não me faltará a mão que me sustentará - o Senhor assim permitirá.

Naquela aparentemente última vez, balbuciei-te uma única pequena palavra de apenas quatro letras: AMOR... Esboçaste um sorriso que tomei por aquiescência. Outros semelhantes em juras hão de vir como luzes a acalentar-nos longe, longe, não tão longe, onde a eternidade nos abrigará...

Yolanda Gadelha Theóphilo


Yolanda e Tácito.

Yolanda Gadelha Theóphilo:

www.mauxhomepage.net/desenterrandoversos/meuspoetasqueridos/yolanda.html

O arquivo fotográfico  dessa página pertence a Vanius Meton Gadelha Vieira;
algumas fotos foram restauradas por Carlos Meton.

 

Um Herói nunca morre!

Simples História de um Homem Simples
As Origens
Força Expedicionária Brasileira
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Homenagens aos Heróis

Saudade
A vida felizmente pode continuar... 

 

 

 

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